Honmon Butsuryu-Shu – Porto Alegre

“Perfeição não é fazer tudo certo é haver equilíbrio em tudo”

Conto Budista

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A História do monge (Shuri Handoku)
-Ouvir Muito e Agir

Havia dois irmãos. O mais velho chamava-se Maka Handoku tão inteligente que para entender algo meia palavra bastava. Era capaz de descobrir o resto. Tinha 500 discípulos e era chamado de professor Dairo.
Por outro lado seu irmão mais novo Shuri Handoku, também chamado de Guro, era tão ignorante que mal conseguia decorar seu próprio nome. Shuri significa pequeno e Handoku, caminho. Mas as pessoas o chamavam mesmo era de Guro.

O irmão mais velho, após ter aprendido as maravilhas dos ensinamentos de Buda, através dos nobres discípulos de Buda Sharihotsu e Mokuren, logo se tornou sacerdote.
Guro ficou sozinho em casa. Depois de muito pensar, resolveu buscar ajuda do irmão, aclamado e respeitado por todos como mestre Dairo. Seu irmão o recebeu e passou a orientá-lo. 
Porém, a ignorância de Guro era a mesma de nascença. Não conseguiu aprender nenhum ensinamento. Seu irmão, que já não agüentava mais, lhe disse:

– Se não consegue cumprir o mínimo dos mandamentos acho melhor ir embora. Não permitirei mais que fique aqui. Vá agora! Guro saiu. Do lado de fora, ficou tristonho. Enquanto estava em frente ao portão Buda passou, pegou-lhe a mão e disse-lhe que cuidaria dele. Logo em seguida ordenou a Anan que fosse o seu professor.
Tanto Anan como Guro se esforçavam o máximo.
Mesmo assim, após três meses de esforço Guro não havia aprendido uma palavra sequer. Anan procurou Buda e lamentou ter que relatar.

– Mestre, não consegui.

Buda pegou a mão de Guro, levou-o até a entrada do templo, onde todos tiravam os sapatos para entrar e disse:

– Limpe todos os sapatos das pessoas que aqui entrarem. Também, pegue uma vassoura e varra as proximidades da entrada. E, sempre que encontrar as pessoas ou estiver varrendo pronuncie o tempo todo:
Eu espano a poeira para limpar minha sujeira.
Neste templo entravam e saiam muitas pessoas.

E a cada uma delas Guro dizia:

Eu espano a poeira para limpar minha sujeira.
Após tanto repetir as mesmas palavras acabou aprendendo-as. Também, ao mesmo tempo, percebeu seu significado. Ou seja, de que a poeira e a sujeira representavam o carma negativo impregnado em seu corpo, fala e mente. E que o espanar significava que deveria se livrar desse mal.

Buda elogiou-o, e disse:

– Parabéns, a partir de hoje não mais será chamado de Guro, se chamará nobre Shuri Handoku.

As pessoas pensaram a seu respeito:

– O quê? Aquele idiota é nobre agora?
– Buda sempre diz que o Darma é profundo, que compreender e respeita-lo é muito difícil. Por que logo aquele ignorante se tornaria nobre?
Buda, com seus poderes divinos, logo percebendo a insatisfação geral, ordenou a Guro:
– Amanhã muitos monges e monjas se reunirão aqui, quero que profira o discurso religioso a todos eles.
Agora sim era a prova de fogo. Justo Guro, que demorou a aprender o próprio nome e para um único ensinamento demorou três meses. Mesmo assim ele teria que transmitir o ensinamento diante de todos.
Dentre aqueles que iriam ouvir havia aqueles que se sentiram ridicularizados. Aqueles que imaginavam preparar-lhe um assento tão bonito e nobre que ele não se sentiria à vontade de sentar e sairia correndo. Também havia aqueles que planejavam bombardeá-lo de perguntas, com a intenção de torturá-lo.

Por outro lado vejamos o que Guro pensava:

– Por que Buda ao invés de pedir para outro discípulo mais inteligente veio pedir justo a mim? Porém, Guro não tem dúvida ou pretensão alguma. Afinal ele só sabia um ensinamento. Portanto, transmiti-lo era tudo o que tinha a fazer.

Chegou o grande dia, Guro, sem receio algum, sentou sobre o assento luxuoso e, dali, proferiu:

Eu espano a poeira para limpar minha sujeira. Esse ensinamento nos transmite que a poeira é o mal que está impregnado em nossa mente, oralidade e expressões físicas. Espanando-os, ou seja, praticando a fé e os ensinamentos de Buda de modo correto, nos tornaremos (limpos) e verdadeiramente iluminados.
Era a única coisa que ele sabia e também fazia. Toda simplicidade, embutida na universalidade do ensinamento que transmitiu comoveu as pessoas.
Não houve ninguém que saísse durante a sua pregação, ou que fizesse alguma pergunta.
Compreendendo que “Todos os aprendizados se reúnem numa só prática” reverenciaram-no, respeitosamente e, em uma voz alta, agradeceram dizendo:

– Muito obrigado Nobre Shuri Handoku.VISITE: http://www.budismo.com.br

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Mais fotos do Festival Primordial


Arigatougozaimassu,

Mais fotos do Festival Primordial agradecimentos ao Kyougyou Amaral.

