Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”


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Prece




A prece é um desejo que traduzido pela sua fé o faz aclamar pela força que lhe falta e superar as próprias limitações e merecimentos. Para isto é necessário que o elo “fé” seja tão forte quanto a prece, para que a concretização resulte naturalmente como prova desta perfeita interação.
Prece é um pedido em forma de oração. Também é um grito, uma transmissão de significados que se faz diante do Gohozen (Altar). Portanto não deve ficar somente dentro de você. É necessário que seja exposta de forma oral e física para que se vivencie seu conteúdo no dia a dia, em todas as circunstâncias. Agindo assim, você verá dentro desta exteriorização todas as possibilidades de concretização.
A prece não o faz simplesmente realizar o possível, ou impossível, mas sim, o faz mostrar a si mesmo que nenhuma aparente possibilidade, ou impossibilidade, é maior que sua fé e que por isso nada o impede de agir e reagir constantemente. Principalmente a impossibilidade é uma das camuflagens do desafio. Portanto é apenas um disfarce que quando se desfaz o faz perceber que “quase foi enganado”. São “pegadinhas” da vida que se você não estiver preparado, pelo modo da fé, podem faze-lo cair no desespero e conseqüente sofrimento.



Portanto diante de quaisquer circunstâncias, aparentemente possíveis ou não, a inserção de nossos sentimentos e desejos como prece na prática religiosa nos libertará de qualquer bloqueio, interno ou externo, que nos inibe de agir com a dignidade de um ser humano; devoto de um ensinamento que nos habilita à iluminação, pelo poder da oração.
Costuma-se dizer que o verbo “orar” (em japonês “Inoru”) deriva da expressão “InoKakeru” (Apostar a vida), ou seja, se a prece é feita em forma de oração é porque está apostando sua própria vida e por isso deve ser responsável pela prece e não deixar a nossa parcela de esforço por conta de outrem ou do acaso. A seriedade da prece é fator vital para sua concretização. Você só aposta a vida naquilo em que realmente acredita.
Sabendo-se que para um descrente não faz sentido algum fazer prece, concluímos que a prece tem como pressuposto principal a fé. E, se tem fé, além de orar pela concretização se utiliza de todas as suas forças para propiciar a concretização, daí se comprovará a veracidade de sua prece.
O mestre Nitiren em suas escrituras enfatiza a importância das preces, pois o Sutra Lótus afirma esta possibilidade, sem discriminações, revelando assim a unicidade entre o Ser e o Dharma.
Aquilo que deseja ter ou ser, que seja ou aconteça, seja lá mundano, material ou imaterial, desde que se recicle pelo espírito de fé que nos une ao Namumyohorenguekyo nos proporcionatá virtudes e bênçãos.
A prece é uma forma importante que faz nos unir e aproximar, cada vez mais, do Gohozen. Por fim essa será a nossa maior concretização.

 


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Como somos afortunados !


