Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”


Deixe um comentário

Visita do Sacerdote Shintoku-Shi Macedo


Arigatougozaimassu,
Do dia 3 a 7 de julho de 2014 receberemos a visita do Monge do Budismo Primordial – Honmon Butsuryu-Shu no Rio Grande do Sul.
Convidamos a todos que desejam conhecer ou fazer parte da HBS para agendar um dia para conversar.
O agendamento pode ser feito por contato aqui pelo site.
Obrigado e grande abraço.
Arigatougozaimassu.


Arigatougozaimassu,

Receberemos a visita do Monge Shintoku Macedo de 25 a 29 de julho de 2013 em Porto Alegre.

Uma ótima oportunidade para conhecer ou saber um pouco mais sobre a Honmon Butsuryu-Shu – Budismo Primordial.

Aos que desejarem agendar uma data, basta preenche o cadastro ou enviar o e-mail nos comentários ( o email não aparecerá para público do Blog e será utilizado somente para contato)

https://creator.zoho.com/honmonbutsuryushu/cadastro-visita-budismo-primordial/form-perma/Cadastro_Visita_Budismo_Primordial/

Desejamos uma ótima semana a todos.

Arigatougozaimashita.


Deixe um comentário

Grande Culto Nitiryu Daishounin – 550 Anos


Arigatougozaimassu,

Faço um convite a todos que desejarem participa do Culto Póstumo de 550 Anos do Grande Mestre do Caminho Primordial do Sutra Lotus Nitiryu Daishonin ( Grande  Culto Monsoe).

30 (19:00h) e 31(09h) de março de 2013

Catedral Nikkyoji

Rua Ibaragui Nissui, 166

Vl. Mariana

São Paulo

ImagemImagem

Arigatougozaimashita


4 Comentários

Entidades representadas no Gohonzon


20130215-141251.jpg

N°:Entidade

1:Torre do Odaimoku

2,3:Budas Shakamuni e Tahou

4,5,6,7:Dyougyou Jyougyou, Muhenyou, Anryuugyou
(os quatros Bussatsu Primordial)

8,9,10,11:Dikokutem, Bishamonten, Koumokuten, Zoutyouten
(Os quatro Guardiões Celestiais)

12:Kishimodin (Protetora do devoto do sutra Lótus)

13:DyuuRassetsunyou
(Dez divindades D. Femininas)

14,15:Fundou Myouou (Rei fundou) Aizen Myouou
(Rei Aizen))


Deixe um comentário

Culto Póstumo de Sétimo Dia em Homenagem as Vítimas da tragédia de Santa Maria,RS


Arigatougozaimassu,

A Honmom Butsuryu-Shu enviou a Santa Maria no Rio Grande do Sul os Monges do Budismo Primordial Sac. PEDRONI e Sac. SHINTOKU (responsável pela expansão no RS) para celebrar em frente a Boate Kiss uma cerimonia em homenagem as vitimas do terrível incêndio.

20130206-214557.jpg

No domingo dia 03 de fevereiro no Templo Nikkyoji de São Paulo foi celebrado o Culto de Sétimo Dia com a participação de fiéis de vários locais do Brasil.
Todos nós fiéis da HBS rogamos para que todas as almas intensifiquem suas luzes, atinjam o maior grau de felicidade e sejam conduzidas a iluminação.
NAMUMYOHOURENGUEKYOU.

20130206-214727.jpg

Arigatougozaimashita.


4 Comentários

A Doutrina de Buddah


A doutrina (Sânsc: dharma. Páli: dhamma) budista começou a ser compilada pouco tempo depois do funeral de Buda. Buda apresentou seus ensinamentos e orientou para testá-los antes de aceitá-los, ele nos convida a conhecer e ver as coisas como elas são (Sânsc: yatha-butha-jnana-darshana).

Por doze anos, um dos maiores estudiosos e praticantes da Índia, Atisha, estudou muitos e muitos textos, coletâneas enormes de ensinamentos e comentários sobre a doutrina do Buda e as realizações dos grandes mestres. Depois de seus anos de estudo, chegou à conclusão de que, sem exceção, todos os métodos que o Buda ensinou (84.000 métodos) para propiciar a transição da mente ordinária para a extraordinária se resumiam em um ponto essencial: A bondade do coração. Na tradição do budismo, há muitos ensinamentos profundos, mas este é o néctar puro que origina a essência de todos eles.

O cultivo da bondade do coração ao longo de todo o cotidiano, a prática da virtude, compaixão, equanimidade (igualdade de ânimo, moderação), amor e alegria é o que leva ao caminho da iluminação.