Esse ano foi incrível, mas com certeza teremos muito mais Festivais para podermos curtir e expandir o Dharma.

Fotos no  Flickr

Arigatougozaimassu.


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Como Pronunciar as Orações da HBS


Arigatougozaimassu,

Hoje posto para vocês um link com a pronúncia correta das Orações da HBS

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Arigatogozaimassu.


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A Doutrina da Honmon Butsuryu-Shu


A religião transmitida por Nitiren e fundamentada no Caminho Primordial do Sutra Lótus denomina-se Butsuryu-Shu, por ter sido estabelecida pelo Buda Primordial. Consta no Sutra Lótus: “Dentre os Sutras, este é o Rei Soberano”. Por ter sido assim estabelecida e por explicar e ensinar tal fundamento denomina-se também Butsuryu-Kou.

Define-se como Imagem Sagrada o “Grande Mandala de todos os Darmas do Universo”.
Consta no Sutra Lótus: “A plenitudede Buda se encontra neste Darma”. É a prova escrita que fundamenta o Odaimoku como Mandala de todos os Darmas do Universo.

As cinco sílabas (Myou-hou-ren-gue-kyou) não representam uma escrita nem um significado, mas o espírito completo de Buda. São os Três Mil Mundos inerentes ao devoto. É a natureza búdica de todos os seres.

Todo o ato, a fala e o silêncio dos seres se originam de um só sentimento. Portanto, ao serenar seus sentimentos, sem hesitação, detendo-se unicamente ao Myouhou, não se perderá no ciclo de vida e morte, a lealdade ao soberano e o amor filial serão verdadeiros. O nível da fé será o caminho direto ao estágio da iluminação. Também o estabelecimento, por si só, dos caminhos da bondade, da ética, do respeito, da sabedoria e da fé serão o Darma da tranquilidade do presente. Não se perdendo no ciclo de vida e morte terá o renascimento afortunado.

As doutrinas não-budistas também tem como base o domínio espiritual para a paz de uma nação.

No budismo essa base está obviamente presente. Além disso, as doutrinas budistas pregam o Darma que incentiva o bem e abomina o mal, ensinando a lei da causa e do efeito que relaciona os três mundos: passado, presente e futuro. Expandem o grande Darma do conforto no presente e no futuro. Predestinam a paz na Terra, o Darma da tranquilidade no presente e o renascimento na Terra Pura.

Este é o Grande Darma do Caminho Primordial do Sutra Lótus.

Não se faz dos budas e dos céus o nosso Gohonzon (Imagem Sagrada). Faz-se do Verdadeiro Darma, o qual todos tem como mestre, o nosso Gohonzon (Imagem Sagrada).

Portanto, este é o Sutra. É o grande objetivo de Nitiren Daibossatsu ao estabelecer esta religião.

Escrito por Nagamatsu Seifuu (Grande Mestre Nissen Shounin)
5 de junho de 1872




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Prática da Fé


Shugyo significa uma incansável pratica, e estudo, de uma determinada matéria religiosa.
Shu – incorporar em si aquilo que experimentou.
Gyo – andar para frentem levantando alternadamente cada perna. Resumimos como prática da fé.
Aquele que pratica a fé é um fiel que, através da prática, desperta seu Buda interior, reunindo-se, assim, a sua essência original e divina. Se é fácil ou difícil não é a questão.
O que importa é que é possível, que Buda nos demonstrou essa possibilidade, deixando-nos meios e ensinamentos para superarmos todas as dificuldades, as quais ele mesmo passou. Em uma de nossas orações temos a mensagem seguinte:
“Rogo para que vida após vida, mundo após mundo, converta todos os seres e que jamais por toda a eternidade abandone a prática da fé” assim, nos conscientizamos de que somente a prática da fé, ininterrupta, poderá concluir essa prece e juramento.
Curiosamente, esta oração é feita antes das refeições, com o seguinte significado.
Tendo a gratidão pelo alimento como algo obviamente fortificante, claro, deverá demonstra-la no cumprimento da razão de estar se alimentando.
Nosso corpo se fortalece, fisicamente, pela ingestão do alimento que nos é concedido, para lutarmos, nitidamente, pela felicidade dos seres e nosso espírito se fortalece na prática incansável da pronúncia e do trabalho pela expansão do Namumyohorenguekyo.
A prática da fé não depende da cultura de um indivíduo. Existem pessoas que são conhecedoras profundas da filosofia budista, mas isso não quer dizer que sejam mais religiosas, ou portadoras de maior espírito de fé, que as ignorantes no assunto.
Na HBS, é considerada mais importante a prática, do que a teoria budista, pois Nitiren Shonin já a estudou em nosso lugar, deixando que nós a praticássemos, traçando o caminho que devemos seguir.
Também há quem tente imita-lo, porém, levariam vidas para concluir e não sobraria tempo para a prática que é o essencial.
Certa vez um devoto perguntou a Nitiren Shonin se havia diferença entre a sua oração, como um homem humilde e leigo, e a oração feita por um grande mestre como ele.
Nitiren indagou-lhe se havia diferença entre uma vela acesa por uma criança e outra por um adulto.
Disse, também, que a força do Namumyohorenguekyo não está na palavra da pessoa e sim na fé com que a pronunciamos.
Se a prática da fé fosse tão difícil, e que só uma determinada categoria de pessoas pudesse praticar, apenas essas pessoas conseguiriam salvação.
Mas para a oração do Namumyohorenguekyo, todos os seres entre o céu e a terra merecem a paz eterna.
O orientador dos estudos religiosos, na HBS, é chamado de Sacerdote. Ele é encarregado de ministrar os ensinamentos e, ao mesmo tempo, orientar os fiéis para que não percam o caminho da verdade. A nós, fiéis, cabe proteger e auxiliar o Sacerdote para que possa dedicar0se com afinco à sua missão. Há aí uma ajuda mútua a fim de podermos, todos juntos, praticarmos a fé.

