Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”


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Verdadeiro, belo, bom !


Temos pensamentos, sentimentos, expressões e atos. Todos são geradores de carmas. Mas o que mais vale? Uma ação sempre vale mais. Justamente porque é o que comprova com mais eficácia. E se esse ato for uma oração, então, estará incorporando todos os aspectos geradores de carma em sua totalidade e primor. No entanto, o supra-sumo, só o encontrará quem realizar este ato tão simples.
O ser humano sempre buscou a verdade, o belo e o bom. Mas nem sempre de modo concreto. Muitas vezes se contentou com algo abstrato. O próprio conceito de verdadeiro, belo e bom, dependendo do modo de pensar também pode ser vago. Mas vale aqui conceituar no modo primordial budista. Verdade: Permanente, igual para todos. Belo: Transitório, circunstancial. Bom: Para outrem, altruísta. Normalmente através do belo e do bom buscamos a verdade, já que muitas vezes faltam parâmetros. E quanto mais durar o belo e o bom normalmente sentimos estar
mais próximo da verdade. Ao menos é a sensação que fica.
Mas a cada dia que passa parece ficar mais difícil detectar as coisas, pois tanto elas se misturam às ilusões, egos e anseios que muitas vezes sem perceber acaba-se chegando a um conceito de verdadeiro íntimo, que muitas vezes não passa de uma distração pessoal. É uma pena, pois muitas vezes a duração prolongada dessa distração pode desperdiçar uma vida, muitas vidas, e quando percebemos pode ser tarde demais. Não é buscar um sentido para vida é colocar algum em prática para se certificar da eficácia, da duração, da benevolência, da sensação. O que não podemos é ficar desiquilibrados, estagnados e perdendo tempo com sentimentos, mágoas e receios. Na busca do melhor cada dia é uma vida, pois se encontrar hoje valeu à pena ter vivido. Desde a antiguidade o mundo caminha em busca dos sentidos e rumos similares, mas dificilmente são encontrados em modo abstrato ou vago. Na verdade , são nas sutilezas, nos detalhes do desprendimento pela fé e compaixão que toda essa busca se torna ilimitada, deixa de ter fronteiras e por si só se completa. Não tem lógica dar a vida por alguém e perder a própria. Não faz sentido perdoar alguém que te ofendeu e também parece irracional orar quando tudo parece estar perdido. Mas são  justamente em atos como esses é que encontramos o verdadeiro, o bom e o belo, e tudo maravilhosamente em perfeita harmonia.

Odoshi Kyouhaku Correia – Arcebispo do Budismo Honmon Butsuryu-Shu do Brasil

www.budismo.com.br


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Jornal Primordial


Arigatougozaimashita,

Primeira edição do Jornal Primordial, uma produção dos Jovens do Templo Nikkyoji dirigido pelo Kyougyou Amaral.

Muito bom! Sempre que tiver uma nova edição postaremos no Blog

Arigatougozaimashita.

Direção: Kyougyou Amaral
Texto: Kyougyou Amaral
Imagens: Kyougyou Amaral
Edição: Kyougyou Amaral

Repórter: Hideki Iwamoto
Jornalista 1: Thaís Yumiko Yoshida
Jornalista 2: Yuudi Correia

 


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Causa e Efeito


 

Mestre: Nissen Shounin

Yo no naka o uramu wa oroka kai mo nashi
Kuraku wa onoga mukui nari keri

Em português:

É inútil e estúpido lastimar o mundo.
Sofrimento e prazer são frutos do que faz

Interpretação:

O budismo é a religião que prega a consciência pela fé. Tem lógica, filosofia, coerência e tudo que se precisa para esclarecer o que for necessário. Também é capaz de convencer até mesmo quem não se considera adepto do budismo primordial. Mas por que e como isso é possível ?
Isso é possível porque releva em todas as suas pregações a lei da causa e do efeito. Nada é obra do acaso, nada é só porque (Deus assim quis), nada é inexplicável, apenas desconhecemos causa.
Da mesma forma que alguém não pode comer por mim, eu também não posso transferir meus sofrimentos a alguém e vice-versa. Isso é óbvio e se chama lei natural da causa e efeito. Quem planta colhe. É assim que se gera uma reação em cadeia que nos leva a sucessivos e diferentes resultados.
Portanto, toda vez que acharmos o nosso sofrimento ter sido causado por alguém, e isso ocorre com freqüência, é bom lembrar que, de alguma forma fomos nós que ocasionamos o nosso próprio sofrimento, caso contrário, continuaremos a sofrer, sempre achando que não fizemos nada para merecer tanto sofrimento.
Não é questão de merecimento, mas simplesmente de frutos.
A prática da fé e oração do Namumyohourenguekyou gera bons frutos e ainda possui o poder de eliminar as más sementes plantadas. Por isso nada está perdido e para tudo vale a pena semear.


