Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”


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Não se ache um sábio!


Arigatougozaimassu,

Discurso Religioso Proferido pelo Arcebispo do Budismo no Brasil, Kyohaku Correia. Templo Central Nikkyoji.

Não se ache um sábio!

Arigatougozaimashita!


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“Não se esqueça das orações matinais e noturnas, para o seu bem e para o bem de outro também”


“Não se esqueça das orações
matinais e noturnas,
para o seu bem e
para o bem de outro também”
Este ensinamento do Grande Mestre Butsuryu Kaidou Nissen Shounin, nos transmite que mesmo na prática da fé, existe algo básico e fundamental, que não podemos falhar, são as orações matinais e noturnas.
Para que tudo transcorra bem, é preciso fazer uma renovação diária da prática da fé, nunca achando que, só porque fez ontem que não precisa faze hoje. É assim que fazemos a manutenção espiritual.
Fisicamente, tratamos diariamente da higiene, tomamos banho, escovamos os dentes, nos exercitamos e nos alimentamos. Esta é a manutenção básica e mínima que damos ao corpo. Quem negligencia isto torna-se uma pessoa desagradável, para si e para os outros. Acontece que deveríamos ter o mesmo cuidado com a parte espiritual, lapidando-a diariamente.
Vemos muitas pessoas com muitos problemas, também muitos vivem resolvendo problemas, porém, por que será que eles não diminuem?
A resposta é simples, não basta varrer o chão e ficar com a mão suja, não basta lavar as mãos e não purificar os corações.
Muitas vezes permitimos o sofrimento pela sujeira mental e espiritual que carregamos. Chamamos isso de carma negativo.
Só que este carma negativo devido a nossa impeifeição e negligência, mais tende a aumentar do que diminuir.
Por isso, mais do que qualquer coisa, devemos estar sempre nos purificando e lapidando.
Outro cuidado que devemos ter como o carma negativo é que, ele não é visível, é apenas constatável, ou seja, não o vê do jeito que vê uma mão suja, percebe-se sua existência quando as coisas estão fora de controle e quando você começa a sentir o sofrimento.
Por isso pode se dizer que o carma negativo é extremamente perigoso, pois as pessoas não percebem, ou se sabem não ligam, tal como a sujeira atrás do sofá ou debaixo do tapete.
Só que a sujeira debaixo do tapete, você pisa nela, enquanto que a sujeira do carma negativo, pisa em você.
Quando o verso nos ensina:
“Não se esqueça de orar de manhã e a noite”, quer dizer que não devemos dar tempo ao tempo, para que as coisas piorem.
Sempre que estiver em dia com as orações, estará sempre acumulando mais virtudes e conseqüentemente menos carma negativo.
Vejamos um exemplo da natureza.
Há um tipo de peixe que caça suas presas fora da água, ou seja o peixe, de dentro da água, borrifa água sobre a folha da árvore para que o inseto que ali se encontra, escorregue e caia na água para poder comê-lo. O exemplo que vi foi o de uma joaninha. A joaninha se agarrava com toda a força no galho, mas o peixe de tempo em tempo esguichava água sem sequer deixar a folha secar. Mesmo que a joaninha ficasse parada, uma hora escorregaria, e caso tentasse fugir ou mover-se, perderia a fixação na folha se tornando mais vulnerável ainda. Por fim, a joaninha tentou revoar, mas como suas asas estavam molhadas, não teve forças e caiu. Antes mesmo de chegar na água o peixe voou e comeu-a ainda no ar.
Somos como esse peixe que precisa comer e se dar bem. Só que muitas vezes não agimos como ele. Esguichamos apenas um pouco de água, ou seja, fazemos um pouquinho e deixamos secar. Assim perdemos nossas presas, ou seja, não concretizamos nossas metas. Ou somos este peixe assíduo ou seremos a joaninha da história.
O Mestre Nissen Shounin nos ensina também que não é só por nós, que se caso negligenciarmos as orações, estaremos deixando de ajudar os outros também, o que é pior ainda.
Portanto, não podemos falhar nesta prática considerada das mais básicas da HBS.
Ore de manhã e a noite, pelo seu bem e o bem de todos.
Se esforçando insistentemente nesta prática, não haverá carma que possa prejudicá-lo ou barreira que possa detê-lo.
É isso que nos transmite este ensinamento do Grande Mestre Butsuryu Kaidou Nissen Shounin.
Arcebispo Kyohaku Correia

Revista Lótus n°51


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BUDISMO


A modernidade está envolta em tecnologia, racionalismo e materialismo. Como se soubesse deste perigo, Buda deixou ensinamentos e métodos de prática que proporcionam a felicidade, mesmo em circunstâncias adversas à iluminação. Estes ensinamentos estão nos capítulos de 15 a 22 do Sutra Lótus que falam da fé e de compaixão (solidariedade) como práticas fundamentais.
A própria Flor de Lótus é um símbolo disso. Ela desabrocha em mangues e nem por isso a flor se macula com as impurezas do local. O mundo impuro seria este em que vivemos, tomados pelos três venenos, e a Flor de Lótus é a prática transformadora na fé e na compaixão, em sintonia com Buda. Assim essa flor jamais se manchará. É importante salientar que esta flor possui a característica de desabrochar junto com a semente do próximo fruto. Portanto se perpetua, assim como deve se perpetuar e gerar frutos as práticas dos budistas.
Desta forma, podemos concluir que o Buda, como uma mera imagem, não é alvo de veneração, assim como ele próprio ressaltou. A grande contribuição do Budismo para o mundo neste novo milênio é a concepção não fragmentada de ser humano, que prioriza o “Ser” independente da sua imperfeição e que têm como meta: “orar pela harmonia do universo, através da prática das virtudes, do aprimoramento espiritual e da solidariedade dos seres”. Devemos compreender também que o Budismo deve se vincular diretamente aos ensinamentos de Buda e não das interpretações dos fundadores das facções ou de seus seguidores.
A religião budista é exclusivamente fundada pelo Buda primordial e fundamentada pelos ensinos primordiais. Buda deixou oitenta e quatro mil ensinamentos, mas segundo ele mesmo falou, a essência da doutrina está no ensinamento do Sutra Lótus. Este texto começa dizendo: “As portas da iluminação se abrirão para todos, indiscriminadamente, com uma única condição: a fé e a compaixão” fé como sentimento que nos une através da essência, e compaixão como atividade que nos une através da prática e vivificação desta essência.
Portanto, a religião budista não é meramente filosofia ou um exercício como algumas vezes é interpretada, mas sim algo que parte da experiência religiosa e atinge a prática, na vida de qualquer um.
O mundo continuará a se transformar, porém, as pessoas também precisarão da transformação no universo do espírito com uma conseqüente prática transformadora. Isto não significa tornar-se um super-homem, mas num verdadeiro homem de fé e de compaixão, que desempenha, com afinco, suas atividades neste único e real momento.