A prática da fé não se resume em pronunciar algumas vezes as orações ou orarmos apenas quando bem entendemos. Mas, sim, em repetir esta prática por váriaz vezes diante do “Gohonzon” independente das circunstâncias. Aos poucos sentiremos o despertar das boas qualidades em nossos corações, o que constitui a essência de Buda. Essa sensação de bem-estar espiritual aos poucos vai se propagando em toda a nossa casam em nossa rua, em nossa cidade, em nosso país, e foi justamente esse o ideal proposto por Nitiren Shonin.
Ter a fé budista não é querer o bem para si próprio somente, e, sim, visar também aos outros, ao país e a toda humanidade.      Como discípulos de Nitiren e de Buda temos grande missão a cumprir, com essa prática da fé tendo como prioridade o que chamamos de Kyoke Shakubuku. (Orientação compassiva para conversão de novos fiéis).
Quando praticamos para nós mesmos, denominamos “prática pessoal” (Jygyo) e quando praticamos em favor de outros: “prática impessoal” (Ketta). ]
A frase “ketta soky jigyo” significa: A prática da fé impessoal já inclui a prática pessoal.
Ou seja, fazer para os outros é fazer por si mesmo.
Este é um dos princípios básicos da prática da fé que nos condiciona ao acúmulo de virtudes e ao recebimento das bênçãos.
No caso de uma empresa, por exemplo, ela progride porque seus funcionários esforçam-se, e, graças a esse esforço, têm um ordenado melhor devido à grande produção da mesma.
Seria o mesmo que trabalhar para os outros em benefício de si mesmo.
A Sony (atualmente uma das mais afamadas marcas de artigos eletrônicos) era uma pequena firma, não muito bem situada economicamente, onde então todos os funcionários aceitaram a redução do ordenado visando, somente, o progresso desta.   Assim, o espírito de coexistência é a essência da nossa religião: se a sociedade melhorar, a nossa vida melhorará, se o Brasil progredir, todos nós progrediremos também.
Para melhor orientarmos sobre esses atropelos da vida é que devemos participar dos cultos nos Templos, e nas residências, e devemos prestar total dedicação ao ato religioso.


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Buddha ou Deus, qual a diferença?


Creio que a história cultural venha a ser o fator que mais dificulta a resposta desta pergunta. Quando Nitiren Daibossatsu iniciou sua pregação no Japão, também passou pelas mesmas dificuldades, precisou evidenciar a existência do Buda Primordial, além da personalidade do Buda histórico, até então único conhecido. Por isso diferenciar não seria a colocação mais correta. Certamente, ao invés de diferenciar, sobrepor um conceito abrangente e único seria a definição mais adequada a esta questão.
Antes de responder, porém, deveríamos analisar qual é a conotação e significado dado a cada uma dessas palavras. Buda é um adjetivo que significa “Aquele que é perfeito”.

No Brasil todos costumam dizer que “Só Deus é perfeito”. Portanto, a partir deste angulo e análise, vemos que fala-se de uma personalidade a partir de nomes e adjetivos diferentes.

Contudo, chamam de Deus o que nunca viram de forma física ou que esteve presente alguma vez na história da humanidade. No budismo quando dizemos “Buda Primordial” nos referimos ao Ser e energia que rege o universo e que nos pregou pessoalmente o Sutra Lótus, mais especificamente os Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus, e mais, comprovou sua condição e vida eterna invocando os Bossatsu Emergidos da Terra. Acima de tudo também, nos deixou a fórmula “Namumyouhurenguekyou” da iluminação, para que pela fé e compaixão, pudéssemos sem discriminações sermos conduzidos a plena felicidade.

