Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”


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Mais fotos do Festival Primordial


Arigatougozaimassu,

Mais fotos do Festival Primordial agradecimentos ao Kyougyou Amaral.

Esse ano foi incrível, mas com certeza teremos muito mais Festivais para podermos curtir e expandir o Dharma.

Fotos no  Flickr

Arigatougozaimassu.


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Como Pronunciar as Orações da HBS


Arigatougozaimassu,

Hoje posto para vocês um link com a pronúncia correta das Orações da HBS

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Arigatogozaimassu.


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Fotos do Festival


Arigatogozaimassu,

Como prometi, posto agora as fotos do Festival. Desculpe a demora.

Durante a semana vou adicionando novas fotos.

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Sutra Lótus


O Verdadeiro Ensinamento

O Budismo nasceu na Índia no século V a.C. quando Sidarta Gautama atingiu a Iluminação e se tornou Buda – O Iluminado. Historicamente esse é o começo do Budismo. Porém, sabemos pelos ensinamentos que Buda em sua identidade primordial, bem como o Budismo Primordial HBS, sempre existiu, nunca morreu. E o que não morre não precisa ressuscitar.


Demônios atormentando Buda quando estava prestes a atingir a Iluminação

Buda apenas ressurgiu há aproximadamente 2.500 anos para nos mostrar o caminho. Nenhum outro grande mestre religioso pregou como Buda, tanto em tempo e espaço, quanto em quantidade, profundidade e diversidade.

Depois regressou ao seu estado primordial. É válido salientar que antes de seu regresso, o fato de ter deixado seu discípulo primordial, Jyougyou Bossatsu (Nitiren Daibossatsu), para dar continuidade na missão de expansão, foi de fundamental importância. Pois nessa atual era denominada Mappou (Era de Decadência), só podemos seguir os ensinamentos do Sutra Lótus, baseando-nos na ótica de Jyougyou Bossatsu que renasceu em 16 de fevereiro de 1222 na pessoa de Nitiren Daibossatsu.

Sem a orientação de Nitiren Daibossatsu e também seus sucessores, Nitiryu Daishounin e Nissen Shounin, indubitavelmente acabaríamos por praticar o Sutra Lótus de maneira incorreta e, portanto, herética. Pois o Buda deixou explícita a mensagem de que seria o Sutra Lótus o único Sutra a ser seguido, sem margem de possibilidade de adoção de outro tipo de ensinamento. O Sutra Lótus é o Sutra que contém a iluminação completa do Buda Primordial. Os demais sutras que foram pregados por diversos motivos ou para o preenchimento de uma determinada necessidade, são considerados sutras provisórios.


O Sutra Lótus é Supremo, para onde todo o bem retorna (Manzen Doukikyou).

Cada Sutra, cada ensinamento e cada divindade possui uma atribuição e poderes diferenciados. Porém, o Sutra Lótus e o Buda Primordial revelado entre o 15º e 22º capítulos, reúnem todos esses poderes num só, e assim favorecem a prática do devoto, concedendo-lhe bênçãos e conduzindo-o à iluminação.

O Sutra Lótus é um Sutra revelado com o objetivo de salvar todos os seres, independente da sua capacidade ou condição.

 

Extraído do livro “Liturgia da Honmon Butsuryu-Shu 1ª Edição, 2006”


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A Doutrina da Honmon Butsuryu-Shu


A religião transmitida por Nitiren e fundamentada no Caminho Primordial do Sutra Lótus denomina-se Butsuryu-Shu, por ter sido estabelecida pelo Buda Primordial. Consta no Sutra Lótus: “Dentre os Sutras, este é o Rei Soberano”. Por ter sido assim estabelecida e por explicar e ensinar tal fundamento denomina-se também Butsuryu-Kou.

Define-se como Imagem Sagrada o “Grande Mandala de todos os Darmas do Universo”.
Consta no Sutra Lótus: “A plenitudede Buda se encontra neste Darma”. É a prova escrita que fundamenta o Odaimoku como Mandala de todos os Darmas do Universo.

As cinco sílabas (Myou-hou-ren-gue-kyou) não representam uma escrita nem um significado, mas o espírito completo de Buda. São os Três Mil Mundos inerentes ao devoto. É a natureza búdica de todos os seres.