De acordo com a história tradicional, um concilio de 500 monges altamente graduados (Sânsc: arhat) foi realizado em Rajagriha, Índia, sob liderança de um dos grandes discípulos de Shakamuni, o monge Mahakashyapa. Todos os discursos (Sânsc: sutra. Páli: sutta) de Shakamuni foram recitados, de memória, pelo monge Ananda. Da mesma forma, o monge Upali recitou todas as regras monásticas (Sânsc. vinaya). Na Índia, onde a religião é caracterizada pela transmissão oral de ensinamentos, é muito comum a memorização, utilizada até hoje em alguns monastérios budistas. No começo, a transmissão dos ensinamentos era feita oralmente; depois, eles foram compilados e escritos em folhas de palmeira.

Desta forma, os Sutras passaram a formar cinco coleções (Sânsc: ágam.Páli: nikaya).

Coleção Longa (Sânsc: dirghagama. Páli: digha-nikaya)
Coleção Média (Sânsc: madhyamagama. Páli: Majjhima-nikaya)
Coleção Associada (Sânsc: samyuktagama. Páli: Samyutta-nikaya)
Coleção Numérica (sânsc: ekottaragama. Páli: Anguttara-nikaya)
Coleção Curta (sânsc: kshurdrakagama. Páli: Khuddaka-nikaya), disponível em páli e em volumes dispersos, nas línguas chinesa e tibetana.

Essas coleções formam o Cesto de Discursos (Sânsc: sutra-pitaka. Páli: Sutta-pitaka); as regras monásticas compiladas no Cesto de Disciplinas (Sânsc. e Páli: Vinaya- pitaka) e as questões filosóficas no Cesto de Ensinamentos Especiais (Sânsc. Abidharma-pitaka. Páli: Abidhamma-pitaka). O grupo completo é chamado de Três Cestos (Sânsc. Tripitaka. Páli: Tipitaka) e constituem o cânone budista (música budista).

Os Sutras demonstram de forma bela a notável habilidade de Buda como mestre: Ele organiza seus ensinamentos de maneira clara, lógica e de fácil memorização, usando listas (as quatro nobres verdades, o caminho óctuplo, os cinco agregados etc.).

A Roda do Dharma

Quando Shakamuni fez seu primeiro sermão aos cinco ascetas, diz-se que ele fez girar a primeira volta da Roda do Darma (sânsc. dharma-chakra). Esta Roda do Darma simboliza os ensinamentos de Buda:

*Hourin: Um dos símbolos do budismo. O Darma (Hou) representa a verdade, os ensinos pregados por Buda. A roda (Rin) representa uma arma circular que os antigos reis da Índia utilizavam para caça. Ou seja, baseado nesta simbologia girar a roda do darma significa, tal como os reis derrotavam seus inimigos livremente, combater e livrar os seres dos inimigos ignorância e outros e conduzi-los a iluminação.

O primeiro sermão (Giro da Roda) de Buda Shakamuni foi dado aos cinco ascetas que estavam no parque das gazelas em Samath, Benares. Nesse sermão, Buda expôs um dos ensinamentos fundamentais do budismo: As Quatro Nobres Verdades (Sânsc: chatu-arya-satya).

Antes de falarmos sobres estas, vamos conhecer as Três Marcas do Darma/Sanbouin (Sânsc: trilakshana) com as quais o Buda diferenciou a forma de visão do budismo em relação as demais filosofias e crenças. São: A impermanência, o não-eu e o sofrimento. Quando acrescido de mais um item a “Serenidade do Nirvana” (Sânsc: Santam nirvanam) as três marcas, passam a ser são chamadas de quatro Marcas do Budismo.

Diante de críticas de alguns seguidores budistas, o nobre Tendai disse que tal lista serve como base para interpretação no budismo do pequeno veículo. (Iwanami Bukkyo Jiten)

A impermanência (Sânsc: anitya. Páli: anichcha) se refere ao fato de que todas as coisas passam por constante transformação, momento a momento. Do mesmo modo, a felicidade, a saúde, a vida, as propriedades… tudo é impermanente, instável.

O não-eu (Sânsc: anatman. Páli: anatta) se refere à ilusão de que possuímos uma entidade pessoal independente, ou atman. A idéia do “eu” só aparece em dependência de cinco agregados (forma, sensação, percepção, vontade, consciência) e, portanto, o “eu” não existe inerentemente, não existe pôr si mesmo.

O sofrimento (Sânsc: duhkha. Páli: dukkha) é melhor explicado relas Quatro Nobres Verdades:

I. A verdade do sofrimento (Sânsc: duhkkha): Todos os seres estão sujeitos à tristeza, à lamentação, à dor, ao desespero, aos problemas…
Buda não negou a existência da felicidade mundana, mas reconheceu que essas felicidades são impermanentes.