Também, não aceitamos de maneira alguma um Deus que cria, descria, manipula o destino, conduz ao céu os bonzinhos e castiga os malvados. Isso tudo sim é “criação” de manipuladores religiosos que impuseram a religião por meio de superstição, medo e temor. A história registra bem tudo isso que aconteceu e ainda acontece.

Para não cairmos nesta discussão terminológica que não traz nenhum tipo de beneficio é que, costumeiramente denominamos a entidade divina suprema de Buda Primordial. Está acima de qualquer tipo de Buda, Deuses, divindades e outros.


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Buddha Primordial e Buddha Histórico você sabe a diferença?


O Buda Primordial (Kuon no Honbutsu) como o próprio nome diz é “Primordial” é “Original”. Não tem começo nem fim. É a divindade única que rege o cosmos e que na história da humanidade, no momento da pregação dos Oito Primeiros Capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus (Honmon Happon e somente durante este trecho) através do corpo físico do Buda Histórico revelou sua existência, identidade e acima de tudo, pessoalmente nos transmitiu os ensinamentos.
Portanto, podemos dizer que vimos pessoalmente a divindade e que, pela soberba compaixão e presença fez da Terra a Terra Pura ao nos pregar os ensinamentos -(o Namumyouhoureguekyou)- fez de nós os seres mais privilegiados dentre os seres.
Já o Buda Histórico, dentre incontáveis mundos do universo é o Buda encarregado (pelo Buda Primordial) aqui da terra. É claro que é uma emancipação do Buda Primordial, ou seja, uma manifestação física e transitória que nasceu com a missão de nos ensinar sob a mesma forma “humana” e passando pelos mesmos obstáculos mundanos, conseguiu atingir a iluminação e, principalmente expandi-Ia.
Justamente por ser transitório não é correto tê-lo como objeto de veneração. Justamente por isso que nos templos da Butsuryu-Shu não existem estátuas de Buda , ao contrário de tantos outros templos budistas. Não podemos venerar algo temporário, sujeito a mutabilidade e, por mais iluminado que seja, essa iluminação não pode ter acontecido agora pela primeira vez.
A forma de venerarmos o Buda Primordial é venerando-o na sua forma espiritual , a do Gohonzon. Não na estátua de Buda, pois o próprio Buda baniu tal forma de devoção. Toda vez que oramos o Odaimoku incorporamos o Buda Primordial e recebermos a virtude da sua iluminação.

Visite: WWW.BUDISMO.COM.BR


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Orientação para novos Fieis da HBS.


Primeiras Lições

Ao se converte à nossa religião,após ser apresentado por um padrinho ou madrinha.  Preencherá a ficha de inscrição e a partir daí fará parte de um grupo do templo. Essa ficha de inscrição, na verdade é uma proposta de conversão ao Budismo e pode ser feito via internet no site da HBS esse é uma iniciativa inovadora da Honon Butsury Shu que auxilia na divulgação e expansão do Budismo no Brasil e em outros paises. Quando você fizer seu cadastro no site alguns dias após um do monges entrará em contato com você para verificar sua intenção em se converter e marcar uma visita para conhce-lo melhor e passar todas as informações necessárias.

Esse encontro é muito importante e necessário para que o novo fiel aprenda suas responsabilidades e condutas para as práticas que serão realizadas diariamente. São elas:

1 – Aprender a dirigir preces no altar de sua residência;

2 – Fazer amizade com o chefe de grupo; (se possivel)

3 – Aprender a comparecer aos cultos dos templos; (se possivel)

4 – Quando um chefe de grupo (Sacerdote, Auxiliar Sacerdotal…) visitar sua casa, recebê-lo cordialmente;

5 – Não emprestar nem pedir empréstimos de dinheiro entre os fiéis.

Sabendo disso vamos falar um pouco de nossa religião no Brasil. A religião Budista Honmon Butsuryu-Shu do Brasil, possui 11 templos tendo como sede o Templo Central Nikkyoji em São Paulo.

Os fiéis de cada templo são divididos em grupos ou em cidades (Kumi). Essa divisão é baseada em localidades onde existem aglomerados de fiéis, que por sua vez recebem o nome do bairro ou da cidade.

