Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”


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Dia 31. “ Reflita a respeito do que pode fazer a mais ou aprimorar”



Será que estou integrado e cumprindo as minha obrigações, como fiel da Religião Primordial que é a Honmon Butsuryu-Shu que nos assegura a bênção divina ?
A razão de viver, está em crer numa verdadeira religião.
Para uma pessoa é muito importante reconhecer o valor da sua existência e cumprir o seu dever. Protegido pelo poder da oração, vamos divulgar os preceitos de Buda, para que com isso consigamos o objetivo de implantar na terra, o verdadeiro sentido do Budismo.
Como prece para atingirmos essa finalidade, vamos praticar e expandir intensamente o Namumyouhourenguekyou.


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Quer ser um fiel da HBS? – Converta-se!


Arigatougozaimassu.

Após as alterações no site http://www.budismo.com.br o link que haviamos postado antes acabou sendo desativado.

Agora para os que tiverem interesse em se converter e só preencher o cadastro no link http://www.budismo.com.br/converta.php

Esse cadastro serve para que seja preenchida sua ficha de fiel e para que os monges da Honmon Butsuryu-shu possam agendar uma visita para conversar com você e passarem todas as orientações necessárias e se for de seu interesse fazer a sua conversão.

Arigatougozaimashita!


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Prece




A prece é um desejo que traduzido pela sua fé o faz aclamar pela força que lhe falta e superar as próprias limitações e merecimentos. Para isto é necessário que o elo “fé” seja tão forte quanto a prece, para que a concretização resulte naturalmente como prova desta perfeita interação.
Prece é um pedido em forma de oração. Também é um grito, uma transmissão de significados que se faz diante do Gohozen (Altar). Portanto não deve ficar somente dentro de você. É necessário que seja exposta de forma oral e física para que se vivencie seu conteúdo no dia a dia, em todas as circunstâncias. Agindo assim, você verá dentro desta exteriorização todas as possibilidades de concretização.
A prece não o faz simplesmente realizar o possível, ou impossível, mas sim, o faz mostrar a si mesmo que nenhuma aparente possibilidade, ou impossibilidade, é maior que sua fé e que por isso nada o impede de agir e reagir constantemente. Principalmente a impossibilidade é uma das camuflagens do desafio. Portanto é apenas um disfarce que quando se desfaz o faz perceber que “quase foi enganado”. São “pegadinhas” da vida que se você não estiver preparado, pelo modo da fé, podem faze-lo cair no desespero e conseqüente sofrimento.



Portanto diante de quaisquer circunstâncias, aparentemente possíveis ou não, a inserção de nossos sentimentos e desejos como prece na prática religiosa nos libertará de qualquer bloqueio, interno ou externo, que nos inibe de agir com a dignidade de um ser humano; devoto de um ensinamento que nos habilita à iluminação, pelo poder da oração.
Costuma-se dizer que o verbo “orar” (em japonês “Inoru”) deriva da expressão “InoKakeru” (Apostar a vida), ou seja, se a prece é feita em forma de oração é porque está apostando sua própria vida e por isso deve ser responsável pela prece e não deixar a nossa parcela de esforço por conta de outrem ou do acaso. A seriedade da prece é fator vital para sua concretização. Você só aposta a vida naquilo em que realmente acredita.
Sabendo-se que para um descrente não faz sentido algum fazer prece, concluímos que a prece tem como pressuposto principal a fé. E, se tem fé, além de orar pela concretização se utiliza de todas as suas forças para propiciar a concretização, daí se comprovará a veracidade de sua prece.
O mestre Nitiren em suas escrituras enfatiza a importância das preces, pois o Sutra Lótus afirma esta possibilidade, sem discriminações, revelando assim a unicidade entre o Ser e o Dharma.
Aquilo que deseja ter ou ser, que seja ou aconteça, seja lá mundano, material ou imaterial, desde que se recicle pelo espírito de fé que nos une ao Namumyohorenguekyo nos proporcionatá virtudes e bênçãos.
A prece é uma forma importante que faz nos unir e aproximar, cada vez mais, do Gohozen. Por fim essa será a nossa maior concretização.