II. A verdade da causa (Sânsc: samudaya): A união dos cinco agregados faz surgir a ilusão de um ego. Nunca conseguimos satisfazer os inúmeros desejos desse ego impermanente, sem essência, sofredor. Dessa ilusão inicial, ou avidya, surgem os três venenos (Sânsc: klesha): o desejo (apego), o ódio (aversão) e a ignorância (desconhecimento). Do mesmo modo, surgem todos os outros venenos mentais, como o orgulho, a inveja etc.

III. A verdade da cessação (Sânsc: nirodha): Aqui, aplica-se a lógica da interdependência. A existência do sofrimento depende de sua causa; se essa causa for eliminada, suas conseqüências (sofrimento, desejo, ódio, ignorância) também desaparecerão.

IV. A verdade do caminho (Sânsc: marga): O Caminho Óctuplo (Sânsc: ashtanga-marga) é assim chamado por ser dividido em oito partes, este é o caminho do meio, o caminho do despertar, que conduz ao estado de nirvana, à extinção total do sofrimento.

A interdependência

O ensinamento do surgimento dependente (sânsc. pratitya-samutpada) diz que todo fenômeno aparece, se realiza e desaparece; estes três acontecimentos só podem ocorrer devido a certas causas e condições. Por isso, o Samsara (o mundo dos fenômenos) é condicionado, interdependente, ao contrário da paz infinita do nirvana, incondicionado.

A interdependência do Samsara foi esquematizada em doze elos, representados simbolicamente na roda da vida:

1. Ignorância (Sânsc: avidya): É o desconhecimento das quatro nobres verdades.

2. Formações (Sânsc: samskara): Resultantes da ignorância, são as vontades ou impulsos que originam as ações do corpo, da fala e da mente.

3. Consciência (Sânsc: vijnana): Como resultado das formações, há seis tipos de consciência, relacionadas aos seis sentidos (olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo, mente).

4. Nome-e-forma (Sânsc: nama-rupa): “Nome” se refere às sensações, percepções, vontade e consciência, enquanto “forma” se refere aos elementos materiais: fogo, água, terra e ar. Forma, sentimentos, percepções, vontade e consciência são os cinco agregados* que compõem a existência; são resultantes da consciência.

5. Seis Sentidos (Sânsc: shadayatana): Visão, audição, olfato, paladar, tato e consciência, resultantes do nome-e-forma.

6. Contatos (Sânsc: sparsha): Resultantes do encontro dos seis sentidos com seus respectivos objetos (cores, sons, cheiros, sabores, formas/texturas, pensamentos)

7. Sensações (Sânsc: vedana): Resultantes dos contatos, são classificadas como agradáveis, desagradáveis ou neutras.

8. Desejos (Sânsc: trishna): Querer as coisas que trouxeram sensações agradáveis e não querer as coisas que trouxeram sensações desagradáveis.

9. Apego (Sânsc: upadana): Como resultado dos desejos, surgem quatro tipos de desejos, relativos aos prazeres, às visões, aos rituais e regras, e ao falso ego.

10. Existência ou vir-a-ser (Sânsc: bhava): Como resultado do apego, surgem três tipos de existências: Nos prazeres (Sânsc: kamadhatu), na forma (Sânsc: rupadhatu) e na não-forma (Sânsc: arupadhatu).

11. Nascimento (Sânsc: lati): É o processo em que surge em um dos reinos de renascimento, o aparecimento dos agregados e a aquisição dos sentidos, resultantes da existência.

12. Velhice-e-morte (Sânsc: lara-maranam): Velhice é a decadência que o corpo sofre com o passar da vida, e morte é a decomposição, a dissolução dos cinco agregados.

A [1] ignorância, o [8] desejo e o [9] apego são os venenos da mente; as [2] formações e a [10] existência são as ações; e os sete elos restantes são os resultados das ações. Todos os elos são interdependentes; a existência de um implica no aparecimento do elo seguinte. Ou seja~ a velhice e morte é conseqüência do nascimento, que é conseqüência da existência etc. Do mesmo modo, extinguindo-se a ignorância, desaparecem a formação, a consciência etc., até se extinguirem todos os elos, todos os sofrimentos.

*Os cinco agregados (Sânsc:Skandhas)

1. Forma (Sânsc: rupa): Refere-se ao mundo físico, ao corpo e a todas as coisas percebidas pelos sentidos, simbolicamente representados pelos quatro elementos – terra, água, ar e fogo.