Fonte: Site Honmon Butsuryu-Shu Brasil


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Programa Despertar Budista 06


Arigatogozaimashita,

Mais um Programa Despertar Budista.

Por problemas técnicos perdemos um pedacinho do início do Programa.

Arigatougozaimashita

Segundo Programa do mês de fevereiro de 2011

Quarto Programa do mês de Fevereiro de 2011


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A Expansão do Darma Sagrado


A missão de expandir o Darma Sagrado é muito importante!
Não permita que este tesouro, esta semente, fique
somente com você.
Passando-a adiante estará eternizando a si mesmo.
Se és discípulo aja como discípulo.
Discípulo é herdar e expandir o
verdadeiro sentimento do Grande Mestre
NITIREN DAIBOSSATSU.

O verso de hoje nos transmite a importância de incorporar o sentimento de Hon-ninmyou (Causa mística primordial) do G. Mestre NITIREN DAIBOSSATSU e aplicá-lo na prática do dia-a-dia.
E citado no inicio do verso o termo “Discípulo”. Vale lembrar que este termo é uma abreviação de “Discípulo e devotos”, portanto se refere a todos nós de modo em geral.
Isto é, se praticamos a fé, e nos caracterizamos como discípulos, é por que fielmente seguimos seus ensinos, caso contrário nos descaracterizamos.
Seria semelhante aos pais que trabalham sempre pensando nos filhos e esses, por sua vez, não valorizam os esforços dos pais. Seria um grande desrespeito. No caso da prática da fé pode-se dizer o mesmo.
Será que nós no cotidiano, sempre, em todo e qualquer lugar, mesmo que ninguém esteja nos observando, estamos agindo conforme o sentimento do G. Mestre NITIREN DAIBOSSATSU?
O sentimento do G. Mestre NITIREN DAIBOSSATSU,
logicamente, é de expandir e orar o NAMUMYOHOURENGUEKYO.

Entretanto, este sentimento é unicamente justificável pela existência da natureza búdica no interior de cada ser que ainda para ela não despertou, mas que pela expansão do ODAIMOKU serão salvos. Ou seja, devemos saber que seu sentimento parte do princípio de uma profunda compaixão. E, justamente por isso, suportou e superou os Quatro Grandes
Obstáculos e incontáveis outros para nos deixar este grande modelo.

No dia 31 de março passado,em Campinas/SP, pela primeira vez a HBS do Brasil promoveu uma palestra sobre budismo voltada para toda a comunidade.
Desde cedo, tendo o presidente do Templo Rentokuji de Campinas o Sr. Jorge Yamada como coordenador, foram feitos os
preparativos. Imagino que os preparativos tenham sido uma tarefa árdua.
Um dia antes, na praça da cidade, os Sacerdotes Kyohaku Correia e Hakuon Santos,acompanhados de fiéis, oraram em voz alta e distribuíram panfletos para os pedestres.
No dia reuniram-se muitas pessoas, e graças a essa atividade no dia do Grande Culto, dia 2 de abril, três conversões foram emocionantemente realizadas.
Isto só aconteceu graças à união de espírito e incorporação do sentimento do G. Mestre NITIREN DAIBOSSATSU que fez com que as pessoas se respeitassem mutuamente e que estendessem as mãos àqueles necessitados. Foi graças a esse nobre Gohoko.

Por último citarei a respeito do Fukyou Bossatsu, personagem do Sutra Lótus.
Na verdade Fukyou Bossatsu representa o Buda Primordial em sua vida passada e também o próprio G. Mestre NITIREN DAIBOSSATSU.
Isto significa que todos nós que oramos o Odaimoku da Causa Mística Primordial devemos seguir este modelo.
Sua prática foi a de, respeitosamente, orar o seguinte verso:

“ – Eu Vos respeito profundamente porque todos ao praticarem o caminho de Bossatsu certamente atingirão a iluminação.”

Houve aqueles que caluniaram o Fukyou Bossatsu e que lhe atiraram pedras. Mesmo assim, ele jamais deixou se tomar pelo ódio ou desprezo por estes. Pelo contrário, continuou orando e respeitando-os.
Por fim, aqueles que jogaram as pedras, e que o caluniaram, passaram a respeitar o Fukyou Bossatsu e se converteram.
Portanto, nós, com toda alegria e satisfação de estarmos praticando o Odaimoku, precisamos ser gratos e nos tornarmos capazes de, em toda e qualquer circunstância, a qualquer hora e a qualquer pessoa prestar-lhe o nosso mais profundo respeito.
É dessa forma que pratica aquele que sabe qual é o verdadeiro sentimento do G. Mestre NITIREN DAIBOSSATSU.
E isto que transmite este ensinamento de hoje.
Nisshi Aoki

Nota:

Nota da redação: Este discurso religioso foi proferido pelo Mestre Aoki que mais uma vez, vindo do Japão, passou uma temporada de gohokos ( de 18/3 a 18/4/2000 ), ensinamentos e incentivo á expansão da Religião Budista no Brasil. O ensinamento foi transmitido aos participantes do Grande Culto realizado no Templo Ryushoji, de Mogi das Cruzes/SP.


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Gohonzon


Sobre o “Gohonzon” que veneramos
“Honmon no Honzon”
A Honmon Butsuryu-Shu (HBS) se fundamenta na “Unidade Absoluta” que chamamos respeitosamente de Gohonzon. 

 

Foto: Heitor Birnfeld

Foto Altar Sagrado Nikkyoji - Foto: Heitor Birnfeld - http://www.biofotografia.rg3.net

O Gohonzon “Namumyouhourenguekyou” dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus, transmitido pelo Jyougyou Bossatsu, é o manifesto do Buda Primordial na sua totalidade. É a meta e ponto de fixação ao qual o devoto se entrega de corpo e alma. Portanto, é absolutamente único e veraz na sua essência.
Nitiren Daibossatsu fundamenta a origem do Gohonzon quando, em sua escritura Honzonshou, afirma: “Este Go-Honzon jamais foi revelado nos quarenta e tantos anos de pregação; foi somente nos últimos oito anos que foi revelado nos oito primeiros capítulos do caminho primordial do Sutra Lótus, limitando-se a eles” (trecho final da oração Nyorai metsugo).
Literalmente o termo Go “Honzon” (Go = prefixo de sublimação e respeito) possui três importantes significados unificados.
A- Hon-nu-Son-tyou: Venerável por excelência.
Que não se tornou venerável a partir de um determinado ponto da história.
Que sempre foi, é, e continuará sendo.
B- Kon-pon-Son-suu: Fundamental veneração Dentre todos os valores o mais fundamental e originário de todos.
C- Hon-nu-Son-gyou: Nobre existência primordial.
Que por natureza é e se faz nobre. Que não é obra, nem criação, de ninguém.