 


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Senda Octupla – A quarta das quatro nobres verdades


A nobre senda óctupla  é o conjunto de atitudes que levam à extinção completa do sofrimento. Estas atitudes são a sabedoria, a ética e a meditação — os três treinamentos superiores —, que servem respectivamente como antídotos para os três venenos — ignorância, desejo (apego) e ódio ou raiva (aversão).Oito Caminhos Corretos (Hasshoudou) pregados por Buda que nos levam à extinção do sofrimento.
1) Entendimento correto
(Shouken)
2) Julgamento correto
(Shoushi)
3) Palavra correta
(Shougo)
4) Ação correta
(Shougou)
5) Modo de vida correto
(Shoumyou)
6) Esforço correto
(Shoushoudin)
7) Serenidade correta
(Shounen)
8 ) A meditação correta
(Shoudyou)
Explicando cada uma delas 

1) O entendimento correto significa entender cabalmente as quatro nobres verdades, acreditar piamente na lei da causa e efeito e não ser enganado pelas aparências e pelos desejos.

2) O julgamento correto é a resolução de não nutrir desejos, de não ser ganancioso, de não ser irritadiço e de não perpetrar atos nocivos.

3) A palavra correta significa evitar toda e qualquer palavra, tanto escrita como falada, que leve a falsidades, subentender-se inúteis, abusivas e ambíguas.

4) A ação correta significa não destruir vida alguma, tanto racional como irracional, não cometer crimes de espécie alguma, enfim, levar uma vida regrada.

5) O modo de vida correto compreende evitar vivência que compromete a idoneidade do ser humano ou modo de vida que possa envergonhá-lo.

6) O esforço correto é dar o melhor de si, sempre, com diligência, para a realização de boas e nobres ações.

7) Serenidade correta ou atenção correta, implica em manter a mente pura, atenta e serena.

8 ) A meditação correta significa manter a mente sempre correta e tranqüila, procurando, constantemente, compreender a essência dos fatos e das coisas.


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Reporter Primordial – A Vida do Grande Mestre Nitiryu Daishounin


Arigatougozaimassu,

Nesse edição do Repórter  Primordial um  resumo da vida do Grande Mestre Nitiryu Daishounin. Apresentado pela jovem do Templo Nikkyoji, Karina Nishimura.

Muito bom!

Arigatougozaimashita!


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Como somos afortunados !


Existem pessoas que preferem se sentir infelizes. Por mais que você diga o quanto é  importante as suas famílias, a saúde e a harmonia elas não dão a mínima para isso. Estão sempre mais preocupadas em sanar as preocupações e criar outras do que degustar as já solucionadas. Deste modo nunca sentem a felicidade enquanto não perdem boa parte daquilo que não davam valor. É quase sempre assim. Até mesmo para praticar a fé.
O Mestre Nissen Shounin, Fundador do Budismo Primordial HBS, coloca o ser humano, o praticante da fé budista como um ser extraordinariamente afortunado. Vejamos o porquê. Imagine alguém descer um fio de linha desde a estratosfera. Esse fio passar pelo céu em meio à tempestade e vendaval, e ainda assim acertar o buraco da agulha. Realmente seria o cúmulo da pontaria. Buda ensina que nascer humano é milhões de vezes mais difícil que isso. E muito mais difícil ainda nessa vida encontrar com o Darma Sagrado. Isto é, o fato de nascer humano, é uma importante e única condição que nos permite praticar a fé do Darma Sagrado. Baseado nessa ótica podemos dizer que somos afortunados, pois qualquer outro tipo de fortuna seria esgotável.
O Grande Mestre Nitiren coloca também da seguinte forma: “Eu, Nitiren, estudo o Darma de Buda desde a infância e oro muito, pois a vida do ser é muito instável. Após expirar o ar pode não voltar a respirar novamente.” Ou seja, coloca em cada respiração a importância de viver pela fé. Dá para contar quantas vezes respiramos em uma vida. Por mais que pareçam muitas, ainda assim o desperdício de vida é maior. A Religião não existe essencialmente para curar a doença, mas primeiramente para preveni-la, para limitar nossos egos, anseios, ignorância e estupidez. Caso contrário viveremos correndo atrás de bênçãos e mais bênçãos infinitamente, sem mesmo perceber que a benção maior é acabar com o mal pela raiz. O Objetivo da vinda de Buda a este mundo foi isso, deixar o Darma Sagrado para buscarmos um tipo de cura que não permitisse sermos acometidos nunca mais por nenhuma doença. Isso exige um modo de vida e uma consciência religiosa pura, suficientemente capaz de nos fazer perceber que, não praticamos a fé para sermos felizes e que sim poder praticar a fé nos caracteriza como seres verdadeiramente afortunados.