2. Sensações ou sentimentos (Sânsc: vedana): Também é o sétimo dos doze elos citados anteriormente, e se refere às experiências agradáveis, desagradáveis ou neutras, resultantes do contato com os sentidos (olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo, mente) com seus objetos (cores, sons, cheiros, sabores, formas/texturas e pensamentos).

3. Percepções (Sânsc: samjana): Diferenciação de cores, sons, odores, sabores, formas (incluindo texturas) e pensamentos.

4. Vontade ou formações (Sânsc: samskara): O segundo dos doze elos, abrange todas as atividades volitivas, todas as ações (Sânsc: karma) do corpo, da fala e da mente.

5. Consciência (Sânsc: vijnana): O terceiro dos doze elos, inclui os seis tipos de consciência que surgem do contato dos órgãos dos sentidos com seus respectivos objetos, consciência visual, consciência auditiva, consciência olfativa, consciência gustativa, consciência corporal e consciência mental.


Deixe um comentário

Jornal Primordial – Hana Matsuri, O Natal Budista


Arigatougozimassu,

Festa do nascimento de Buda (Hanamatsuri), que ocorre no primeiro sábado do mês de abril é conhecido como o Natal Budista.

Arigatougozaimashita


Deixe um comentário

Despertar Budista – 11 de Março de 2011


Arigatougozaimassu,

Segundo Programa do mês de março. Participação Monge Camargo.

PROGRAMA DESPERTAR BUDISTA

Arigatougozaimashita.


Deixe um comentário

Jornal Primordial


Arigatougozaimashita,

Primeira edição do Jornal Primordial, uma produção dos Jovens do Templo Nikkyoji dirigido pelo Kyougyou Amaral.

Muito bom! Sempre que tiver uma nova edição postaremos no Blog

Arigatougozaimashita.

Direção: Kyougyou Amaral
Texto: Kyougyou Amaral
Imagens: Kyougyou Amaral
Edição: Kyougyou Amaral

Repórter: Hideki Iwamoto
Jornalista 1: Thaís Yumiko Yoshida
Jornalista 2: Yuudi Correia

 


Deixe um comentário

Um Guia para o novo Fiel-Orientação para o novo fiel.