“Okyuji” da manhã

A palavra “okyuji” significa servir. Essa palavra assume uma importância maior que a própria prática da oração do Namumyouhourenguekyou e do aprendizado dos ensinamentos. A prática de servir possui essa importância, porque para nós o “Gohonzon” (Imagem Sagrada) está vivo. Pensando dessa maneira, devemos respeitá-lo e venerá-lo como tal, atitude essa para nós, uma demonstração de fé. Desse modo, nós sempre estaremos protegidos por Ele, recebendo sua graça (Goriyaku) constantemente. Portanto servir o “Gohouzen”, significa limpar o altar diariamente, fazer oferendas, etc. Mas antes de entrar no assunto em relação à limpeza falaremos antes sobre o altar. Na nossa seita, não existe um padrão estético de altar.  Existem altares de tamanhos diferentes, de formatos diferentes e assim por diante. Mas é importante ressaltar que o seu interior seja padronizado, ou seja, que possua no mínimo dois patamares, o superior reservado exclusivamente para o “Gohonzon” e o inferior para os objetos que compões o altar. Esses objetos consistemm em um ou dois castiçais, um vasilhame para depositar incensos, um vasilhame de água (do tamanho de um copo), um ou dois vasos de flores e um livro de registros de falecidos da família. Os outros acessórios podem ser dispensados. Fora do altar, devemos ter o sino ou o “orin” que é usado pelas pessoas que comandam um culto. Os objetos de limpeza devem ser exclusivos do Gohouzen. Ou seja, não devemos usar panos de cozinha para limpar o altar, assim como não usamos pano de limpar o chão para limpar os pratos. A limpeza do Gohouzen, obviamente deve ser feita pela pessoa que pratica a fé e não por uma faxineira que limpa a casa. Devemos entender que o Gohouzen é quase intocável e só as pessoas mais aptas devem limpá-lo para evitar um procedimento errado.

Dados esses detalhes, vamos ao procedimento da limpeza do altar.

Em primeiro lugar devemos acostumar a usar o “masku” ou o “fukumen” (máscara que cobre o nariz e a boca). Isso para evitar que o ar que expiramos não atinja o Gohouzen e a seus objetos. Feito isso, devemos primeiramente trocar a água do Gohouzen, que fica dentro de um pequeno vasilhame colocado no centro sobre o patamar inferior. Essa água ao ser trocada deve ser despejada dentro de um copo (também exclusivo) para ser bebida e não jogada fora. Para colocar o “Hatsu mizu” (primeira água do dia) no Gohouzen, devemos encher da torneira em um copo separado e depois ser despejada dentro do vasilhame. Depois disso vamos limpar o altar e seus objetos. Quanto ao “Gohonzon” o quadro onde está escrito o “Namumyouhourenguekyou”, a limpeza deve ser feita de forma periódica e sob orientação.

A limpeza do altar deve ser feita rigorosamente todos os dias, de preferência na parte da manhã. Como não nos sentimos bem em morar num lugar sujo, o Gohouzen também se sente mal sem a limpeza. Após a limpeza, simbolicamente esterilizamos ou purificamos o altar com o “Hiutichi”, ou seja, com a faísca produzida por uma pedra e uma lima em atrito. Essa faísca seria o fogo que queima e elimina as sujeiras que produzimos durante a limpeza.

Quanto ao Gohouzen o importante é a nossa primeira refeição ou seja, o café e o pão devem ser colocados todos os dias. Muitas casas ou o próprio templo servem o arroz (cozido) dentro de uma taça, isso porque mantém a tradição do Japão onde a primeirarefeição é o arroz. As outras oferendas como frutas, guloseimas,biscoitos, etc., também podem ser servidos. Mas os alimentosperecíveis devem ser retirados logo, porque seu aspecto torna-seruim. Geralmente retira-se meia hora depois de servir. Todas asoferendas devem ser servidas antes de comermos. Devemos semprecolocar em mente que devemos servir primeiro o Gohouzen. As flores não devem artificiais e devem ser substituidas quando murcharem e trocar sempre a sua água para evitar o mau cheiro e possivel proliferação larvas de insetos que possam causar doenças como é o caso da Dengue. Tudo o que foi dito até agora parece desnecessário e trabalhoso demais. Mas se nós tomarmos o cuidado necessário para com o Gohouzen nós sempre estaremos protegidos por Ele, demonstramos respeito e isso faz com que acumulemos mais “Kudoku” (virtudes), para recebermos o Goriyaku. Dito isso, passaremos para a segunda prática mais importante que é o “Kushou”.

Kushou

Denominamos de Kushou a prática do Odaimoku (titulo do Sutra Lotus) que é pronunciar repetidas vezes o mantra  sagrado Namumyouhourenguekyou. Essa prática é de suma importância. Ela é tão importante quanto o ar que respiramos para nossa sobrevivência. Tudo gira em torno dela. Para que possamos sentir o efeito dessa prática, é necessário, antes dequalquer coisa, sentir que o Namumyouhourenguekyou esteja vivo. Em outras palavras, devemos acreditar e confiar. O Mestre Nitiren, ao longo de sua vida, pesquisou e estudou todas as religiões, chegando à conclusão de que a única prática que possibilita a nossa salvação seria somente a pronúncia do Namumyouhourenguekyou.

