Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”


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Visita do Sacerdote Shintoku-Shi Macedo


Arigatougozaimassu,
Do dia 3 a 7 de julho de 2014 receberemos a visita do Monge do Budismo Primordial – Honmon Butsuryu-Shu no Rio Grande do Sul.
Convidamos a todos que desejam conhecer ou fazer parte da HBS para agendar um dia para conversar.
O agendamento pode ser feito por contato aqui pelo site.
Obrigado e grande abraço.
Arigatougozaimassu.


Arigatougozaimassu,

Receberemos a visita do Monge Shintoku Macedo de 25 a 29 de julho de 2013 em Porto Alegre.

Uma ótima oportunidade para conhecer ou saber um pouco mais sobre a Honmon Butsuryu-Shu – Budismo Primordial.

Aos que desejarem agendar uma data, basta preenche o cadastro ou enviar o e-mail nos comentários ( o email não aparecerá para público do Blog e será utilizado somente para contato)

https://creator.zoho.com/honmonbutsuryushu/cadastro-visita-budismo-primordial/form-perma/Cadastro_Visita_Budismo_Primordial/

Desejamos uma ótima semana a todos.

Arigatougozaimashita.


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Culto Póstumo de Sétimo Dia em Homenagem as Vítimas da tragédia de Santa Maria,RS


Arigatougozaimassu,

A Honmom Butsuryu-Shu enviou a Santa Maria no Rio Grande do Sul os Monges do Budismo Primordial Sac. PEDRONI e Sac. SHINTOKU (responsável pela expansão no RS) para celebrar em frente a Boate Kiss uma cerimonia em homenagem as vitimas do terrível incêndio.

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No domingo dia 03 de fevereiro no Templo Nikkyoji de São Paulo foi celebrado o Culto de Sétimo Dia com a participação de fiéis de vários locais do Brasil.
Todos nós fiéis da HBS rogamos para que todas as almas intensifiquem suas luzes, atinjam o maior grau de felicidade e sejam conduzidas a iluminação.
NAMUMYOHOURENGUEKYOU.

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Arigatougozaimashita.


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A Doutrina de Buddah


A doutrina (Sânsc: dharma. Páli: dhamma) budista começou a ser compilada pouco tempo depois do funeral de Buda. Buda apresentou seus ensinamentos e orientou para testá-los antes de aceitá-los, ele nos convida a conhecer e ver as coisas como elas são (Sânsc: yatha-butha-jnana-darshana).

Por doze anos, um dos maiores estudiosos e praticantes da Índia, Atisha, estudou muitos e muitos textos, coletâneas enormes de ensinamentos e comentários sobre a doutrina do Buda e as realizações dos grandes mestres. Depois de seus anos de estudo, chegou à conclusão de que, sem exceção, todos os métodos que o Buda ensinou (84.000 métodos) para propiciar a transição da mente ordinária para a extraordinária se resumiam em um ponto essencial: A bondade do coração. Na tradição do budismo, há muitos ensinamentos profundos, mas este é o néctar puro que origina a essência de todos eles.

O cultivo da bondade do coração ao longo de todo o cotidiano, a prática da virtude, compaixão, equanimidade (igualdade de ânimo, moderação), amor e alegria é o que leva ao caminho da iluminação.

De acordo com a história tradicional, um concilio de 500 monges altamente graduados (Sânsc: arhat) foi realizado em Rajagriha, Índia, sob liderança de um dos grandes discípulos de Shakamuni, o monge Mahakashyapa. Todos os discursos (Sânsc: sutra. Páli: sutta) de Shakamuni foram recitados, de memória, pelo monge Ananda. Da mesma forma, o monge Upali recitou todas as regras monásticas (Sânsc. vinaya). Na Índia, onde a religião é caracterizada pela transmissão oral de ensinamentos, é muito comum a memorização, utilizada até hoje em alguns monastérios budistas. No começo, a transmissão dos ensinamentos era feita oralmente; depois, eles foram compilados e escritos em folhas de palmeira.

Desta forma, os Sutras passaram a formar cinco coleções (Sânsc: ágam.Páli: nikaya).

Coleção Longa (Sânsc: dirghagama. Páli: digha-nikaya)
Coleção Média (Sânsc: madhyamagama. Páli: Majjhima-nikaya)
Coleção Associada (Sânsc: samyuktagama. Páli: Samyutta-nikaya)
Coleção Numérica (sânsc: ekottaragama. Páli: Anguttara-nikaya)
Coleção Curta (sânsc: kshurdrakagama. Páli: Khuddaka-nikaya), disponível em páli e em volumes dispersos, nas línguas chinesa e tibetana.