Arcebispo do Budismo Primordial Kyouhaku Correia

http://www.budismo.com.br


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Gohonzon (O que é?)



Algumas pessoas acreditam que, para serem religiosas, é necessário ter algo para adorar.
Existem várias explicações para o Gohonzon; mas o sentido de adoração seria a vontade de se elevar às alturas em que se acha o Buda, e de se construir um lar, ou uma sociedade, onde se reúnam somente pessoas de boa vontade como Ele.
O Ser de adoração, tomando por base o budista, nunca deve ser um animal ou muito menos um objeto, pois seria querer igualar-se a tal.

Gohonzon


A nossa doutrina tem por meta trazer o “Satori” (Iluminação) do Buda à vida cotidiana da nossa sociedade, através da compreensão e de um constante aprimoramento.
Há quem diga não haver diferença entre uma religião e outra, isto é, que todas são iguais.
Mas, na realidade, a verdade é outra. Por exemplo, quem tem o hábito de beber, escolhe a marca que lhe proporciona mais sabor e mais satisfação.
Portanto, para essa pessoa as bebidas não são iguais, mesmo que oriundas da mesma
matéria prima.
Dessa maneira, entre os religiosos existem seguidores de diversas seitas, cada um por achar que a sua é que melhores condições reúne para a própria satisfação espiritual.
Para Nitiren Shonin o Gohonzon se resume na causa, essência e semente da iluminação, ou seja, no próprio espírito do Buda  Primordial o Namumyohorenguekyo, que se desperta dentro de nós quando dedicamos orações e atos derivados dela.

Budismo Primordial


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“Não se esqueça das orações matinais e noturnas, para o seu bem e para o bem de outro também”


“Não se esqueça das orações
matinais e noturnas,
para o seu bem e
para o bem de outro também”
Este ensinamento do Grande Mestre Butsuryu Kaidou Nissen Shounin, nos transmite que mesmo na prática da fé, existe algo básico e fundamental, que não podemos falhar, são as orações matinais e noturnas.
Para que tudo transcorra bem, é preciso fazer uma renovação diária da prática da fé, nunca achando que, só porque fez ontem que não precisa faze hoje. É assim que fazemos a manutenção espiritual.
Fisicamente, tratamos diariamente da higiene, tomamos banho, escovamos os dentes, nos exercitamos e nos alimentamos. Esta é a manutenção básica e mínima que damos ao corpo. Quem negligencia isto torna-se uma pessoa desagradável, para si e para os outros. Acontece que deveríamos ter o mesmo cuidado com a parte espiritual, lapidando-a diariamente.
Vemos muitas pessoas com muitos problemas, também muitos vivem resolvendo problemas, porém, por que será que eles não diminuem?
A resposta é simples, não basta varrer o chão e ficar com a mão suja, não basta lavar as mãos e não purificar os corações.
Muitas vezes permitimos o sofrimento pela sujeira mental e espiritual que carregamos. Chamamos isso de carma negativo.
Só que este carma negativo devido a nossa impeifeição e negligência, mais tende a aumentar do que diminuir.
Por isso, mais do que qualquer coisa, devemos estar sempre nos purificando e lapidando.
Outro cuidado que devemos ter como o carma negativo é que, ele não é visível, é apenas constatável, ou seja, não o vê do jeito que vê uma mão suja, percebe-se sua existência quando as coisas estão fora de controle e quando você começa a sentir o sofrimento.
Por isso pode se dizer que o carma negativo é extremamente perigoso, pois as pessoas não percebem, ou se sabem não ligam, tal como a sujeira atrás do sofá ou debaixo do tapete.
Só que a sujeira debaixo do tapete, você pisa nela, enquanto que a sujeira do carma negativo, pisa em você.
Quando o verso nos ensina:
“Não se esqueça de orar de manhã e a noite”, quer dizer que não devemos dar tempo ao tempo, para que as coisas piorem.
Sempre que estiver em dia com as orações, estará sempre acumulando mais virtudes e conseqüentemente menos carma negativo.
Vejamos um exemplo da natureza.
Há um tipo de peixe que caça suas presas fora da água, ou seja o peixe, de dentro da água, borrifa água sobre a folha da árvore para que o inseto que ali se encontra, escorregue e caia na água para poder comê-lo. O exemplo que vi foi o de uma joaninha. A joaninha se agarrava com toda a força no galho, mas o peixe de tempo em tempo esguichava água sem sequer deixar a folha secar. Mesmo que a joaninha ficasse parada, uma hora escorregaria, e caso tentasse fugir ou mover-se, perderia a fixação na folha se tornando mais vulnerável ainda. Por fim, a joaninha tentou revoar, mas como suas asas estavam molhadas, não teve forças e caiu. Antes mesmo de chegar na água o peixe voou e comeu-a ainda no ar.
Somos como esse peixe que precisa comer e se dar bem. Só que muitas vezes não agimos como ele. Esguichamos apenas um pouco de água, ou seja, fazemos um pouquinho e deixamos secar. Assim perdemos nossas presas, ou seja, não concretizamos nossas metas. Ou somos este peixe assíduo ou seremos a joaninha da história.
O Mestre Nissen Shounin nos ensina também que não é só por nós, que se caso negligenciarmos as orações, estaremos deixando de ajudar os outros também, o que é pior ainda.
Portanto, não podemos falhar nesta prática considerada das mais básicas da HBS.
Ore de manhã e a noite, pelo seu bem e o bem de todos.
Se esforçando insistentemente nesta prática, não haverá carma que possa prejudicá-lo ou barreira que possa detê-lo.
É isso que nos transmite este ensinamento do Grande Mestre Butsuryu Kaidou Nissen Shounin.
Arcebispo Kyohaku Correia