Todo o ato, a fala e o silêncio dos seres se originam de um só sentimento. Portanto, ao serenar seus sentimentos, sem hesitação, detendo-se unicamente ao Myouhou, não se perderá no ciclo de vida e morte, a lealdade ao soberano e o amor filial serão verdadeiros. O nível da fé será o caminho direto ao estágio da iluminação. Também o estabelecimento, por si só, dos caminhos da bondade, da ética, do respeito, da sabedoria e da fé serão o Darma da tranquilidade do presente. Não se perdendo no ciclo de vida e morte terá o renascimento afortunado.

As doutrinas não-budistas também tem como base o domínio espiritual para a paz de uma nação.

No budismo essa base está obviamente presente. Além disso, as doutrinas budistas pregam o Darma que incentiva o bem e abomina o mal, ensinando a lei da causa e do efeito que relaciona os três mundos: passado, presente e futuro. Expandem o grande Darma do conforto no presente e no futuro. Predestinam a paz na Terra, o Darma da tranquilidade no presente e o renascimento na Terra Pura.

Este é o Grande Darma do Caminho Primordial do Sutra Lótus.

Não se faz dos budas e dos céus o nosso Gohonzon (Imagem Sagrada). Faz-se do Verdadeiro Darma, o qual todos tem como mestre, o nosso Gohonzon (Imagem Sagrada).

Portanto, este é o Sutra. É o grande objetivo de Nitiren Daibossatsu ao estabelecer esta religião.

Escrito por Nagamatsu Seifuu (Grande Mestre Nissen Shounin)
5 de junho de 1872




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A importância da prática do Kushou


“A fé é pronúncia. A não pronúncia e só satisfação não consistem na verdadeira fé.”

Este verso do Mestre Nissen Shonin nos ensina sobre a importância da prática do Kushou, ou seja, a prática da pronúncia do Namumyohorenguekyo.
Para sentirmos a verdadeira satisfação da prática da fé é necessária a pronúncia do Odaimoku.
Existe um ditado popular que diz: “A teoria na prática é outra”.Isso quer dizer que por mais que as pessoas nos ensinem a teoria se, efetivamente, não arregaçarmos as mangas e praticarmos, não entenderemos o verdadeiro significado dessa teoria.
O mesmo ditado pode ser empregado em nossa religião. Nos discursos religiosos (Gohomon) aprendemos que a prática do Odaimoku é primordial, mas se realmente não entoarmos o Namu~kyo, será impossível sentir o valor real, a energia, a força que envolve este Odaimoku.
A verdadeira exteriorização da satisfação da prática da fé está no ato de se entoar a oração defronte ao Gohonzon com voz bem firme e em bom tom.
A prática do Kushou é sem dúvida a forma mais simples de prática religiosa se comparada com outras existentes, tais como meditação, leitura de Sutras, penitências, mortificação do corpo, etc.
Entretanto, como a maioria das atividades do ser humano, mesmo esta simples prática muitas vezes é negligenciada. No mundo atual, diversos fatores nos distanciam desta prática pois a vida é conturbada e cheia de afazeres. São os afazeres da casa, do nosso trabalho, da escola. Existem ainda as comodidades tais como: Televisão, vídeo, cinema, etc.
Isso tudo contribui para um certo distanciamento para com o Gohonzon.
“Porém, não se deve vacilar quando se trata da pronúncia do Odaimoku.
É imprescindível que ela seja regularmente e insistentemente praticada para o recebimento do Goriyaku. Muitas pessoas dizem que praticar o Kushou em voz alta é cansativo. Existe um certo acanhamento em soltar a voz. Mas estes são sentimentos que não podem Predominar entre os fiéis da Butsuryu-Shu.
O Namumyohorenguekyo é uma força magnífica que engloba Budas e Deuses; ensinamentos e caminhos; todos os seres vivos; montanhas e mares; tudo que está no céu e na terra.
Portanto, mesmo que com todas as comodidades da vida moderna, mesmo com todos os afazeres diários, após um dia exaustivo é necessário que se encontre, lá no fundo do sentimento, a força de vontade para sentar defronte ao Gohozen e pronunciar, uma vez mais que seja, o Namumyohorenguekyo.

Fonte: Revista Lotus – 5 – http://www.budismo.com.br


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Buddha ou Deus, qual a diferença?