Essas coleções formam o Cesto de Discursos (Sânsc: sutra-pitaka. Páli: Sutta-pitaka); as regras monásticas compiladas no Cesto de Disciplinas (Sânsc. e Páli: Vinaya- pitaka) e as questões filosóficas no Cesto de Ensinamentos Especiais (Sânsc. Abidharma-pitaka. Páli: Abidhamma-pitaka). O grupo completo é chamado de Três Cestos (Sânsc. Tripitaka. Páli: Tipitaka) e constituem o cânone budista (música budista).

Os Sutras demonstram de forma bela a notável habilidade de Buda como mestre: Ele organiza seus ensinamentos de maneira clara, lógica e de fácil memorização, usando listas (as quatro nobres verdades, o caminho óctuplo, os cinco agregados etc.).

A Roda do Dharma

Quando Shakamuni fez seu primeiro sermão aos cinco ascetas, diz-se que ele fez girar a primeira volta da Roda do Darma (sânsc. dharma-chakra). Esta Roda do Darma simboliza os ensinamentos de Buda:

*Hourin: Um dos símbolos do budismo. O Darma (Hou) representa a verdade, os ensinos pregados por Buda. A roda (Rin) representa uma arma circular que os antigos reis da Índia utilizavam para caça. Ou seja, baseado nesta simbologia girar a roda do darma significa, tal como os reis derrotavam seus inimigos livremente, combater e livrar os seres dos inimigos ignorância e outros e conduzi-los a iluminação.

O primeiro sermão (Giro da Roda) de Buda Shakamuni foi dado aos cinco ascetas que estavam no parque das gazelas em Samath, Benares. Nesse sermão, Buda expôs um dos ensinamentos fundamentais do budismo: As Quatro Nobres Verdades (Sânsc: chatu-arya-satya).

Antes de falarmos sobres estas, vamos conhecer as Três Marcas do Darma/Sanbouin (Sânsc: trilakshana) com as quais o Buda diferenciou a forma de visão do budismo em relação as demais filosofias e crenças. São: A impermanência, o não-eu e o sofrimento. Quando acrescido de mais um item a “Serenidade do Nirvana” (Sânsc: Santam nirvanam) as três marcas, passam a ser são chamadas de quatro Marcas do Budismo.

Diante de críticas de alguns seguidores budistas, o nobre Tendai disse que tal lista serve como base para interpretação no budismo do pequeno veículo. (Iwanami Bukkyo Jiten)

A impermanência (Sânsc: anitya. Páli: anichcha) se refere ao fato de que todas as coisas passam por constante transformação, momento a momento. Do mesmo modo, a felicidade, a saúde, a vida, as propriedades… tudo é impermanente, instável.

O não-eu (Sânsc: anatman. Páli: anatta) se refere à ilusão de que possuímos uma entidade pessoal independente, ou atman. A idéia do “eu” só aparece em dependência de cinco agregados (forma, sensação, percepção, vontade, consciência) e, portanto, o “eu” não existe inerentemente, não existe pôr si mesmo.

O sofrimento (Sânsc: duhkha. Páli: dukkha) é melhor explicado relas Quatro Nobres Verdades:

I. A verdade do sofrimento (Sânsc: duhkkha): Todos os seres estão sujeitos à tristeza, à lamentação, à dor, ao desespero, aos problemas…
Buda não negou a existência da felicidade mundana, mas reconheceu que essas felicidades são impermanentes.

II. A verdade da causa (Sânsc: samudaya): A união dos cinco agregados faz surgir a ilusão de um ego. Nunca conseguimos satisfazer os inúmeros desejos desse ego impermanente, sem essência, sofredor. Dessa ilusão inicial, ou avidya, surgem os três venenos (Sânsc: klesha): o desejo (apego), o ódio (aversão) e a ignorância (desconhecimento). Do mesmo modo, surgem todos os outros venenos mentais, como o orgulho, a inveja etc.

III. A verdade da cessação (Sânsc: nirodha): Aqui, aplica-se a lógica da interdependência. A existência do sofrimento depende de sua causa; se essa causa for eliminada, suas conseqüências (sofrimento, desejo, ódio, ignorância) também desaparecerão.

IV. A verdade do caminho (Sânsc: marga): O Caminho Óctuplo (Sânsc: ashtanga-marga) é assim chamado por ser dividido em oito partes, este é o caminho do meio, o caminho do despertar, que conduz ao estado de nirvana, à extinção total do sofrimento.