O Grande Mestre Nitiren Daibossatsu na escritura Honzonshou esclarece:
“Buda introduziu seus dois darmas, Prática da Causa e Virtude do Efeito nas cinco letras Myou-Hou-ren-gue-kyou. Ao devotarmos estas cinco letras, por si só, a nós será concedida a virtude desta causa e efeito.
Resumidamente, as principais características deste Gohonzon são:
A existencialização dos três mil mundos numa só mente “li no Itinen Sanzen” (quantificação universal inter-relativa e simultânea dos Dez Mundos. Dez Fenômenos e Três Tipos de Mundos) e todas as leis da causa e efeito.
Sua maior qualidade é o “Manpou Gussoku” que significa a característica de incorporar todos os Darmas. Pois, sendo assim, lhe permite que seja adepto de todas as religiões, sem que seja propriedade de nenhuma delas. Apenas ser, exclusivamente devoto daquela que foi estabelecida unicamente por quem se estabelece no Gohonzon. O Buda Primordial. Em outras palavras, é o Gohonzon único que nos desvincula da religião mundana e nos proporciona o modo de vivência para nos reinterarmos à Unidade Absoluta.
Realizar esta plena interação é o que chamamos também de atingir a iluminação.
Ser desta religião significa fundamentar todos os momentos de sua vida no Gohonzon, vivificá-Io pela prática da fé centrada na oração do Namumyouhourenguekyou e sua expansão, a fim de dimensionalizar todo o domínio em que somos abençoados.
Bibliografia: Gohoumon yougo Jiten.p.19. Ishii Nitijyu.1973.


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Um Guia para o novo Fiel-Orientação para o novo fiel.