Creio que a história cultural venha a ser o fator que mais dificulta a resposta desta pergunta. Quando Nitiren Daibossatsu iniciou sua pregação no Japão, também passou pelas mesmas dificuldades, precisou evidenciar a existência do Buda Primordial, além da personalidade do Buda histórico, até então único conhecido. Por isso diferenciar não seria a colocação mais correta. Certamente, ao invés de diferenciar, sobrepor um conceito abrangente e único seria a definição mais adequada a esta questão.
Antes de responder, porém, deveríamos analisar qual é a conotação e significado dado a cada uma dessas palavras. Buda é um adjetivo que significa “Aquele que é perfeito”.

No Brasil todos costumam dizer que “Só Deus é perfeito”. Portanto, a partir deste angulo e análise, vemos que fala-se de uma personalidade a partir de nomes e adjetivos diferentes.

Contudo, chamam de Deus o que nunca viram de forma física ou que esteve presente alguma vez na história da humanidade. No budismo quando dizemos “Buda Primordial” nos referimos ao Ser e energia que rege o universo e que nos pregou pessoalmente o Sutra Lótus, mais especificamente os Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus, e mais, comprovou sua condição e vida eterna invocando os Bossatsu Emergidos da Terra. Acima de tudo também, nos deixou a fórmula “Namumyouhurenguekyou” da iluminação, para que pela fé e compaixão, pudéssemos sem discriminações sermos conduzidos a plena felicidade.

Também, não aceitamos de maneira alguma um Deus que cria, descria, manipula o destino, conduz ao céu os bonzinhos e castiga os malvados. Isso tudo sim é “criação” de manipuladores religiosos que impuseram a religião por meio de superstição, medo e temor. A história registra bem tudo isso que aconteceu e ainda acontece.

Para não cairmos nesta discussão terminológica que não traz nenhum tipo de beneficio é que, costumeiramente denominamos a entidade divina suprema de Buda Primordial. Está acima de qualquer tipo de Buda, Deuses, divindades e outros.


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Buddha Primordial e Buddha Histórico você sabe a diferença?


O Buda Primordial (Kuon no Honbutsu) como o próprio nome diz é “Primordial” é “Original”. Não tem começo nem fim. É a divindade única que rege o cosmos e que na história da humanidade, no momento da pregação dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus (Honmon Happon e somente durante este trecho) através do corpo físico do Buda Histórico revelou sua existência, identidade e acima de tudo, pessoalmente nos transmitiu os ensinamentos.
Portanto, podemos dizer que vimos pessoalmente a divindade e que, pela soberba compaixão e presença fez da Terra a Terra Pura ao nos pregar os ensinamentos -(o Namumyouhoureguekyou)- fez de nós os seres mais privilegiados dentre os seres.
Já o Buda Histórico, dentre incontáveis mundos do universo é o Buda encarregado (pelo Buda Primordial) aqui da terra. É claro que é uma emancipação do Buda Primordial, ou seja, uma manifestação física e transitória que nasceu com a missão de nos ensinar sob a mesma forma “humana” e passando pelos mesmos obstáculos mundanos, conseguiu atingir a iluminação e, principalmente expandi-Ia.
Justamente por ser transitório não é correto tê-lo como objeto de veneração. Justamente por isso que nos templos da Butsuryu-Shu não existem estátuas de Buda , ao contrário de tantos outros templos budistas. Não podemos venerar algo temporário, sujeito a mutabilidade e, por mais iluminado que seja, essa iluminação não pode ter acontecido agora pela primeira vez.
A forma de venerarmos o Buda Primordial é venerando-o na sua forma espiritual , a do Gohonzon. Não na estátua de Buda, pois o próprio Buda baniu tal forma de devoção. Toda vez que oramos o Odaimoku incorporamos o Buda Primordial e recebermos a virtude da sua iluminação.

Visite: WWW.BUDISMO.COM.BR


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Pronúcia correta do Namumyohourenguekyou!


Arigatougozaimashita,
O Kushou que é o ato de recitar o ODAIMOKU ( Título do Sutra Lotus) que consiste na pronúncia do Namu-Myohou-Rengue-Kyou é umas das pricipais práticas do budismo de Nitiren Daibossatsu juntamente com o Okyuuji que é o zelo que temos que ter com o Gohonzen (altar que é montado em um butsudan) que possui a escritura sagrada do Gohonzon.

Como qualquer prática temos que seguir de forma correta e por se tratar do mantra sagrado da iluminação devemos recitar de forma clara e correta.