Seria inútil tentar explicar o seu significado, uma vez que, ao fazê-lo, teremos que recorrer às escrituras e pergaminhos desde os tempos do Buda histórico. Se o Mestre Nitiren dedicou sua vida estudando para transmitir essas palavras, devemos aceitá-las e praticar a sua pronúncia. Para provar que é sagrada basta lembrar que o próprio Mestre Nitiren, por varias vezes, foi salvo pronunciando essa palavra. E

A fé que praticamos não consiste em entender o significado da palavra sagrada e muito menos em aprender a teoria budista. Se nós desejamos receber o “Goriyaku do Gohouzen” basta somente participar do Kushou. Para explicar melhor daremos um exemplo de nosso dia-a-dia. Quando contraímos uma doença muito grave, logicamente vamos ao médico. O médico examina e receita um remédio, garantindo que tomando-o nos curaremos. Será que nessa hora duvidaremos da palavra do médico? Será que tentaremos saber o conteúdo do remédio lendo sua bula? Nesta hora logicamente ninguém fará isso. Acreditará no médico e tomará o remédio prontamente. Quando praticamos a HBS devemos proceder da mesma maneira. Assim como no exemplo dado, a doença não será curada lendo a bula e sabendo seu significado, nós também não conseguiremos a nossa salvação ou receber o Goriyaku lendo ou entendo as escrituras e teorias budistas. Pronunciar o Namumyouhourenguekyou seria ao ato de ingerir o remédio. Enfim, podemos dizer que toda força e energia estão contidas na palavra Namumyouhourenguekyou.

Como pronunciar
Toda a prática exige certas regras, métodos e disciplinas. Sem elas, qualquer objetivo que tentamos alcançar, seria impossível. Na nossa religião o Kushou não é diferente das demais práticas. Para conseguirmos receber o Goriyaku, não devemos pronunciar a palavra sagrada de qualquer modo. Devemos fazer o máximo possível para concentrarmos na oração. Essa concentração consiste em fixar os olhos no quadro onde está escrito o Namumyouhourenguekyou sem desviar a atenção, pronunciando essa palavra com voz alta e nítida para que outras pessoas possam ouvi-la. Quanto à postura, a coluna deve estar sempre ereta e firme. Quando estamos orando no altar da residência devemos tomar certas precauções a fim de não incomodarmos outras pessoas. Dependendo do local e horário, é necessário controlar a altura da voz.

Okankin

O Okankin é a oração que fazemos no altar da nossa residência na parte da manhã e da noite. Rezamos na parte da manhã (antes de sair pro trabalho, escola, compra, passeios, etc.), para que possamos viver imunes a qualquer perigo que possa ocorrer durante o dia. E à noite a oração é feita para agradecer pelo dia que transcorreu. É recomendado ao fiel que proncie o Namumyouhourenguekyou no minimo 10 minutos a cada oração o que corresponde a 1000 recitações. Pode parecer difícil mas com a prática diária verá que é muito fácil e só trás beeficios.

Houbou

Na HBS a prática do Houbou é tão grave quanto matar nossos próprios pais.

Desmembrando a palavra japonesa, teremos: Hou que diz respeito ao Hokekyou Sutra Lótus e o Bou que significa desprezo, desobediência e dúvida. Assim podemos dizer que “Houbou” é todo ato contrário aos ensinamentos religiosos. O “Hokekyou”, palavra citada acima, é a grande lei da salvação do ser humano que nos permite receber o Goriyaku (proteção) do passado, presente e futuro. Quando praticamos orações na parte da manhã e da noite, logo no início nós pronunciamos o Mushirai Houbouzai Shoushometsu … Isso significa que estamos fazendo penitência por termos praticado o “Houbou” na vida passada e na vida atual, prometendo, ao mesmo tempo, que não praticaremos o “Houbou” e nos dedicaremos de corpo e alma à prática do Odaimoku (repetição do Namumyouhourenguekyou).

Vamos enumerar alguns exemplos de prática do “Houbou”:

I – Participar de cerimônias religiosas de outras seitas no intuito de buscar algum tipo de proteção. E óbvio que nós não somos rigorosos a ponto de não permitirmos que se participe de casamentos religiosos de formaturas ,etc.;

II – Recorrer a videntes, acreditar em quiromancia, búzios para “saber” do nosso, futuro. Nós não acreditamos em videntes, profetas ou qualquer que seja o indivíduo que diz possuir poderes sobrenaturais para “ver” o futuro. Isso é pura bobagem;

III – Fazer “encomenda” para prejudicar alguma pessoa ou recorrer a algum benzedeiro ou “curador” na intenção de reestabelecer a saúde de alguém;

IV – Adorar ou expor imagens ou figuras de Santos de outras religiões. Muitos fiéis sem nenhum conhecimento, fixam na parede de suas residências objetos artísticos com temas religiosos ou figura de santos. Outros compram o “Buda da Sorte” (estatueta de um monge sentado com uma barriga avantajada) colocando-o de costas para melhorar ou manter a situação financeira. Devemos dizer que esse “Buda” nada tem a ver com o Budismo. É uma crença barata que enriquece os fabricantes e os comerciantes dessa imagem;