Existem pessoas que preferem se sentir infelizes. Por mais que você diga o quanto é  importante as suas famílias, a saúde e a harmonia elas não dão a mínima para isso. Estão sempre mais preocupadas em sanar as preocupações e criar outras do que degustar as já solucionadas. Deste modo nunca sentem a felicidade enquanto não perdem boa parte daquilo que não davam valor. É quase sempre assim. Até mesmo para praticar a fé.
O Mestre Nissen Shounin, Fundador do Budismo Primordial HBS, coloca o ser humano, o praticante da fé budista como um ser extraordinariamente afortunado. Vejamos o porquê. Imagine alguém descer um fio de linha desde a estratosfera. Esse fio passar pelo céu em meio à tempestade e vendaval, e ainda assim acertar o buraco da agulha. Realmente seria o cúmulo da pontaria. Buda ensina que nascer humano é milhões de vezes mais difícil que isso. E muito mais difícil ainda nessa vida encontrar com o Darma Sagrado. Isto é, o fato de nascer humano, é uma importante e única condição que nos permite praticar a fé do Darma Sagrado. Baseado nessa ótica podemos dizer que somos afortunados, pois qualquer outro tipo de fortuna seria esgotável.
O Grande Mestre Nitiren coloca também da seguinte forma: “Eu, Nitiren, estudo o Darma de Buda desde a infância e oro muito, pois a vida do ser é muito instável. Após expirar o ar pode não voltar a respirar novamente.” Ou seja, coloca em cada respiração a importância de viver pela fé. Dá para contar quantas vezes respiramos em uma vida. Por mais que pareçam muitas, ainda assim o desperdício de vida é maior. A Religião não existe essencialmente para curar a doença, mas primeiramente para preveni-la, para limitar nossos egos, anseios, ignorância e estupidez. Caso contrário viveremos correndo atrás de bênçãos e mais bênçãos infinitamente, sem mesmo perceber que a benção maior é acabar com o mal pela raiz. O Objetivo da vinda de Buda a este mundo foi isso, deixar o Darma Sagrado para buscarmos um tipo de cura que não permitisse sermos acometidos nunca mais por nenhuma doença. Isso exige um modo de vida e uma consciência religiosa pura, suficientemente capaz de nos fazer perceber que, não praticamos a fé para sermos felizes e que sim poder praticar a fé nos caracteriza como seres verdadeiramente afortunados.

Arcebispo do Budismo Primordial Kyouhaku Correia

http://www.budismo.com.br


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Programa Despertar Budista – Programa 4 FEV 2011


Arigatougozaimashita,

Nos dias 2 e 3 de março de 2011 receberemos a visita aqui no Rio Grande do Sul do Arcebispo do Brasil da Honmon Butsuryu-Shu Kyohaku Correia.

Mais um programa Despertar Budista para você acompanhar.

Programa 4 – FEV 2011

Arigatougozaimashita

 


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Programa Despertar Budista 06


Arigatogozaimashita,

Mais um Programa Despertar Budista.

Por problemas técnicos perdemos um pedacinho do início do Programa.

Arigatougozaimashita

Segundo Programa do mês de fevereiro de 2011

Quarto Programa do mês de Fevereiro de 2011


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O que significa HBS – Honmon Butsuryu-Shu?


O significado de “Honmon Butsuryu-Shu” Honmon Butsuryu-Shu significa, numa tradução literal, “Religião Budista do Caminho Primordial do Sutra Lótus Estabelecida pelo Buda Primordial”. O Mestre Nissen, fundador da HBS, quis dizer que a religião do Odaimoku (expressão que faz referência ao Namumyouhourenguekyou) foi estabelecida pelo Buda Primordial que manifestou sua vida eterna nos capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus, que contém a essência do Budismo.

Fonte: http://www.budismo.com.br


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Cont… Introdução ao Sutra Lotus II