Como vivemos no Brasil e a lingua portuguesa ser compeltamente diferente da japonesa surgem algumas dificuldades, mas com esse post ficará mais fácil de começar a sua prática.

A pronuncia incorreta não anula o grande poder do mantra dos mantras e sabemos que o mais importante do que a pronúncia correta é o sentimento puro na hora de realizar o Odaimoku, mas isso não exclui a busca pelo aperfeiçoamento, lembre-se Budismo é prática estudo e fé.

Marcamos o ritmo das orações batendo com o punho nsobre a coxa  ou batemos as clavas. Criando um compasso uniforme para a pronúncia da oração. De qualquer modo, serão sempre seis batidas (compassos) para uma pronúncia da oração, independente da velocidade que oramos. Tudo isso caracteriza a HBS e foi criado pelo Mestre que modernizou e popularizou o budismo: Nissen Shounin.

No Sutra Lótus consta que o Odaimoku (Namumyouhourenguekyou) é o mantra dos mantras. Gohonzon.

Seguimos abaixo com a explicação fonética da oração:

Pausadamente: Namu-myou-hou-ren-gue-kyou.

Sons …

“Namu”, apenas acrescentando um acento no “Ná” estaremos pronunciando corretamente.

“Myou”, é como se fosse “Mio” rápido. O “y” no lugar do “i” dá essa idéia de uma só sílaba.

“Hou”, é como se escrevesse “Ro” de por exemplo “rodoviária”.

“Ren”, seria um “Ren” de por exemplo “merenda”.

“Gue”, seria um “Gue” de por exemplo “guerreiro”.

“Kyou”, seria um “Quio” de por exemplo “quiosque”, só que não “quiósque”, mas sim “quiôsque”.

Finalmente, é bom lembrar que todas as sílabas que terminam com “ou” como, “myou, hou, kyou” pronunciam-se como se fossem dois “ós”. Ex: Myoo, Hoo, Kyoo. Pois são sílabas que se estendem pelas narinas.
Porém, quando a velocidade da pronúncia aumenta, e muitas vezes acontece isso, pronunciamos os sons explicados acima, como se fossem:

(obs: numeração em imagem em cima das sílabas)

1 2 3 4 5 6
Rapidamente: Nám-mio-rô-ren-gue-quiô. (Nota-se que segue-se as regras das seis batidas). Agora, deixaremos para seu treinamento constante diante do Gohozen (Altar) exercitando em todo e qualquer lugar que puder orar, mesmo que somente dentro do coração. O som pode ser ouvido e sentido, nem sempre reproduzido com perfeição. Mas, quando perpetuarmos esta oração dentro de nós, naturalmente ela será a nossa voz única e portanto a mais bela de todas.


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Budinha ( O Buda Gordo) Não é o Buddha Shakyamuni (Siddhartha Gautama).


Arigatougozaimashita,

Hoje irei falar sobre o tão famoso Budinha, aqueles que as pessoas tem em casa e acreditam que colocando modeadas ou deixando-o de costas para a porta trás riqueza e felicidade.
Ouvi no metrô uma conversa de duas meninas coversando sobre religião e uma das frases mais interessantes foi mais ou menos assim Se o budismo é do desapego e serenidade e os caras fazem jejum toda hora, como é que o Buda é gordão?
Achei engraçado, mas compreendi a dúvida ao contário do que as pessoas pensam e divulgam o famoso budinha NÃO É o Buddha Siddhartha Gautama ele é Hotei ou Hotei-San, um dos 7 deuses do Xintoismo.
É o senhor da magnanimidade, da generosidade humana. Vive rindo, sempre de bom humor, e por isso mesmo, traz saúde e felicidade, pois está sempre satisfeito com o que tem. Dizem que Hotei tem recurso interior para todos que queiram atingir a serenidade completa e sabedoria búdica. Geralmente é representado com uma enorme barriga e roupa caindo pelos ombros. Seu abdômen avantajado não simboliza a gula, pelo contrário, é símbolo da satisfação.

Hotei, conhecido como o “Buda gordo”, é na verdade a representação de um monge chinês frequentemente encontrado em templos, restaurantes e amuletos. No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya. Para os japoneses, o “hara” (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto “hara”, representa grandiosidade de espírito.

No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.
Aqui em Porto Alegre no mais famoso Parque da cidade temos o Recanto Oriental que popularmente é Chamao de Buda da Redenção por ter uma representação do monte Fuji e um templo com uma estátua grande de Hotei.