Geralmente quando as pessoas ingressam numa religião, esperam obter segurança e proteção divina durante a vida e “descanso” após a morte. Mas será que basta apenas dizer que somos fiéis de uma religião e venerar uma imagem, que nós conseguiremos aquilo que almejamos? Para os que estão iniciando a prática da fé na Honmon Butsuryu-Shu, é necessário um conhecimento prévio para que futuuramente não tenham uma decepção. A religião budista Honmon Butsuryu-Shu em hipótese alguma admite que um fiel misture qualquer outra religião, seita ou crença popular junto a sua. A isto chamamos de “Houbou”. No momento em que recorremos a uma outra religião, demonstramos que possuímos um sentimento inseguro, o que é muito prejudicial. A própria palavra fé descarta a possibilidade de uma miscelânea de religiões, seitas ou crenças. Fé significa confiança e credibilidade, é isso que devemos sentir em relação ao “Gohouzen”. Mas isso não é suficiente para que possamos receber a sua proteção. Precisamos saber de alguns procedimentos que devem ser seguidos para que a fé dê bons frutos. Explicaremos quais são esses procedimentos que consistem na prática da nossa fé. Primeiras Lições Um novo fiel se converte em nossa religião, apresentado por um padrinho ou madrinha. Ele preenche a ficha de inscrição e a partir daí fará parte de um grupo do templo. Mas antes é preciso fazer algumas observações que são extremamente importantes: 1 – Aprender a dirigir preces no altar de sua residência; 2 – Fazer amizade com o chefe de grupo; 3 – Aprender a comparecer aos cultos dos templos; 4 – Quando um chefe de grupo visitar sua casa, recebê-lo cordialmente; 5 – Não emprestar nem pedir empréstimos de dinheiro entre os fiéis. Sabendo disso vamos falar um pouco de nossa religião no Brasil. A religião Budista Honmon Butsuryu-Shu do Brasil, possui 11 templos tendo como sede o Templo Central Nikkyoji em São Paulo. Suas filiais são: Templo Ryushoji (Mogi das Cruzes – SP), Templo Butsuryuji (Taubaté – SP), Templo Taissenji (Lins – SP), Templo Rentokuji (Campinas – SP), Templo Nissenji (P. Prudente SP), Templo Hoshoji (ltaguaí – RJ) Templo Hompoji (Londrina – PR), Templo Honmyoji (Maringá – PR), Templo Nyorenji (Curitiba – PR) e Templo Shinyouji (Cuiabá – MT). Os fieis de cada templo são diivididos em grupos ou em cidades (Kumi). Essa divisão é baseada em localidades onde existem aglomerados de fiéis, que por sua vez recebem o nome do bairro ou da cidade. Em São Paulo os grupos – devido ao seu grande número – estão contidos em regiões de um a sete. Cada grupo possui um responsável (dirigentes) que tem a missão de dar assistência aos fiéis. Essa assistência consiste em dar avisos das programações dos templos, dos cultos grupais, receber as mensalidades e doações etc., além de representar o grupo em decisões tomadas nas reuniões dos dirigentes, realizadas no templo mensalmente. “Okyuji” da manhã A palavra “okyuji” significa servir. Essa palavra assume uma importância maior que a própria prática da oração do Namumyouhourenguekyou e do aprendizado dos ensinamentos. A prática de servir possui essa importância, porque para nós o “Gohonzon” (Imagem Sagrada) está vivo. Pensando dessa maneira, devemos respeitá-lo e venerá-lo como tal, atitude essa para nós, uma demonstração de fé. Desse modo, nós sempre estaremos protegidos por Ele, recebendo sua graça (Goriyaku) constantemente. Portanto servir o “Gohouzen”, significa limpar o altar diariamente, fazer oferendas, etc. Mas antes de entrar no assunto em relação à limpeza, falaremos sobre o altar. Na nossa seita, não existe um padrão estético de altar. Geralmente ele é feito de acordo com o gosto de cada fiel. Existem altares de tamanhos diferentes, de formatos diferentes e assim por diante. Mas é importante ressaltar que o seu interior seja padronizado, ou seja, que possua no mínimo dois patamares, o superior reservado exclusivamente para o “Gohonzon” e o inferior para os objetos que compõe o altar. Esses objetos consistem em um ou dois castiçais, um vasilhame para depositar incensos, um vasilhame de água (do tamanho de um copo), um ou dois vasos de flores e um livro de registros de falecidos da família. Os outros acessórios podem ser dispensados. Fora do altar, devemos ter o sino ou o “orin” que é usado pelas pessoas que comandam um culto. Os objetos de limpeza, como o pano, espanador, óleo, etc., além de fosforos, velas, incensos, flores, etc., devem ser exclusivos do Gohouzen. Ou seja, não devemos usar panos de cozinha para limpar o altar, assim como não usamos pano de limpar o chão para limpar os pratos. A limpeza do Gohouzen, obviamente deve ser feita pela pesssoa que pratica a fé e não por uma faxineira que limpa a casa. Devemos entender que o Gohouzen é quase intocável e só as pessoas mais aptas devem limpá-lo para evitar um procedimento errado. Dados esses detalhes, vamos ao procedimento da limpeza do altar. Em primeiro lugar devemos acostumar a usar o “masku” ou