No 18°capítulo, “As Virtudes da Gratidão”, Buda prega a virtude dessa satisfação e alegria. Isto é, baseado no modelo citado de Gojyuutenden Zuiki no Kudoku (A virtude da transmissão de satisfação a cinqüenta pessoas), descreve a enorme virtude que se adquire mesmo que a qüingentésima pessoa tenha a mínima satisfação prática da Fé.
No capítulo 19°, “As Virtudes dos Discípulos”, Buda prega que todos que se dedicarem à prática do Sutra Lótus serão purificados em todos seus seis sentidos.
No capitulo 20° , “O Bossatsu que Jamais Desprezou”, Buda expõe a figura do Bossatsu Fukyou como paradigma perfeito de um devoto e propagador do Sutra Lótus (que na verdade foi ele próprio em vidas passadas).
Após esclarecer como executar a expansão na era Mappou, no capitulo 21°, “A Força Divina de Buda”, o Buda Primordial faz a concessão do conteúdo total de sua iluminação, introduz toda sua iluminação dos “Três Mil Mundos Num Subitâneo Pensamento” num só Dharma, o Myoho, e o concede ao Bossatsu Jyougyou. Isto é chamado de “Concessão individual” (Beppuzoku), pois concede unicamente ao Primordial Bossatsu Jyougyou a missão de transmitir os ensinamentos na era Mappou.
No 22º e último dos Oito Capítulos do Caminho Primordial, “A Concessão”, Buda faz a Concessão Geral (Soufuzoku) do Myoho e da missão de expansão aos demais Bossatsu Primordiais e Transitórios para que, de acordo com suas forças, tempo e capacidade, escolhessem o local para expandir, seja neste mundo nos primeiros dois mil anos após o regresso de Buda ao estado primordial ou em outros mundos a seres em que já foram semeadas a causa e essência da iluminação.
Esta é, em linhas gerais, a origem do Odaimoku (Namumyohorenguekyo) que recebemos nos dias de hoje. Os ensinos dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus são, em suma, a fonte do Grande Dharma da salvação dos seres da era Mappou em que vivemos e do Namumyohorenguekyo, transmitido exclusivamente pelo Buda Primordial ao Bossatsu Jyougyou, para que infalivelmente chegasse até nós por intermédio dele, que renasceu como o Grande Bossatsu Nitiren Shonin.
A esse respeito, o mestre Nissen Shonin faz a seguinte citação (goshinan):
“Sem os Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial
não haveria a transmissão ao Bossatsu Jyougyou; portanto, Oito
Primeiros Capítulos do Caminho Primordial e .
Namumyohorenguekyo são um só.” (Coleção do mestre Nissen vol.7 Pág, 243)
Os Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial são o “Fator Originário” (Nouken no Kyousou) do Odaimoku que hoje recebemos , e o Odaimoku é o “Corpo Dharmico Originado” (Shoken no Hottai).
O Bossatsu Jyougyou, protagonista dos Oito Capítulos Honmon Happon, ordenado pelo Buda Primordial, renasceu em nossa era Mappou como um simples humano chamado Nitiren e, posteriormente, pela expansão e cumprimento de sua nobre e grande missão autenticou sua verdadeira identidade e condição de Bossatsu Jyougyou. Nitiren Shonin cita:
“Certamente, este Gohonzon, dentre os cinqüenta anos de pregação de Buda, só nos últimos oito anos e, mesmo dentre os últimos anos, somente aparece entre os oito capítulos, 15° ~ 22° ”
(Goibun Shukussatsu pág,1624)

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Mais fotos do Festival Primordial


Arigatougozaimassu,

Mais fotos do Festival Primordial agradecimentos ao Kyougyou Amaral.

Esse ano foi incrível, mas com certeza teremos muito mais Festivais para podermos curtir e expandir o Dharma.

Fotos no  Flickr

Arigatougozaimassu.


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Arigatougozaimassu!


ARIGATOUGOZAIMASSU 

Usamos esta palavra de saudação, ou cumprimento, entre os fiéis da Butsuryu-Shu. Substitui os: “bom dia”, “boa tarde e” “boa noite”.

Na língua japonesa, o uso desta palavra é geralmente de agradecimento. Entretanto, por ser composta pelos ideogramas ARI (existir) e GATAI (difícil) possui, implicitamente, o significado de alguma coisa difícil.

No nosso cotidiano, tomamo-nos incapazes de valorizarmos o que temos: a saúde, a família, os amigos, a casa, a comida, o trabalho, etc. Entretanto, nada é meramente casual. Tudo tem sua causa e efeito. Os fatos não ocorrem pela nossa simples vontade de que isso aconteça e nem as pessoas se encontram onde e quando desejamos.

A nossa própria existência já é um episódio digno da mais profunda reflexão. O nascimento de um ser humano nunca é um acidente, mas, sim, é um resultado de uma meticulosa programação das leis do Universo. Sem, contudo, entrar no mérito da questão, do ponto de vista científico de um laborioso processo genético científico ou do aspecto religioso; podemos afirmar que cada nascimento só se concretiza após uma sucessão ilimitada de fatos rigorosamente ordenados. Em primeiro lugar: é necessário que seus pais tenham nascido e se encontrado. Mas para isso era preciso, também, que os pais deles (e já são quatro) tivessem nascido e se encontrado. Por sua vez, cada um desses quatro descende de outros dois pais, etc. Em outras palavras, cada um de nós tem 2 pais, 4 avós, 8 bisavós e 16 tataravôs.