Geralmente quando as pessoas ingressam numa religião, esperam obter segurança e proteção divina durante a vida e “descanso” após a morte. Mas será que basta apenas dizer que somos fiéis de uma religião e venerar uma imagem, que nós conseguiremos aquilo que almejamos? Para os que estão iniciando a prática da fé na Honmon Butsuryu-Shu, é necessário um conhecimento prévio para que futuuramente não tenham uma decepção. A religião budista Honmon Butsuryu-Shu em hipótese alguma admite que um fiel misture qualquer outra religião, seita ou crença popular junto a sua. A isto chamamos de “Houbou”. No momento em que recorremos a uma outra religião, demonstramos que possuímos um sentimento inseguro, o que é muito prejudicial. A própria palavra fé descarta a possibilidade de uma miscelânea de religiões, seitas ou crenças. Fé significa confiança e credibilidade, é isso que devemos sentir em relação ao “Gohouzen”. Mas isso não é suficiente para que possamos receber a sua proteção. Precisamos saber de alguns procedimentos que devem ser seguidos para que a fé dê bons frutos. Explicaremos quais são esses procedimentos que consistem na prática da nossa fé. Primeiras Lições Um novo fiel se converte em nossa religião, apresentado por um padrinho ou madrinha. Ele preenche a ficha de inscrição e a partir daí fará parte de um grupo do templo. Mas antes é preciso fazer algumas observações que são extremamente importantes: 1 – Aprender a dirigir preces no altar de sua residência; 2 – Fazer amizade com o chefe de grupo; 3 – Aprender a comparecer aos cultos dos templos; 4 – Quando um chefe de grupo visitar sua casa, recebê-lo cordialmente; 5 – Não emprestar nem pedir empréstimos de dinheiro entre os fiéis. Sabendo disso vamos falar um pouco de nossa religião no Brasil. A religião Budista Honmon Butsuryu-Shu do Brasil, possui 11 templos tendo como sede o Templo Central Nikkyoji em São Paulo. Suas filiais são: Templo Ryushoji (Mogi das Cruzes – SP), Templo Butsuryuji (Taubaté – SP), Templo Taissenji (Lins – SP), Templo Rentokuji (Campinas – SP), Templo Nissenji (P. Prudente SP), Templo Hoshoji (ltaguaí – RJ) Templo Hompoji (Londrina – PR), Templo Honmyoji (Maringá – PR), Templo Nyorenji (Curitiba – PR) e Templo Shinyouji (Cuiabá – MT). Os fieis de cada templo são diivididos em grupos ou em cidades (Kumi). Essa divisão é baseada em localidades onde existem aglomerados de fiéis, que por sua vez recebem o nome do bairro ou da cidade. Em São Paulo os grupos – devido ao seu grande número – estão contidos em regiões de um a sete. Cada grupo possui um responsável (dirigentes) que tem a missão de dar assistência aos fiéis. Essa assistência consiste em dar avisos das programações dos templos, dos cultos grupais, receber as mensalidades e doações etc., além de representar o grupo em decisões tomadas nas reuniões dos dirigentes, realizadas no templo mensalmente. “Okyuji” da manhã A palavra “okyuji” significa servir. Essa palavra assume uma importância maior que a própria prática da oração do Namumyouhourenguekyou e do aprendizado dos ensinamentos. A prática de servir possui essa importância, porque para nós o “Gohonzon” (Imagem Sagrada) está vivo. Pensando dessa maneira, devemos respeitá-lo e venerá-lo como tal, atitude essa para nós, uma demonstração de fé. Desse modo, nós sempre estaremos protegidos por Ele, recebendo sua graça (Goriyaku) constantemente. Portanto servir o “Gohouzen”, significa limpar o altar diariamente, fazer oferendas, etc. Mas antes de entrar no assunto em relação à limpeza, falaremos sobre o altar. Na nossa seita, não existe um padrão estético de altar. Geralmente ele é feito de acordo com o gosto de cada fiel. Existem altares de tamanhos diferentes, de formatos diferentes e assim por diante. Mas é importante ressaltar que o seu interior seja padronizado, ou seja, que possua no mínimo dois patamares, o superior reservado exclusivamente para o “Gohonzon” e o inferior para os objetos que compõe o altar. Esses objetos consistem em um ou dois castiçais, um vasilhame para depositar incensos, um vasilhame de água (do tamanho de um copo), um ou dois vasos de flores e um livro de registros de falecidos da família. Os outros acessórios podem ser dispensados. Fora do altar, devemos ter o sino ou o “orin” que é usado pelas pessoas que comandam um culto. Os objetos de limpeza, como o pano, espanador, óleo, etc., além de fosforos, velas, incensos, flores, etc., devem ser exclusivos do Gohouzen. Ou seja, não devemos usar panos de cozinha para limpar o altar, assim como não usamos pano de limpar o chão para limpar os pratos. A limpeza do Gohouzen, obviamente deve ser feita pela pesssoa que pratica a fé e não por uma faxineira que limpa a casa. Devemos entender que o Gohouzen é quase intocável e só as pessoas mais aptas devem limpá-lo para evitar um procedimento errado. Dados esses detalhes, vamos ao procedimento da limpeza do altar. Em primeiro lugar devemos acostumar a usar o “masku” ou o “fukumen” (mascara que cobre o nariz e a boca). Isso para eviitar que o ar que expiramos não atinja o Gohouzen e a seus objetos. Feito isso, devemos primeiramente trocar a água do Gohouzen, que fica dentro de um pequeno vasilhame colocado no centro sobre o patamar inferior. Essa água ao ser trocada deve ser despejada dentro de um copo (também exclusivo) para ser bebida e não jogada fora. Para colocar o “Hatsu mizu” (primeira água do dia) no Gohouzen, devemos encher da torneira em um copo separado e depois ser despejada dentro do vasilhame. Depois disso vamos limpar o altar e seus objetos. Quanto ao “Gohonzon” o quadro onde está escrito o “Namumyouhourenguekyou”, a limpeza deve ser feita de forma periódica e sob orientação. A limpeza do altar deve ser feita rigorosamente todos os dias, de preferência na parte da manhã. Como não nos sentimos bem em morar num lugar sujo, o Gohouzen também se sente mal sem a limpeza. Após a limpeza, simbolicamente esterilizamos ou purificamos o altar com o “Hiutichi”, ou seja, com a faísca produzida por uma pedra e uma lima em atrito. Essa faísca seria o fogo que queima e elimina as sujeiras que produzimos durante a limpeza. Quanto ao Gohouzen, o importante é a nossa primeira refeição ou seja, o café e o pão devem ser colocados todos os dias. Muitas casas ou o próprio templo servem o arroz (cozido) dentro de uma taça, isso porque mantém a tradição do Japão onde a primeira refeição é o arroz. As outras oferendas como frutas, guloseimas, biscoitos, etc., também podem ser servidos. Mas os alimentos perecíveis devem ser retirados logo, porque seu aspecto torna-se ruim. Geralmente retira-se meia hora depois de servir. Todas as oferendas devem ser servidas antes de comermos. Devemos sempre colocar em mente que devemos servir primeiro o Gohouzen. Quanto as flores, elas sempre devem ser naturais e não artificiais. Substituí-las quanndo murcharem e trocar sempre a sua água para evitar o mau cheiro. Tudo o que foi dito até agora parece desnecessário e trabalhoso demais. Mas se nós tomarmos o cuidado necessário para com o Gohouzen nós sempre estaremos protegidos por Ele, porque nós deemonstramos respeito e isso faz com que acumulemos mais “Kudoku” (virtudes), para recebermos o Goriyaku. Dito isso, passaremos para a segunda prática mais importante que é o “Kushou”. Kushou Denominamos de Kushou a prática de pronunciar repetidas vezes a palavra sagrada Namumyouhourenguekyou. Na nossa religião, essa prática é de suma importância. Ela é tão importante quanto o ar que respiramos para nossa sobrevivência. Tudo gira em torno dela. Para que possamos sentir o efeito dessa prática, é necessário, antes de qualquer coisa, sentir que o Namumyouhourenguekyou esteja vivo. Em outras palavras, devemos acreditar e confiar. O Mestre Nitiren, ao longo de sua vida, pesquisou e estudou todas as religiões, chegando à conclusão de que a única prática que possibilita a nossa salvação seria somente a pronúncia do Namumyouhourenguekyou. Seria inútil tentar explicar o seu significado, uma vez que, ao fazê-lo, teremos que recorrer às escrituras e pergaminhos desde os tempos do Buda histórico. Se o Mestre Nitiren dedicou sua vida estudando para transmitir essas palavras, devemos aceitá-las e praticar a sua pronúncia. Para provar gue é sagrada basta lembrar que o próprio Mestre Nitiren, por varias vezes, foi salvo pronunciando essa palavra. Espero que essa explicação seja convincente aos principiantes e aos curiosos que realmente desejam receber a graça do Gohouzen. A fé que praticamos não consiste em entender o significado da palavra sagrada e muito menos em aprender a teoria budista. Se nós desejamos receber o “Goriyaku do Gohouzen” basta somente participar do Kushou. Para explicar melhor daremos um exemplo de nosso dia-a-dia. Quando contraímos uma doença muito grave, logicamente vamos ao médico. O médico examina e receita um remédio, garantindo que tomando-o nos curaremos. Será que nessa hora duvidaremos da palavra do médico? Será que tentaremos saber o conteúdo do remédio lendo sua bula? Nesta hora logicamente ninguém fará isso. Acreditará no médico e tomará o remédio prontamente. Quando praticamos a HBS devemos proceder da mesma maneira. Assim como no exemplo dado, a doença não será curada lendo a bula e sabendo seu significado, nós também não conseguiremos a nossa salvação ou receber o Goriyaku lendo ou entendo as escrituras e teorias budistas. Pronunciar o Namumyouhourenguekyou seria ao ato de ingerir o remédio. Enfim, podemos dizer que toda força e energia estão contidas na palavra Namumyouhourenguekyou. Como pronunciar Qualquer tipo de prática pressupõe certas regras, métodos e disciplinas. Sem elas, qualquer objetivo que tentamos alcançar, seria impossível. Na nossa religião o Kushou não é diferente das demais práticas. Para conseguirmos receber o Goriyaku, não devemos pronunciar a palavra sagrada de qualquer modo. Devemos fazer o máximo possível para