o “fukumen” (mascara que cobre o nariz e a boca). Isso para eviitar que o ar que expiramos não atinja o Gohouzen e a seus objetos. Feito isso, devemos primeiramente trocar a água do Gohouzen, que fica dentro de um pequeno vasilhame colocado no centro sobre o patamar inferior. Essa água ao ser trocada deve ser despejada dentro de um copo (também exclusivo) para ser bebida e não jogada fora. Para colocar o “Hatsu mizu” (primeira água do dia) no Gohouzen, devemos encher da torneira em um copo separado e depois ser despejada dentro do vasilhame. Depois disso vamos limpar o altar e seus objetos. Quanto ao “Gohonzon” o quadro onde está escrito o “Namumyouhourenguekyou”, a limpeza deve ser feita de forma periódica e sob orientação. A limpeza do altar deve ser feita rigorosamente todos os dias, de preferência na parte da manhã. Como não nos sentimos bem em morar num lugar sujo, o Gohouzen também se sente mal sem a limpeza. Após a limpeza, simbolicamente esterilizamos ou purificamos o altar com o “Hiutichi”, ou seja, com a faísca produzida por uma pedra e uma lima em atrito. Essa faísca seria o fogo que queima e elimina as sujeiras que produzimos durante a limpeza. Quanto ao Gohouzen, o importante é a nossa primeira refeição ou seja, o café e o pão devem ser colocados todos os dias. Muitas casas ou o próprio templo servem o arroz (cozido) dentro de uma taça, isso porque mantém a tradição do Japão onde a primeira refeição é o arroz. As outras oferendas como frutas, guloseimas, biscoitos, etc., também podem ser servidos. Mas os alimentos perecíveis devem ser retirados logo, porque seu aspecto torna-se ruim. Geralmente retira-se meia hora depois de servir. Todas as oferendas devem ser servidas antes de comermos. Devemos sempre colocar em mente que devemos servir primeiro o Gohouzen. Quanto as flores, elas sempre devem ser naturais e não artificiais. Substituí-las quanndo murcharem e trocar sempre a sua água para evitar o mau cheiro. Tudo o que foi dito até agora parece desnecessário e trabalhoso demais. Mas se nós tomarmos o cuidado necessário para com o Gohouzen nós sempre estaremos protegidos por Ele, porque nós deemonstramos respeito e isso faz com que acumulemos mais “Kudoku” (virtudes), para recebermos o Goriyaku. Dito isso, passaremos para a segunda prática mais importante que é o “Kushou”. Kushou Denominamos de Kushou a prática de pronunciar repetidas vezes a palavra sagrada Namumyouhourenguekyou. Na nossa religião, essa prática é de suma importância. Ela é tão importante quanto o ar que respiramos para nossa sobrevivência. Tudo gira em torno dela. Para que possamos sentir o efeito dessa prática, é necessário, antes de qualquer coisa, sentir que o Namumyouhourenguekyou esteja vivo. Em outras palavras, devemos acreditar e confiar. O Mestre Nitiren, ao longo de sua vida, pesquisou e estudou todas as religiões, chegando à conclusão de que a única prática que possibilita a nossa salvação seria somente a pronúncia do Namumyouhourenguekyou. Seria inútil tentar explicar o seu significado, uma vez que, ao fazê-lo, teremos que recorrer às escrituras e pergaminhos desde os tempos do Buda histórico. Se o Mestre Nitiren dedicou sua vida estudando para transmitir essas palavras, devemos aceitá-las e praticar a sua pronúncia. Para provar gue é sagrada basta lembrar que o próprio Mestre Nitiren, por varias vezes, foi salvo pronunciando essa palavra. Espero que essa explicação seja convincente aos principiantes e aos curiosos que realmente desejam receber a graça do Gohouzen. A fé que praticamos não consiste em entender o significado da palavra sagrada e muito menos em aprender a teoria budista. Se nós desejamos receber o “Goriyaku do Gohouzen” basta somente participar do Kushou. Para explicar melhor daremos um exemplo de nosso dia-a-dia. Quando contraímos uma doença muito grave, logicamente vamos ao médico. O médico examina e receita um remédio, garantindo que tomando-o nos curaremos. Será que nessa hora duvidaremos da palavra do médico? Será que tentaremos saber o conteúdo do remédio lendo sua bula? Nesta hora logicamente ninguém fará isso. Acreditará no médico e tomará o remédio prontamente. Quando praticamos a HBS devemos proceder da mesma maneira. Assim como no exemplo dado, a doença não será curada lendo a bula e sabendo seu significado, nós também não conseguiremos a nossa salvação ou receber o Goriyaku lendo ou entendo as escrituras e teorias budistas. Pronunciar o Namumyouhourenguekyou seria ao ato de ingerir o remédio. Enfim, podemos dizer que toda força e energia estão contidas na palavra Namumyouhourenguekyou. Como pronunciar Qualquer tipo de prática pressupõe certas regras, métodos e disciplinas. Sem elas, qualquer objetivo que tentamos alcançar, seria impossível. Na nossa religião o Kushou não é diferente das demais práticas. Para conseguirmos receber o Goriyaku, não devemos pronunciar a palavra sagrada de qualquer modo. Devemos fazer o máximo possível para