Mas se retrocedermos mais uma geração, isto é, até a quinta geração, o número de avós aumenta para 256; na sexta para 65.536. Obviamente, cinco gerações apenas não constroem uma humanidade, mas o número de avós já é surpreendentemente grande. Assim, cada ser humano é resultado da existência, e do encontro entre si, de um número infinito de ancestrais em sua devida época.

Por essa razão, ao pronunciarmos ARIGATOUGOZAIMASSU, no nosso dia a dia, estamos agradecendo a oportunidade de encontrarmos um ao outro e, juntos, de praticarmos a fé religiosa. Acima de tudo, estamos manifestando a nossa profunda gratidão pela rara oportunidade que tivemos da nascer entre os seres humanos e principalmente de encontrar o Gohonzon do Odaimoku.

O mestre Nissen Shounin nos ensina a utilizar esta palavra como um hábito oral.


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Fotos do Festival


Arigatogozaimassu,

Como prometi, posto agora as fotos do Festival. Desculpe a demora.

Durante a semana vou adicionando novas fotos.

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Sutra Lótus


O Verdadeiro Ensinamento

O Budismo nasceu na Índia no século V a.C. quando Sidarta Gautama atingiu a Iluminação e se tornou Buda – O Iluminado. Historicamente esse é o começo do Budismo. Porém, sabemos pelos ensinamentos que Buda em sua identidade primordial, bem como o Budismo Primordial HBS, sempre existiu, nunca morreu. E o que não morre não precisa ressuscitar.


Demônios atormentando Buda quando estava prestes a atingir a Iluminação

Buda apenas ressurgiu há aproximadamente 2.500 anos para nos mostrar o caminho. Nenhum outro grande mestre religioso pregou como Buda, tanto em tempo e espaço, quanto em quantidade, profundidade e diversidade.

Depois regressou ao seu estado primordial. É válido salientar que antes de seu regresso, o fato de ter deixado seu discípulo primordial, Jyougyou Bossatsu (Nitiren Daibossatsu), para dar continuidade na missão de expansão, foi de fundamental importância. Pois nessa atual era denominada Mappou (Era de Decadência), só podemos seguir os ensinamentos do Sutra Lótus, baseando-nos na ótica de Jyougyou Bossatsu que renasceu em 16 de fevereiro de 1222 na pessoa de Nitiren Daibossatsu.

Sem a orientação de Nitiren Daibossatsu e também seus sucessores, Nitiryu Daishounin e Nissen Shounin, indubitavelmente acabaríamos por praticar o Sutra Lótus de maneira incorreta e, portanto, herética. Pois o Buda deixou explícita a mensagem de que seria o Sutra Lótus o único Sutra a ser seguido, sem margem de possibilidade de adoção de outro tipo de ensinamento. O Sutra Lótus é o Sutra que contém a iluminação completa do Buda Primordial. Os demais sutras que foram pregados por diversos motivos ou para o preenchimento de uma determinada necessidade, são considerados sutras provisórios.


O Sutra Lótus é Supremo, para onde todo o bem retorna (Manzen Doukikyou).

Cada Sutra, cada ensinamento e cada divindade possui uma atribuição e poderes diferenciados. Porém, o Sutra Lótus e o Buda Primordial revelado entre o 15º e 22º capítulos, reúnem todos esses poderes num só, e assim favorecem a prática do devoto, concedendo-lhe bênçãos e conduzindo-o à iluminação.

O Sutra Lótus é um Sutra revelado com o objetivo de salvar todos os seres, independente da sua capacidade ou condição.

 

Extraído do livro “Liturgia da Honmon Butsuryu-Shu 1ª Edição, 2006”