concentrarmos na oração. Essa concentração consiste em fixar os olhos no quadro onde está escrito o Namumyouhourenguekyou sem desviar a atenção, pronunciando essa palavra com voz alta e nítida para que outras pessoas posssam ouvi-la. Quanto à postura, a coluna deve estar sempre ereta e firme. Quando estamos orando no altar da residência devemos tomar certas precauções a fim de não incomodarmos outras pessoas. Dependendo do local e horário, é necessário controlar a altura da voz. Okankin O Okankin é a oração que fazemos no altar da nossa residência na parte da manhã e da noite. Recomendamos aos fiéis que pratiquem o Okankin junto com toda a família. Isso porque rezamos na parte da manhã (antes de sair pro trabalho, escola, compra, passeios, etc.), para que possamos viver imunes a qualquer perigo que possa ocorrer durante o dia. E à noite a oração é feita para agradecer pelo dia que transcorreu. Recomendamos também a pronunciarem cerca de mil vezes a palavra Namumyouhourenguekyou durante a parte da manhã e mil vezes durante a noite (cerca de 15 a 30 minutos dependendo do ritmo). Bem, todos esses procedimentos são o mínimo que um fiel desta religião deve praticar. Mas como somos seres humanos, cometemos erros e negligências. Mesmo assim é importante praticá-los porque algum dia a fé se tornará sólida e a prática um prazer. Houbou Na HBS a prática do Houbou é tão grave quanto matar nossos próprios pais. Desmembrando a palavra japonesa, teremos: Hou que diz respeito ao Hokekyou Sutra Lótus e o Bou que significa desprezo, desobediência e dúvida. Assim podemos dizer que “Houbou” é todo ato contrário aos ensinamentos religiosos. O “Hokekyou”, palavra citada acima, é a grande lei da salvação do ser humano que nos permite receber o Goriyaku (proteção) do passado, presente e futuro. Quando praticamos orações na parte da manhã e da noite, logo no início nós pronunciamos o Mushirai Houbouzai Shoushometsu … Isso significa que estamos fazendo penitência por termos praticado o “Houbou” na vida passada e na vida atual, prometendo, ao mesmo tempo, que não praticaremos o “Houbou” e nos dedicaremos de corpo e alma à prática do Odaimoku (repetição do Namumyouhourenguekyou). Vamos enumerar alguns exemplos de prática do “Houbou”: I – Participar de cerimônias religiosas de outras seitas no intuito de buscar algum tipo de proteção. E óbvio que nós não somos rigorosos a ponto de não permitirmos que se participe de casamentos religiosos de formatura e etc.; II – Recorrer a videntes, acreditar em quiromancia, búzios para “saber” do nosso futuro. Nós não acreditamos em videntes, profetas ou qualquer que seja o indivíduo que diz possuir poderes sobrenaturais para “ver” o futuro. Isso é pura bobagem; III – Fazer “encomenda” para prejudicar alguma pessoa ou recorrrer a algum benzedeiro ou “curador” na intenção de restabelecer a saúde de alguém; IV – Adorar ou expor imagens ou figuras de Santos de outras religiões. Muitos fiéis, sem nenhum conhecimento, fixam na parede de suas residências objetos artísticos com temas religiosos ou figura de santos. Outros compram o “Buda da Sorte” (estatueta de um monge sentado com uma barriga avantajada) colocando-o de costas para melhorar ou manter a situação financeira. Devemos dizer que esse “Buda” nada tem a ver com o Budismo. É uma crença barata que enriquece os fabricantes e os comerciantes dessa imagem; V – Averiguar a força de nossa religião aventurando-se em outras seitas estudando-as. Esse procedimento não é recomendável por ser extremamente perigoso para nossa mente. Ler e conhecer outras religiões é permitido somente se a pessoa não se engaje na leitura, ou na cerimônia, ou seja, que ela não se envolva a ponto de ser um participante; VI – Participar de romarias em cidades ou templos religiosos; VII – Comemorar dias santos. Os fiéis de nossa seita não comemoram um Natal, comemoram todos, a Páscoa etc. Essas datas têm um profundo significado religioso e seria incoerente sua comemoração. Mas como hoje, todos trocam presentes sem saber seu significado, nós também podemos fazê-lo. Para nós os feriados dos dias Santos são apenas para descanso. Quanto ao fato de não comer carne na Semana Santa dispensa comentários. Comprem e comam à vontade porque é nessa semana que é mais barato. Enfim, qualquer coisa referente à outra religião que nos distacie da nossa, é considerado Houbou. Existe um ensinamento que diz: “Assim como a lua não se expõe enquanto existir nuvens no céu, o Goriyaku (proteção) também não aparecerá enquanto existir o Houbou”. Por isso, no caso de alguma dúvida sobre o “houbou”, pergunte a um bispo ou sacerdote. Gohoumon O “Gohoumon” é o discurso religioso proferido pelos sacerdootes nos cultos, visando o ensinamento da prática da fé. A denominação “Gohoumon” foi feita pelo Mestre Nissen (1817 ~ 1891), justamente para diferenciar os termos usados por ouutras religiões e ensinar os verdadeiros ensinamentos de Buda. O “Gohoumon” é para os fiéis o alimento da fé. Sem Ele é como o corpo que enfraquece por falta de vitamina. Para recebermos o “Goriyaku” (proteção do Gohouzen), é neecessário praticar a fé corretamente. Isso nós só conseguiremos ouvindo o “Gohoumon”. Abaixo, alguns itens em relação aos cuidados que devemos tomar em ouvir os “Gohoumons”. Ouvir com Seriedade Infelizmente existem muitos fiéis que praticam a religião há muito tempo, mas nunca receberam o “goriyaku” e não conseguem superar as dificuldades do dia-a-dia. Esses são os fiéis que não ouvem o “Gohoumon” com seriedade. Na hora do “Gohoumon” ele pensa no trabalho, na família, no futebol ou simplesmente, “tira uma soneca” ou ainda ficam a contemplar os espaços siderais e outras coisas. É uma pena que isso aconteça, porque desperdiçam a oportunidade de fortificar a fé. Nós devemos sempre pensar que nunca mais ouviremos aquele “Gohoumon” novamente, na qual poderia estar a semente de um Goriyaku futuro. Respeito ao Ouvir O “Gohoumon” não pode ser alvo de críticas. Não se pode dizer que o “Gohoumon” foi bom ou que foi ruim, que gosta do “Gohoumon” de tal sacerdote, etc. Devemos pensar que o “Gohoumon” é o discurso do próprio Buda e não do sacerdote que o profere. Goyushi “Goyushi” é toda doação voluntária que fazemos, tanto em dinheiro como em objetos para o templo, para a Ajub, ABC, etc. Existem vários tipos de Goyushi, por exemplo: podemos fazer Goyushi, em dinheiro, como agradecimento pelo bom mês que passou, por ter conseguido ingressar na faculdade, por ter recebido algum Goriyaku, pelo aniversário, etc. Podemos também fazer Goyushi em materiais de limpeza, ou mesmo comestíveis, quando ocorre algum evento no templo que disso necessite. Além disso tudo há o Goyushi especifico que se faz para comprar velas para o Gohouzen (Onrousokuryo), para compra de flores para o Gohouzen (Ohanaryo). Em principio não são estabelecidas quantias determinadas para o Goyushi. Como são doações voluntárias, fica a critério do sentimento da pessoa que efetua o Goyushi. Porem, como o Goyushi traduz o seu sentimento, deve-se praticá-lo nas máximas possibilidades. Como se pode perceber o Goyushi tem dois importantes itens: I – pratica-se o Goyushi no sentido de zelar pelo Otera, não deixando que nada lhe falte; II – praticar o Goyushi no sentido de esforçar-se para que a expansão da nossa religião seja fortalecida. Existem também as doações destinadas às grandes construções (Kinen-goyushi), que poderão ter valores pré-determinados, para orçamento, por exemplo, a fim de firmar contratos, para determinados objetivos. Portanto, o Goyushi não deve ser efetuado como uma obrigação e sim demonstrar satisfação na sua prática. Ekou Ekou (ou Goeko) é geralmente considerado como a prática do culto aos antepassados. Nós, como fiéis da Honmon Butsuryu-Shu recebemos a bênção do “Gohouzen” de poder de pronunciar o “Namumyouhourenguekyou” e através desse “Kudoku” transferir às almas mortas o “Kahou” de entrar para o mundo de Buda, o Nirvana. Dentro da Religião Honmon Butsuryu-Shu existem vários tipos de preces, de orações (“Gokigan”) e para que essas preces sejam atendidas, concretizadas é necessário, acima de tudo, da prática do “Kushou”, ou seja, da prática da pronúncia constante do “Namumyouhourenguekyou”. Porém acima das preces (Gokigan) existe a prática do “Ekou” aos antepassados. O sentido da palavra Ekou, de acordo com o ideograma japonês, significa transmitir o Kudoku que nós acumulamos para outras pessoas e contribuir para que essas pessoas consigam receber o Goriyaku e com a alegria do recebimento deste Gooriyaku, o retorno a nós em forma de Kahou. Por isso, na realidade, o Ekou pode ser tanto para os mortos quanto para os vivos, pois, nós vivos também necessitamos e almejamos a paz pessoal e a harmonia do Universo. Portanto não se deve esquecer de fazer Ekou perante ao Gohouzen. Consta nos ensinamentos da nossa Religião a importância de quando for uma data especial de falecimento, ir no templo e prestar oração a essa alma. O Ekou não é só para os nossos parentes mortos, pode ser também para as almas dos amigos mortos. Para nós fiéis da Honmon Butsuryu-Shu um Ekou importante é a reverência aos Grandes Mestres, o chamado “Daion Housha”. (artigo posterior) Todos os dias deve-se praticar o Ekou para assim receber o Goriyaku e o dia transcorre sem acidentes. Dentro da nossa Religião temos, o Livro de Antepassados (Kakotyou) de nosso oratório residencial ou do nosso Templo, onde deve ser inscrito os nomes de todos os falecidos para o Ekou em seus respectivos dias de falecimento, evitando esquecimentos e/ou acúmulo “Oihai” e papeizinhos dentro no do nosso oratório. Conforme os ensinamentos, então, a prática do Ekou aos antepassados é muito importante e para tanto existem várias datas comemorativas de morte. Para essas comemorações especiais existe uma tabela que nos diz quais serão os anos especiais. Primeiro ano, terceiro, sétimo, décimo terceiro ano, etc.