V – Averiguar a força de nossa religião aventurando-se em outras seitas estudando-as. Esse procedimento não é recomendável por ser extremamente perigoso para nossa mente. Ler e conhecer outras religiões é permitido somente se a pessoa não se engaje na leitura, ou na cerimônia, ou seja, que ela não se envolva a ponto de ser um participante;

VI – Participar de romarias em cidades ou templos religiosos;

VII – Comemorar dias santos. Os fiéis de nossa seita não comemoram um Natal, comemoram todos, a Páscoa etc. Essas datas têm um profundo significado religioso e seria incoerente sua comemoração. Mas como hoje, todos trocam presentes sem saber seu significado, nós também podemos fazê-lo. Para nós, os feriados dos dias Santos são apenas para descanso. Quanto ao fato de não comer carne na Semana Santa dispensa comentários. Comprem e comam à vontade porque é nessa semana que é mais barato. Enfim, qualquer coisa referente à outra religião que nos distacie da nossa, é considerado Houbou.

Existe um ensinamento que diz: “Assim como a lua não se expõe enquanto existir nuvens no céu, o Goriyaku (proteção) também não aparecerá enquanto existir o Houbou”.

Por isso, no caso de alguma dúvida sobre o “houbou”, pergunte a um bispo ou sacerdote.

Gohoumon

O “Gohoumon” é o discurso religioso proferido pelos sacerdotes nos cultos, visando o ensinamento da prática da fé.

A denominação “Gohoumon” foi feita pelo Mestre Nissen (1817~1891), justamente para diferenciar os termos usados por outras religiões e ensinar os verdadeiros ensinamentos de Buda. O “Gohoumon” é, para os fiéis, o alimento da fé. Sem Ele é como o corpo que enfraquece por falta de vitamina.

Para recebermos o “Goriyaku” (proteção do Gohouzen), é necessário praticar a fé corretamente. Isso nós só conseguiremos ouvindo o “Gohoumon”.

Abaixo, alguns itens em relação aos cuidados que devemos tomar em ouvir os “Gohoumons”.

Ouvir com Seriedade

Infelizmente existem muitos fiéis que praticam a religião há muito tempo, mas nunca receberam o “goriyaku” e não conseguem superar as dificuldades do dia-a-dia. Esses são os fiéis que não ouvem o “Gohoumon” com seriedade. Na hora do “Gohoumon” ele pensa no trabalho, na família, no futebol ou simplesmente, tira uma soneca, ou ainda ficam a contemplar os espaços siderais e outras coisas. É uma pena que isso aconteça, porque desperdiçam a oportunidade de fortificar a fé.

Nós devemos sempre pensar que nunca mais ouviremos aquele “Gohoumon” novamente, na qual poderia estar a semente de um Goriyaku futuro.

Respeito ao Ouvir

O “Gohoumon” não pode ser alvo de críticas. Não se pode dizer que o “Gohoumon” foi bom ou que foi ruim, que gosta do “Gohoumon” de tal sacerdote, etc. Devemos pensar que o “Gohoumon” é o discurso do próprio Buda e não do sacerdote que o profere.

Goyushi

“Goyushi” é toda doação voluntária que fazemos, tanto em dinheiro como em objetos para o templo, para a Ajub, ABC, etc.

Existem vários tipos de Goyushi, por exemplo: podemos fazer Goyushi, em dinheiro, como agradecimento por conquistas pessoai.Podemos também fazer Goyushi em materiais de limpeza, ou mesmo comestíveis, quando ocorre algum evento no templo que disso necessite.

Além disso tudo há o Goyushi específico que se faz para comprar velas para o Gohouzen (Onrousokuryo), para compra de flores para o Gohouzen (Ohanaryo).

Em princípio não são estabelecidas quantias determinadas para o Goyushi. Como são doações voluntárias, fica a critério do sentimennto da pessoa que efetua o Goyushi. Porem, como o Goyushi traduz o seu sentimento, deve-se praticá-lo nas máximas possibilidades. Como se pode perceber o Goyushi tem dois importantes itens:

I – pratica-se o Goyushi no sentido de zelar pelo Otera, não deixando que nada lhe falte;

II – praticar o Goyushi no sentido de esforçar-se para que a expansão da nossa religião seja fortalecida. Existem também as doações destinadas às grandes construções (Kinen-goyushi), que poderão ter valores pré-determinados, para orçamento, por exemplo, a fim de firmar contratos, para determinados objetivos. Portanto, o Goyushi não deve ser Ekou (ou Goeko) é geralmente considerado como a prática do culto aos antepassados. Nós, como fiéis da Honmon Butsuryu-Shu recebemos a bênção do “Gohouzen” de poder de pronunciar o “Namumyouhourenguekyou” e através desse “Kudoku” transferir às almas mortas o “Kahou” de entrar para o mundo de Buda, o Nirvana. Dentro da Religião Honmon Butsuryu-Shu existem vários tipos de preces, de orações (“Gokigan”) e para que essas preces sejam atendidas, concretizadas é necessário, acima de tudo, da prática do “Kushou”, ou seja, da prática da pronúncia constante do “Namumyouhourenguekyou”. Porém acima das preces (Gokigan) existe a prática do “Ekou” aos antepassados.