A interdependência

O ensinamento do surgimento dependente (sânsc. pratitya-samutpada) diz que todo fenômeno aparece, se realiza e desaparece; estes três acontecimentos só podem ocorrer devido a certas causas e condições. Por isso, o Samsara (o mundo dos fenômenos) é condicionado, interdependente, ao contrário da paz infinita do nirvana, incondicionado.

A interdependência do Samsara foi esquematizada em doze elos, representados simbolicamente na roda da vida:

1. Ignorância (Sânsc: avidya): É o desconhecimento das quatro nobres verdades.

2. Formações (Sânsc: samskara): Resultantes da ignorância, são as vontades ou impulsos que originam as ações do corpo, da fala e da mente.

3. Consciência (Sânsc: vijnana): Como resultado das formações, há seis tipos de consciência, relacionadas aos seis sentidos (olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo, mente).

4. Nome-e-forma (Sânsc: nama-rupa): “Nome” se refere às sensações, percepções, vontade e consciência, enquanto “forma” se refere aos elementos materiais: fogo, água, terra e ar. Forma, sentimentos, percepções, vontade e consciência são os cinco agregados* que compõem a existência; são resultantes da consciência.

5. Seis Sentidos (Sânsc: shadayatana): Visão, audição, olfato, paladar, tato e consciência, resultantes do nome-e-forma.

6. Contatos (Sânsc: sparsha): Resultantes do encontro dos seis sentidos com seus respectivos objetos (cores, sons, cheiros, sabores, formas/texturas, pensamentos)

7. Sensações (Sânsc: vedana): Resultantes dos contatos, são classificadas como agradáveis, desagradáveis ou neutras.

8. Desejos (Sânsc: trishna): Querer as coisas que trouxeram sensações agradáveis e não querer as coisas que trouxeram sensações desagradáveis.

9. Apego (Sânsc: upadana): Como resultado dos desejos, surgem quatro tipos de desejos, relativos aos prazeres, às visões, aos rituais e regras, e ao falso ego.

10. Existência ou vir-a-ser (Sânsc: bhava): Como resultado do apego, surgem três tipos de existências: Nos prazeres (Sânsc: kamadhatu), na forma (Sânsc: rupadhatu) e na não-forma (Sânsc: arupadhatu).

11. Nascimento (Sânsc: lati): É o processo em que surge em um dos reinos de renascimento, o aparecimento dos agregados e a aquisição dos sentidos, resultantes da existência.

12. Velhice-e-morte (Sânsc: lara-maranam): Velhice é a decadência que o corpo sofre com o passar da vida, e morte é a decomposição, a dissolução dos cinco agregados.

A [1] ignorância, o [8] desejo e o [9] apego são os venenos da mente; as [2] formações e a [10] existência são as ações; e os sete elos restantes são os resultados das ações. Todos os elos são interdependentes; a existência de um implica no aparecimento do elo seguinte. Ou seja~ a velhice e morte é conseqüência do nascimento, que é conseqüência da existência etc. Do mesmo modo, extinguindo-se a ignorância, desaparecem a formação, a consciência etc., até se extinguirem todos os elos, todos os sofrimentos.

*Os cinco agregados (Sânsc:Skandhas)

1. Forma (Sânsc: rupa): Refere-se ao mundo físico, ao corpo e a todas as coisas percebidas pelos sentidos, simbolicamente representados pelos quatro elementos – terra, água, ar e fogo.

2. Sensações ou sentimentos (Sânsc: vedana): Também é o sétimo dos doze elos citados anteriormente, e se refere às experiências agradáveis, desagradáveis ou neutras, resultantes do contato com os sentidos (olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo, mente) com seus objetos (cores, sons, cheiros, sabores, formas/texturas e pensamentos).

3. Percepções (Sânsc: samjana): Diferenciação de cores, sons, odores, sabores, formas (incluindo texturas) e pensamentos.

4. Vontade ou formações (Sânsc: samskara): O segundo dos doze elos, abrange todas as atividades volitivas, todas as ações (Sânsc: karma) do corpo, da fala e da mente.

5. Consciência (Sânsc: vijnana): O terceiro dos doze elos, inclui os seis tipos de consciência que surgem do contato dos órgãos dos sentidos com seus respectivos objetos, consciência visual, consciência auditiva, consciência olfativa, consciência gustativa, consciência corporal e consciência mental.


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Quer saber mais sobre o Budismo Primordial? A oportunidade é agora!


Arigatougozaimassu,

Hoje faço um convite à todos de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.

Quem quiser fazer parte ou saber mais sobre o Budismo Primordial – Honmon Butsuryu-Shu.