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O que significa HBS – Honmon Butsuryu-Shu?


O significado de “Honmon Butsuryu-Shu” Honmon Butsuryu-Shu significa, numa tradução literal, “Religião Budista do Caminho Primordial do Sutra Lótus Estabelecida pelo Buda Primordial”. O Mestre Nissen, fundador da HBS, quis dizer que a religião do Odaimoku (expressão que faz referência ao Namumyouhourenguekyou) foi estabelecida pelo Buda Primordial que manifestou sua vida eterna nos capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus, que contém a essência do Budismo.

Fonte: http://www.budismo.com.br


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Calendário da HBS


Dia 1.º “Pare de se queixar”
Será que hoje eu não me manifestei com queixas avarentas?
A avareza sacrifica o corpo e as queixas, martirizam o espirito.
Vamos reconhecer a felicidade de ter o indispensável, e como
prece para não cair em tentação de se queixar do destino e
penitências dos pecados do passado, vamos pronunciar
intensamente o namumyouhourenguekyou. 

Dia 2. “Não permita se irritar”
Será que hoje eu não me irritei nem me manifestei com arrogância?
A ira consome o corpo e para os arrogantes não há progresso.
Como prece para conseguirmos se elevar espiritualmente, praticar
A fé e evitar a ira e a arrogância, vamos nos esforçar em praticar
o Odaimoku.

Dia 3. “Acredite no Gohonzon com absolutismo”
Será que estou mesmo acreditando que as palavras de oração do Odaimoku, oriundas do Sutra Lótus e transmitidas pelo Jyougyou Bossatsu é uma oração, que condensa e atende as finalidades de milhares de orações, das religiões ? No Namumyouhourenguekyou estão agrupadas todas as preces, orações, súplicas e venerações feitas a todos os tipos de divindades, santidades e espiritualidades. Vamos reconhecer a felicidade de podermos contar com essa poderosa, perfeita e harmoniosa, mas resumida oração e, praticar intensamente o Kushou (Oração).

Dia 4. “Tenha convicção de que o Gohonzon está Vivo”
Será que estou mesmo venerando o “Odaimoku” inscrito no “Gohonzon” como sendo a presença de “Buda” em vida ? A presença de “Buda” em vida é o “Odaimoku” inscrito no “Gohonzon. Vamos praticar o Kushou, para receber a bênção de “Buda” e como prece para que consigamos venerar sem hesitação, que o “Gohonzon” é realmente a presença de “Buda”em vida, vamos praticar o Kushou.

Dia 5. “ Ore por suas preces”
Será que eu estou mesmo acreditando estar de posse de uma poderosa oração, que atende qualquer prece?
Vamos sempre ter alguns objetivos na vida, fazer constantes preces para que elas sejam atingidas, para assim vivermos o cotidianos baseado nas práticas religiosas. Qualquer prece feita ao “Gohonzon” será indubitavelmente atendida, portanto, vamos praticar intensamente o “Kushou” após termos recebidos as graças, poderemos sentir a grande sensação de alegria e gratidão.

Dia 6. “ Eternize os antepassados pela oração”
Será que eu estou mesmo acreditando que a única maneira de obter a salvação e transmissão de virtudes às almas é através das virtudes obtidas do “Odaimoku”. Uma das principais finalidades de uma religião, deve ser a transmissão das virtudes da prática da fé aos nossos antepassados.
A única oração que numa só frase, consegue extinguir os males do passado e a purificação da alma para alcançar o nirvana é o Odaimoku vamos praticar intensamente o Kushou para um dia conseguirmos merecermos o nirvana e ter a satisfação de ouvir a sagrada voz de Buda em plena consciência.

Dia 7. “ Ouça os ensinamentos com alegria”
Será que eu estou sempre ouvindo o “Gohoumon” com verdadeira satisfação ? Ouvir “Gohoumon” faz parte dos rituais da nossa religião. Para podermos compreender o quanto antes o verdadeiro sentido do ouvir e refletir, vamos ouvir o Gohoumon (ensinamentos de Buda) com satisfação para o aprimoramento da prática da fé.

Dia 8. “Ore noite e dia o Odaimoku”
Será que eu estou mesmo de manhã e a noite praticando o Kushou com verdadeira satisfação?
Todas as manhãs, como prece para que possamos ter um dia de paz e felicidade, vamos praticar o Kushou e no final do dia, como gratidão por ter passado mais um dia feliz sem privações e incidentes, vamos igualmente praticar intensamente o Kushou.

Dia 9. “Lembre-se que o zelo ao altar é a prioridade da fé”
Será que eu estou zelando do Gohouzen com verdadeira satisfação ? Se o “Gohouzen” é o altar sagrado onde está ostentado o Gohonzon (Imagem Sagrada), com a transcrição do Namumyouhourenguekyou que representa a imagem de Buda em vida e que atende todas as nossas preces, devemos zelar com sincero respeito.
Como prece para que consigamos cuidar com verdadeira satisfação, sinceridade e respeito, o Gohouzen, vamos intensificar a prática e oração do Odaimoku (Namumyouhourenguekyou).