concentrarmos na oração. Essa concentração consiste em fixar os olhos no quadro onde está escrito o Namumyouhourenguekyou sem desviar a atenção, pronunciando essa palavra com voz alta e nítida para que outras pessoas posssam ouvi-la. Quanto à postura, a coluna deve estar sempre ereta e firme. Quando estamos orando no altar da residência devemos tomar certas precauções a fim de não incomodarmos outras pessoas. Dependendo do local e horário, é necessário controlar a altura da voz. Okankin O Okankin é a oração que fazemos no altar da nossa residência na parte da manhã e da noite. Recomendamos aos fiéis que pratiquem o Okankin junto com toda a família. Isso porque rezamos na parte da manhã (antes de sair pro trabalho, escola, compra, passeios, etc.), para que possamos viver imunes a qualquer perigo que possa ocorrer durante o dia. E à noite a oração é feita para agradecer pelo dia que transcorreu. Recomendamos também a pronunciarem cerca de mil vezes a palavra Namumyouhourenguekyou durante a parte da manhã e mil vezes durante a noite (cerca de 15 a 30 minutos dependendo do ritmo). Bem, todos esses procedimentos são o mínimo que um fiel desta religião deve praticar. Mas como somos seres humanos, cometemos erros e negligências. Mesmo assim é importante praticá-los porque algum dia a fé se tornará sólida e a prática um prazer. Houbou Na HBS a prática do Houbou é tão grave quanto matar nossos próprios pais. Desmembrando a palavra japonesa, teremos: Hou que diz respeito ao Hokekyou Sutra Lótus e o Bou que significa desprezo, desobediência e dúvida. Assim podemos dizer que “Houbou” é todo ato contrário aos ensinamentos religiosos. O “Hokekyou”, palavra citada acima, é a grande lei da salvação do ser humano que nos permite receber o Goriyaku (proteção) do passado, presente e futuro. Quando praticamos orações na parte da manhã e da noite, logo no início nós pronunciamos o Mushirai Houbouzai Shoushometsu … Isso significa que estamos fazendo penitência por termos praticado o “Houbou” na vida passada e na vida atual, prometendo, ao mesmo tempo, que não praticaremos o “Houbou” e nos dedicaremos de corpo e alma à prática do Odaimoku (repetição do Namumyouhourenguekyou). Vamos enumerar alguns exemplos de prática do “Houbou”: I – Participar de cerimônias religiosas de outras seitas no intuito de buscar algum tipo de proteção. E óbvio que nós não somos rigorosos a ponto de não permitirmos que se participe de casamentos religiosos de formatura e etc.; II – Recorrer a videntes, acreditar em quiromancia, búzios para “saber” do nosso futuro. Nós não acreditamos em videntes, profetas ou qualquer que seja o indivíduo que diz possuir poderes sobrenaturais para “ver” o futuro. Isso é pura bobagem; III – Fazer “encomenda” para prejudicar alguma pessoa ou recorrrer a algum benzedeiro ou “curador” na intenção de restabelecer a saúde de alguém; IV – Adorar ou expor imagens ou figuras de Santos de outras religiões. Muitos fiéis, sem nenhum conhecimento, fixam na parede de suas residências objetos artísticos com temas religiosos ou figura de santos. Outros compram o “Buda da Sorte” (estatueta de um monge sentado com uma barriga avantajada) colocando-o de costas para melhorar ou manter a situação financeira. Devemos dizer que esse “Buda” nada tem a ver com o Budismo. É uma crença barata que enriquece os fabricantes e os comerciantes dessa imagem; V – Averiguar a força de nossa religião aventurando-se em outras seitas estudando-as. Esse procedimento não é recomendável por ser extremamente perigoso para nossa mente. Ler e conhecer outras religiões é permitido somente se a pessoa não se engaje na leitura, ou na cerimônia, ou seja, que ela não se envolva a ponto de ser um participante; VI – Participar de romarias em cidades ou templos religiosos; VII – Comemorar dias santos. Os fiéis de nossa seita não comemoram um Natal, comemoram todos, a Páscoa etc. Essas datas têm um profundo significado religioso e seria incoerente sua comemoração. Mas como hoje, todos trocam presentes sem saber seu significado, nós também podemos fazê-lo. Para nós os feriados dos dias Santos são apenas para descanso. Quanto ao fato de não comer carne na Semana Santa dispensa comentários. Comprem e comam à vontade porque é nessa semana que é mais barato. Enfim, qualquer coisa referente à outra religião que nos distacie da nossa, é considerado Houbou. Existe um ensinamento que diz: “Assim como a lua não se expõe enquanto existir nuvens no céu, o Goriyaku (proteção) também não aparecerá enquanto existir o Houbou”. Por isso, no caso de alguma dúvida sobre o “houbou”, pergunte a um bispo ou sacerdote. Gohoumon O “Gohoumon” é o discurso religioso proferido pelos sacerdootes nos cultos, visando o ensinamento da prática da fé. A denominação “Gohoumon” foi feita pelo Mestre Nissen (1817 ~ 1891), justamente para diferenciar os termos usados por ouutras religiões e ensinar os verdadeiros ensinamentos de Buda. O “Gohoumon” é para