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Programa Despertar Budista – Radio Mundial


Arigatougozaimashita,

Estamos disponibilizando aqui no Blog com autorização do Odoshi Correia os programas que estão sendo veiculados na Radio Mundial.

O Programa Despertar Budista vai ao ar todas as sextas-feiras as 5:00 am horário de Brasília.

Perfil do apresentador do programa Odoshi Corrêia

Mas agora também poderá acompanhar o programa aqui no Budismo Porto Alegre – HBS

Arigatougozaimashita!

Programa Despertar Budista_04_JAN2011

Programa Despertar Budista_05_FEV2011


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Gohonzon


Sobre o “Gohonzon” que veneramos
“Honmon no Honzon”
A Honmon Butsuryu-Shu (HBS) se fundamenta na “Unidade Absoluta” que chamamos respeitosamente de Gohonzon. 

 

Foto: Heitor Birnfeld

Foto Altar Sagrado Nikkyoji - Foto: Heitor Birnfeld - http://www.biofotografia.rg3.net

O Gohonzon “Namumyouhourenguekyou” dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus, transmitido pelo Jyougyou Bossatsu, é o manifesto do Buda Primordial na sua totalidade. É a meta e ponto de fixação ao qual o devoto se entrega de corpo e alma. Portanto, é absolutamente único e veraz na sua essência.
Nitiren Daibossatsu fundamenta a origem do Gohonzon quando, em sua escritura Honzonshou, afirma: “Este Go-Honzon jamais foi revelado nos quarenta e tantos anos de pregação; foi somente nos últimos oito anos que foi revelado nos oito primeiros capítulos do caminho primordial do Sutra Lótus, limitando-se a eles” (trecho final da oração Nyorai metsugo).
Literalmente o termo Go “Honzon” (Go = prefixo de sublimação e respeito) possui três importantes significados unificados.
A- Hon-nu-Son-tyou: Venerável por excelência.
Que não se tornou venerável a partir de um determinado ponto da história.
Que sempre foi, é, e continuará sendo.
B- Kon-pon-Son-suu: Fundamental veneração Dentre todos os valores o mais fundamental e originário de todos.
C- Hon-nu-Son-gyou: Nobre existência primordial.
Que por natureza é e se faz nobre. Que não é obra, nem criação, de ninguém.

O Grande Mestre Nitiren Daibossatsu na escritura Honzonshou esclarece:
“Buda introduziu seus dois darmas, Prática da Causa e Virtude do Efeito nas cinco letras Myou-Hou-ren-gue-kyou. Ao devotarmos estas cinco letras, por si só, a nós será concedida a virtude desta causa e efeito.
Resumidamente, as principais características deste Gohonzon são:
A existencialização dos três mil mundos numa só mente “li no Itinen Sanzen” (quantificação universal inter-relativa e simultânea dos Dez Mundos. Dez Fenômenos e Três Tipos de Mundos) e todas as leis da causa e efeito.
Sua maior qualidade é o “Manpou Gussoku” que significa a característica de incorporar todos os Darmas. Pois, sendo assim, lhe permite que seja adepto de todas as religiões, sem que seja propriedade de nenhuma delas. Apenas ser, exclusivamente devoto daquela que foi estabelecida unicamente por quem se estabelece no Gohonzon. O Buda Primordial. Em outras palavras, é o Gohonzon único que nos desvincula da religião mundana e nos proporciona o modo de vivência para nos reinterarmos à Unidade Absoluta.
Realizar esta plena interação é o que chamamos também de atingir a iluminação.
Ser desta religião significa fundamentar todos os momentos de sua vida no Gohonzon, vivificá-Io pela prática da fé centrada na oração do Namumyouhourenguekyou e sua expansão, a fim de dimensionalizar todo o domínio em que somos abençoados.
Bibliografia: Gohoumon yougo Jiten.p.19. Ishii Nitijyu.1973.