Dia 10. “ Aprimore-se a cada dia na prática da fé”
Será que eu estou negligenciando com o aperfeiçoamento e o progresso da nossa religião?
Vamos nos esforçar sempre em ouvir, refletir e aperfeiçoar os conhecimentos sobre a nossa religião. E como prece para que através desses esforços consigamos ter as nossas preces atendidas, vamos praticar o Kushou, a nossa poderosa oração que indubitavelmente atenderá a todas as súplicas.

Dia 11. “ Aceitar para receber e transmitir”
Será que eu estou aceitando com carinho e satisfação as orientações religiosas? Uma das condutas dos súditos do Budismo é aplicar a misericórdia. Orientar, aconselhar e converter as pessoas com carinho sobre os assuntos da religião, faz parte da misericórdia. Como prece para que em qualquer oportunidade, possamos orientar as pessoas, com carinho e respeito e que ao mesmo tempo consigamos aceitar e receber as orientações dos outros com satisfação, vamos praticar o Kushou.

Dia 12. “Respeitar os orientadores”
Será que estou mesmo honrando os Mestres (Odoushi) e também conseguindo ser honrado mutuamente pelos fiéis? Honrar e respeitar faz parte do espirito religioso.
Como prece para que consigamos honrar e respeitar o Gohonzon, os Odoushi, os Kyoumu-san (sacerdotes) e ainda ser respeitado e honrado mutuamente, vamos praticar o Kushou.

Dia 13. “Se entregar ao Gohouzen”
Será que eu estou mesmo confiando tudo à religião e vivendo o cotidiano com satisfação ?
Se confiarmos tudo ao poder da religião e pronunciarmos constantemente o Odaimoku, conseguiremos automaticamente, pureza, satisfação e elevação do espirito.

Dia 14. “ Lembre-se repassar os ensinamentos”
Será que hoje eu transmiti a alguém a importância da nossa religião?
Converter e conquistar novos fiéis, se torna um grande ato de virtude.
Vamos transmitir a todos que conhecermos, as graças que podemos adquirir através do Odaimoku.

Dia 15. “ A participação nos cultos é o Barômetro da Fé”
Será que eu não estou negligenciando com a cooperação de comparecer as sessões de Okou (Culto)?
Vamos nos esforçar em comparecer as sessões de Okou, de preces assistenciais (Odyogyou), da igreja, mensais, e nas residências. O Odaimoku pronunciado em conjunto traz verdadeira satisfação ao espirito.
Devemos se conscientizar que estar ligado com a religião é receber graças depende de freqüentaras sessões de Okou.

Dia 16. “ Contribuir voluntariamente e com prazer”
Será que eu estou oferecendo com real satisfação as contribuições materiais e financeiras ao templo ?
Sabemos que todos os atos de virtudes que praticamos na vida, converter-se-á em retorno para o nosso próprio bem.
No caso de contribuições beneficentes, materiais e financeiras em favor do templo produzirá o mesmo efeito.
Vamos nos apoiar no poder do Odaimoku, vencer os desejos gananciosos e com satisfação contribuir com bens materiais e financeiros, em favor da religião.

Dia 17. “ Seja ativo nos Gohoukos, atividades físicas do templo”
Será que eu não estou negligenciando minha cooperação física pessoal em prol da religião ?
Simples fiel, ou fiel com cargos no templo, todos devemos reunir esforços em dar nossa cooperação fisicamente, para em troca receber a extinção dos nossos pecados e encontrar o caminho da felicidade.
Vamos fazer preces com Odaimoku para que possamos dar com satisfação a nossa cooperação física, ação importante para o progresso da nossa seita.

Dia 18. “ Não se esqueça da Gratidão por receber o dia de hoje”
Será que eu estou agradecendo do fundo do coração ao Gohouzen, a proteção e segurança que tenho recebido até hoje?
Ter vivido com segurança e sem incidentes até hoje é prova de que estamos recebendo proteção de Buda.
Como gratidão por estar recebendo esta bênção, vamos praticar intensamente o Kushou.

Dia 19. “ Seja um devoto exemplar à sociedade”
Será que eu estou tomando atitudes compatíveis com a minha posição social.
Cada um de nós, devemos saber, quais os direitos e obrigações que temos perante a sociedade.
Fiéis humildes e simples, fiéis com cargos no templo, pais e filhos, cada um deve respeitar-se reciprocamente e para que possamos aceitar com perfeição e sem relutância. A pratica da oração do Odaimoku nos traz o Kushou.

Dia 20 “ Cuidar da saúde é valorizar o corpo dármico !”
Qual será os cuidados que estou tomando em benefícios da minha saúde?
Sem possuirmos boa saúde não podemos nos sentir felizes, nem cooperar em favos do templo ou da sociedade. Como finalidade de preservarmos a saúde, vamos praticar adequadamente, esporte, lazer, repouso e tomarmos ainda as devidas precauções com a higiene, alimentação e sono, para que possamos servir a sociedade com boa disposição.

Dia 21. “ Saiba empregar bem, pois tudo que recebe é uma bênção”
Será que hoje eu não desperdicei alguma coisa?
Um centavo em dinheiro, uma folha de papel, um copo de água tudo que possuímos no mundo vêm da bênção da do Gohouzen.
Portanto, vamos nos esforçar em economizar mesmo um minuto, remanejá-lo, para que sempre sobre algum tempo, para que em gratidão ao que possuímos, praticar algum ato de virtude e como prece para que isso seja alcançado, vamos praticar intensamente o Kushou.

Dia 22. “Orar antes das refeições para lembrar do objetivo de se alimentar”
Será que eu estou agradecido à doutrina de “Buda”, pelas refeições diárias com as quais sou agraciado?
Quando tudo que recebemos se torna rotina, esquecemos o seu valor e o espirito de gratidão. Nós discípulos de “Buda” devemos estar sempre agradecidos pela compaixão que ele nos oferece e como gratidão praticar intensamente as orações do Namumyouhourenguekyou.

Dia 23. “O equilíbrio é fundamental no budismo”
Será que estou contrabalançando racionalmente o meu modo de viver?
Lamentar-se da vida comparando com a fartura dos outros não leva a nada. Devemos procurar viver uma vida moderada, eliminando os supérfluos, a ociosidade e procurar elevar-se espiritualmente.
Como prece para que possamos progredir espiritualmente e ser racional, a prática da fé através da oração do Odaimoku é fundamental.

Dia 24. “ Sua família é também seu tesouro. Compartilhe sua fé com ela!”
Será que eu estou seguindo as práticas religiosas em conjunto com a família ?
Família verdadeiramente feliz é aquela que pratica a religião em conjunto.
Como prece para que possamos ter uma família feliz que coopera unida em favor da religião, vamos praticar intensamente o kushou.

Dia 25. “ O amor filial ultrapassa o limite da vida através da prática da fé”
Será que eu estou preocupado em manter meus pais com amor filial e também cultuar aos antepassados ?
Assim como manter os pais com carinho, é dever humano, homenagear por meio de cultos e outros atos religiosos as datas de falecimentos dos antepassado, são deveres dos sucessores.
O oração do Odaimoku é a melhor forma de cultuarmos nossos antepassados.