os fiéis o alimento da fé. Sem Ele é como o corpo que enfraquece por falta de vitamina. Para recebermos o “Goriyaku” (proteção do Gohouzen), é neecessário praticar a fé corretamente. Isso nós só conseguiremos ouvindo o “Gohoumon”. Abaixo, alguns itens em relação aos cuidados que devemos tomar em ouvir os “Gohoumons”. Ouvir com Seriedade Infelizmente existem muitos fiéis que praticam a religião há muito tempo, mas nunca receberam o “goriyaku” e não conseguem superar as dificuldades do dia-a-dia. Esses são os fiéis que não ouvem o “Gohoumon” com seriedade. Na hora do “Gohoumon” ele pensa no trabalho, na família, no futebol ou simplesmente, “tira uma soneca” ou ainda ficam a contemplar os espaços siderais e outras coisas. É uma pena que isso aconteça, porque desperdiçam a oportunidade de fortificar a fé. Nós devemos sempre pensar que nunca mais ouviremos aquele “Gohoumon” novamente, na qual poderia estar a semente de um Goriyaku futuro. Respeito ao Ouvir O “Gohoumon” não pode ser alvo de críticas. Não se pode dizer que o “Gohoumon” foi bom ou que foi ruim, que gosta do “Gohoumon” de tal sacerdote, etc. Devemos pensar que o “Gohoumon” é o discurso do próprio Buda e não do sacerdote que o profere. Goyushi “Goyushi” é toda doação voluntária que fazemos, tanto em dinheiro como em objetos para o templo, para a Ajub, ABC, etc. Existem vários tipos de Goyushi, por exemplo: podemos fazer Goyushi, em dinheiro, como agradecimento pelo bom mês que passou, por ter conseguido ingressar na faculdade, por ter recebido algum Goriyaku, pelo aniversário, etc. Podemos também fazer Goyushi em materiais de limpeza, ou mesmo comestíveis, quando ocorre algum evento no templo que disso necessite. Além disso tudo há o Goyushi especifico que se faz para comprar velas para o Gohouzen (Onrousokuryo), para compra de flores para o Gohouzen (Ohanaryo). Em principio não são estabelecidas quantias determinadas para o Goyushi. Como são doações voluntárias, fica a critério do sentimento da pessoa que efetua o Goyushi. Porem, como o Goyushi traduz o seu sentimento, deve-se praticá-lo nas máximas possibilidades. Como se pode perceber o Goyushi tem dois importantes itens: I – pratica-se o Goyushi no sentido de zelar pelo Otera, não deixando que nada lhe falte; II – praticar o Goyushi no sentido de esforçar-se para que a expansão da nossa religião seja fortalecida. Existem também as doações destinadas às grandes construções (Kinen-goyushi), que poderão ter valores pré-determinados, para orçamento, por exemplo, a fim de firmar contratos, para determinados objetivos. Portanto, o Goyushi não deve ser efetuado como uma obrigação e sim demonstrar satisfação na sua prática. Ekou Ekou (ou Goeko) é geralmente considerado como a prática do culto aos antepassados. Nós, como fiéis da Honmon Butsuryu-Shu recebemos a bênção do “Gohouzen” de poder de pronunciar o “Namumyouhourenguekyou” e através desse “Kudoku” transferir às almas mortas o “Kahou” de entrar para o mundo de Buda, o Nirvana. Dentro da Religião Honmon Butsuryu-Shu existem vários tipos de preces, de orações (“Gokigan”) e para que essas preces sejam atendidas, concretizadas é necessário, acima de tudo, da prática do “Kushou”, ou seja, da prática da pronúncia constante do “Namumyouhourenguekyou”. Porém acima das preces (Gokigan) existe a prática do “Ekou” aos antepassados. O sentido da palavra Ekou, de acordo com o ideograma japonês, significa transmitir o Kudoku que nós acumulamos para outras pessoas e contribuir para que essas pessoas consigam receber o Goriyaku e com a alegria do recebimento deste Gooriyaku, o retorno a nós em forma de Kahou. Por isso, na realidade, o Ekou pode ser tanto para os mortos quanto para os vivos, pois, nós vivos também necessitamos e almejamos a paz pessoal e a harmonia do Universo. Portanto não se deve esquecer de fazer Ekou perante ao Gohouzen. Consta nos ensinamentos da nossa Religião a importância de quando for uma data especial de falecimento, ir no templo e prestar oração a essa alma. O Ekou não é só para os nossos parentes mortos, pode ser também para as almas dos amigos mortos. Para nós fiéis da Honmon Butsuryu-Shu um Ekou importante é a reverência aos Grandes Mestres, o chamado “Daion Housha”. (artigo posterior) Todos os dias deve-se praticar o Ekou para assim receber o Goriyaku e o dia transcorre sem acidentes. Dentro da nossa Religião temos, o Livro de Antepassados (Kakotyou) de nosso oratório residencial ou do nosso Templo, onde deve ser inscrito os nomes de todos os falecidos para o Ekou em seus respectivos dias de falecimento, evitando esquecimentos e/ou acúmulo “Oihai” e papeizinhos dentro no do nosso oratório. Conforme os ensinamentos, então, a prática do Ekou aos antepassados é muito importante e para tanto existem várias datas comemorativas de morte. Para essas comemorações especiais existe uma tabela que nos diz quais serão os anos especiais. Primeiro ano, terceiro, sétimo, décimo terceiro ano, etc.