Revista Lótus n°51


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Programa Despertar Budista – Programa 4 FEV 2011


Arigatougozaimashita,

Nos dias 2 e 3 de março de 2011 receberemos a visita aqui no Rio Grande do Sul do Arcebispo do Brasil da Honmon Butsuryu-Shu Kyohaku Correia.

Mais um programa Despertar Budista para você acompanhar.

Programa 4 – FEV 2011

Arigatougozaimashita

 


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Verdadeiro, belo, bom !


Temos pensamentos, sentimentos, expressões e atos. Todos são geradores de carmas. Mas o que mais vale? Uma ação sempre vale mais. Justamente porque é o que comprova com mais eficácia. E se esse ato for uma oração, então, estará incorporando todos os aspectos geradores de carma em sua totalidade e primor. No entanto, o supra-sumo, só o encontrará quem realizar este ato tão simples.
O ser humano sempre buscou a verdade, o belo e o bom. Mas nem sempre de modo concreto. Muitas vezes se contentou com algo abstrato. O próprio conceito de verdadeiro, belo e bom, dependendo do modo de pensar também pode ser vago. Mas vale aqui conceituar no modo primordial budista. Verdade: Permanente, igual para todos. Belo: Transitório, circunstancial. Bom: Para outrem, altruísta. Normalmente através do belo e do bom buscamos a verdade, já que muitas vezes faltam parâmetros. E quanto mais durar o belo e o bom normalmente sentimos estar
mais próximo da verdade. Ao menos é a sensação que fica.
Mas a cada dia que passa parece ficar mais difícil detectar as coisas, pois tanto elas se misturam às ilusões, egos e anseios que muitas vezes sem perceber acaba-se chegando a um conceito de verdadeiro íntimo, que muitas vezes não passa de uma distração pessoal. É uma pena, pois muitas vezes a duração prolongada dessa distração pode desperdiçar uma vida, muitas vidas, e quando percebemos pode ser tarde demais. Não é buscar um sentido para vida é colocar algum em prática para se certificar da eficácia, da duração, da benevolência, da sensação. O que não podemos é ficar desiquilibrados, estagnados e perdendo tempo com sentimentos, mágoas e receios. Na busca do melhor cada dia é uma vida, pois se encontrar hoje valeu à pena ter vivido. Desde a antiguidade o mundo caminha em busca dos sentidos e rumos similares, mas dificilmente são encontrados em modo abstrato ou vago. Na verdade , são nas sutilezas, nos detalhes do desprendimento pela fé e compaixão que toda essa busca se torna ilimitada, deixa de ter fronteiras e por si só se completa. Não tem lógica dar a vida por alguém e perder a própria. Não faz sentido perdoar alguém que te ofendeu e também parece irracional orar quando tudo parece estar perdido. Mas são  justamente em atos como esses é que encontramos o verdadeiro, o bom e o belo, e tudo maravilhosamente em perfeita harmonia.

Odoshi Kyouhaku Correia – Arcebispo do Budismo Honmon Butsuryu-Shu do Brasil

www.budismo.com.br