Dia 26. “ A Herança religiosa traz felicidade para toda a família”
Será que estou me esforçando ativamente em favor da religião e através da delicadeza e aconchego, conseguindo manter minha família feliz ?
Agradecidos pela felicidade de pertencermos a uma verdadeira religião, vamos procurar respeitar a personalidade e opinião de cada um, para termos uma família alegre e harmoniosa.

Dia 27. “Zelar das suas finanças, aumenta a sua capacidade de contribuir”
Será que estou sempre orçando as minhas despesas e também anotando e controlando meus gastos, num livro de despesas?
Nós os fiéis, além de se esforçar em favor da religião, devemos também cuidar da saúde, evitar a ociosidade, não adorar as falsas crenças e evitar ainda os desperdícios referentes as despesas desnecessárias, pois o sucesso no equilíbrio do orçamento caseiro está no uso racional das receitas.
Vamos planejar um orçamento mensal sem gastos inúteis, compatível com a renda obtida e para ter um controle, anotar diariamente os gastos num livro de despesa.

Dia 28. “ A cordialidade é prática fundamental de um Bossatsu”
Será que estou me esforçando para deixar os meus vizinhos contentes comigo, por meio da cordialidade e delicadeza? Nós os fiéis do Butsuryu-shu, devemos tomar atitudes exemplares de amor a humanidade. Assim sendo, como prece para que consigamos ser úteis e receber o respeito do nosso próximo, vamos praticar a fé corretamente , exatamente como aprendemos nos ensinamentos.

Dia 29. “Viva a religiosidade em acordo com as responsabilidades sociais”
Será que eu não estou sendo negligente com o meu emprego?
Trabalhar com assiduidade e honestidade na sua profissão, também faz parte de cooperar pela religião.
Como prece para que consigamos trabalhar com eficácia na profissão e também para o bem da humanidade vamos praticar intensamente o Kushou.

Dia 30. “ Tome iniciativas sociais, também corresponde a fé”
Será que eu não estou criando algum transtorno para a humanidade?
Para o bem da sociedade é importante que todos cooperem em conjunto.
A finalidade da nossa religião é fazer prece através do Kushou, para que possamos deixar de lado o egoísmo, não criar aborrecimentos à sociedade e criar iniciativas que resultem em benefícios da humanidade.

Dia 31. “ Reflita a respeito do que pode fazer a mais ou aprimorar”
Será que estou integrado e cumprindo as minha obrigações, como fiel da Religião Primordial que é a Butsuryu-Shu que nos assegura a bênção divina ?
A razão de viver, está em crer numa verdadeira religião.
Para uma pessoa é muito importante reconhecer o valor da sua existência e cumprir o seu dever. Protegido pelo poder da oração, vamos divulgar os preceitos de Buda, para que com isso consigamos o objetivo de implantar na terra, o verdadeiro sentido do Budismo.
Como prece para atingirmos essa finalidade, vamos praticar e expandir intensamente o Namumyouhourenguekyou.

Este calendário foi editado em 1980 no período da gestão do Arcebispo Japonês Suzuki Seiryu e elaborado pelo Sr. Tokuo Uematsu do templo Nikkyoji de São Paulo.


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Cont… Introdução ao Sutra Lotus II


No 18°capítulo, “As Virtudes da Gratidão”, Buda prega a virtude dessa satisfação e alegria. Isto é, baseado no modelo citado de Gojyuutenden Zuiki no Kudoku (A virtude da transmissão de satisfação a cinqüenta pessoas), descreve a enorme virtude que se adquire mesmo que a qüingentésima pessoa tenha a mínima satisfação prática da Fé.
No capítulo 19°, “As Virtudes dos Discípulos”, Buda prega que todos que se dedicarem à prática do Sutra Lótus serão purificados em todos seus seis sentidos.
No capitulo 20° , “O Bossatsu que Jamais Desprezou”, Buda expõe a figura do Bossatsu Fukyou como paradigma perfeito de um devoto e propagador do Sutra Lótus (que na verdade foi ele próprio em vidas passadas).
Após esclarecer como executar a expansão na era Mappou, no capitulo 21°, “A Força Divina de Buda”, o Buda Primordial faz a concessão do conteúdo total de sua iluminação, introduz toda sua iluminação dos “Três Mil Mundos Num Subitâneo Pensamento” num só Dharma, o Myoho, e o concede ao Bossatsu Jyougyou. Isto é chamado de “Concessão individual” (Beppuzoku), pois concede unicamente ao Primordial Bossatsu Jyougyou a missão de transmitir os ensinamentos na era Mappou.
No 22º e último dos Oito Capítulos do Caminho Primordial, “A Concessão”, Buda faz a Concessão Geral (Soufuzoku) do Myoho e da missão de expansão aos demais Bossatsu Primordiais e Transitórios para que, de acordo com suas forças, tempo e capacidade, escolhessem o local para expandir, seja neste mundo nos primeiros dois mil anos após o regresso de Buda ao estado primordial ou em outros mundos a seres em que já foram semeadas a causa e essência da iluminação.
Esta é, em linhas gerais, a origem do Odaimoku (Namumyohorenguekyo) que recebemos nos dias de hoje. Os ensinos dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus são, em suma, a fonte do Grande Dharma da salvação dos seres da era Mappou em que vivemos e do Namumyohorenguekyo, transmitido exclusivamente pelo Buda Primordial ao Bossatsu Jyougyou, para que infalivelmente chegasse até nós por intermédio dele, que renasceu como o Grande Bossatsu Nitiren Shonin.
A esse respeito, o mestre Nissen Shonin faz a seguinte citação (goshinan):
“Sem os Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial
não haveria a transmissão ao Bossatsu Jyougyou; portanto, Oito
Primeiros Capítulos do Caminho Primordial e .
Namumyohorenguekyo são um só.” (Coleção do mestre Nissen vol.7 Pág, 243)
Os Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial são o “Fator Originário” (Nouken no Kyousou) do Odaimoku que hoje recebemos , e o Odaimoku é o “Corpo Dharmico Originado” (Shoken no Hottai).
O Bossatsu Jyougyou, protagonista dos Oito Capítulos Honmon Happon, ordenado pelo Buda Primordial, renasceu em nossa era Mappou como um simples humano chamado Nitiren e, posteriormente, pela expansão e cumprimento de sua nobre e grande missão autenticou sua verdadeira identidade e condição de Bossatsu Jyougyou. Nitiren Shonin cita:
“Certamente, este Gohonzon, dentre os cinqüenta anos de pregação de Buda, só nos últimos oito anos e, mesmo dentre os últimos anos, somente aparece entre os oito capítulos, 15° ~ 22° ”
(Goibun Shukussatsu pág,1624)

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