De 27 de Fevereiro a 3 de Março de 2012 receberemos a visita do Monge do Budismo Primordial Shintoku Macedo que é o novo responsável pela expansão do Budismo aqui no estado.

Essa é uma ótima oportunidade para todos que desejam conhecer o Budismo Primordial.

Quem deseja receber mais informações ou a visita basta enviar um e-mail com nome completo, endereço e telefone para contato.

Um grande abraço à todos.

Arigatougozaimashita!

CLICK AQUI PARA RECEBER A VISITA OU INFORMAÇÕES


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Programas do Mês de Julho


Arigatougozaimassu,

Link para o Podcast dos Programas do Mês de Julho.

PODCAST

Arigatougozaimashita.


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Jornal Primordial – Hana Matsuri, O Natal Budista


Arigatougozimassu,

Festa do nascimento de Buda (Hanamatsuri), que ocorre no primeiro sábado do mês de abril é conhecido como o Natal Budista.

Arigatougozaimashita


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Programa Despertar Budista – PRIMEIRO de Abril 2001


Arigatougozaimassu,

Programa Despertar Budista primeiro Programa mês de Abril.

PDB- PRIMEIRO DE ABRIL

Arigatougozaimashita


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Quer ser um fiel da HBS? – Converta-se!


Arigatougozaimassu.

Após as alterações no site http://www.budismo.com.br o link que haviamos postado antes acabou sendo desativado.

Agora para os que tiverem interesse em se converter e só preencher o cadastro no link http://www.budismo.com.br/converta.php

Esse cadastro serve para que seja preenchida sua ficha de fiel e para que os monges da Honmon Butsuryu-shu possam agendar uma visita para conversar com você e passarem todas as orientações necessárias e se for de seu interesse fazer a sua conversão.

Arigatougozaimashita!


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Prece




A prece é um desejo que traduzido pela sua fé o faz aclamar pela força que lhe falta e superar as próprias limitações e merecimentos. Para isto é necessário que o elo “fé” seja tão forte quanto a prece, para que a concretização resulte naturalmente como prova desta perfeita interação.
Prece é um pedido em forma de oração. Também é um grito, uma transmissão de significados que se faz diante do Gohozen (Altar). Portanto não deve ficar somente dentro de você. É necessário que seja exposta de forma oral e física para que se vivencie seu conteúdo no dia a dia, em todas as circunstâncias. Agindo assim, você verá dentro desta exteriorização todas as possibilidades de concretização.
A prece não o faz simplesmente realizar o possível, ou impossível, mas sim, o faz mostrar a si mesmo que nenhuma aparente possibilidade, ou impossibilidade, é maior que sua fé e que por isso nada o impede de agir e reagir constantemente. Principalmente a impossibilidade é uma das camuflagens do desafio. Portanto é apenas um disfarce que quando se desfaz o faz perceber que “quase foi enganado”. São “pegadinhas” da vida que se você não estiver preparado, pelo modo da fé, podem faze-lo cair no desespero e conseqüente sofrimento.



Portanto diante de quaisquer circunstâncias, aparentemente possíveis ou não, a inserção de nossos sentimentos e desejos como prece na prática religiosa nos libertará de qualquer bloqueio, interno ou externo, que nos inibe de agir com a dignidade de um ser humano; devoto de um ensinamento que nos habilita à iluminação, pelo poder da oração.
Costuma-se dizer que o verbo “orar” (em japonês “Inoru”) deriva da expressão “InoKakeru” (Apostar a vida), ou seja, se a prece é feita em forma de oração é porque está apostando sua própria vida e por isso deve ser responsável pela prece e não deixar a nossa parcela de esforço por conta de outrem ou do acaso. A seriedade da prece é fator vital para sua concretização. Você só aposta a vida naquilo em que realmente acredita.
Sabendo-se que para um descrente não faz sentido algum fazer prece, concluímos que a prece tem como pressuposto principal a fé. E, se tem fé, além de orar pela concretização se utiliza de todas as suas forças para propiciar a concretização, daí se comprovará a veracidade de sua prece.
O mestre Nitiren em suas escrituras enfatiza a importância das preces, pois o Sutra Lótus afirma esta possibilidade, sem discriminações, revelando assim a unicidade entre o Ser e o Dharma.
Aquilo que deseja ter ou ser, que seja ou aconteça, seja lá mundano, material ou imaterial, desde que se recicle pelo espírito de fé que nos une ao Namumyohorenguekyo nos proporcionatá virtudes e bênçãos.
A prece é uma forma importante que faz nos unir e aproximar, cada vez mais, do Gohozen. Por fim essa será a nossa maior concretização.