O sentido da palavra Ekou, de acordo com o ideograma japonês, significa transmitir o Kudoku que nós acumulamos para outras pessoas e contribuir para que essas pessoas consigam receber o Goriyaku e com a alegria do recebimento deste Goriyaku, o retorno a nós em forma de Kahou. Por isso, na realidade, o Ekou pode ser tanto para os mortos quanto para os vivos, pois, nós vivos também necessitamos e almejamos a paz pessoal e a harmonia do Universo. Portanto não se deve esquecer de fazer Ekou perante ao Gohouzen. Consta nos ensinamentos da nossa Religião a importância de quando for uma data especial de falecimento, ir no templo e prestar oração a essa alma.

O Ekou não é só para os nossos parentes mortos, pode ser também para as almas dos amigos mortos.

Para nós fiéis da Honmon Butsuryu-Shu um Ekou importante é a reverência aos Grandes Mestres”. (artigo posterior) Todos os dias deve-se praticar o Ekou para assim receber o Goriyaku e o dia transcorre sem acidentes. Dentro da nossa Religião temos, o Livro de Antepassados (Kakotyou) de nosso oratório residencial ou do nosso Templo, onde deve ser inscrito os nomes de todos os falecidos para o Ekou em seus respectivos dias de falecimento, evitando esquecimentos e/ou acúmulo “Oihai” e papeizinhos dentro no do nosso oratório.

Conforme os ensinamentos, então, a prática do Ekou aos antepassados é muito importante e para tanto existem várias datas comemorativas de morte. Para essas comemorações especiais existe uma tabela que nos diz quais serão os anos especiais.

Primeiro ano, terceiro, sétimo, décimo terceiro ano, etc.

Fonte: Revista Lótus nº 93 Pg 01


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Facções Budistas mais conhecidas no Brasil.


Budismo Tibetano: O mais falado na atualidade, principalmente após a visita do Dalai Lama, ao Brasil, em 1999. Dos modelos de seitas budistas procuradas essa linhagem é pelo menos uma das mais populares, pois é uma que mais se apresenta, tanto na mídia como em publicações de livros. No Brasil, muitos estudiosos, repórteres, e reprodutores de informações estão fazendo uma grande confusão com o budismo, misturando suas facções e tratando-as como se fossem uma só.
O Nome Dalai Lama foi concedido por um Rei Mongol em 1578. O Dalai Lama é considerado o “Buda Vivo”, ou seja, a reencarnação do próprio. O atual Dalai Lama é o 14° e encontra-se exilado na Índia. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz e, depois disso, ficou famoso mundialmente. Hoje em dia, em larga escala, vendem-se livros de sua autoria.
História: Em 1950 os chineses começaram a invadir o Tibet; saqueando e arrasando milhares de templos e mosteiros budistas no interior do país. Os invasores destruíram então, no mínimo, os sinais da antiga religião, cujos fiéis buscaram, durante cerca quinhentos anos, sua liderança espiritual em apenas uma figura, o homem-deus conhecido como Dalai Lama.
Doutrina: O budismo chegou ao Tibet em meados do século VII.
Desde o início tem mudado os Sutras os quais tem como referência. Divide suas abordagens em Mundo dos fenômenos, Tempo e Espaço. Prega a ignorância como causa dos sofrimentos e a ausência do ego e o espírito de vacuidade como forma de libertação e iluminação. Pela influência do monge Zen chinês Makuen possui um perfil “Zen”, entretanto, tende mais à filosofia do “Caminho do Meio” (Tyuugan). Em 1409, realizou o que o budismo na Índia sempre idealizou. Unificou as três linhas de budismo (Mahayana,Nihayana, Tântrico) chamando de Budismo Ortodoxo Tibetano. Em 1642, quando oficialmente o Dalai Lama tornou-se Chefe de Estado, esta religião também se tornou a religião oficial do País.
Objeto de Veneração: Se o Buda está vivo, e é o próprio Dalai Lama em carne e osso, então, não há porque buscar outro “ser” para se venerar. Ao que se supõe a alma de Avalokitesvara (Kannon Bossatsu) habita a alma de cada Dalai Lama. Todos esses significados repousam no dogma milenar do budismo tibetano referente à reencarnação.

Zen: Século VI. Seu fundador foi o famoso Daruma ou Engaku Daishi como também é chamado. Da Índia emigrou à China e tornou-se fundador do Zen budismo chinês, modelo conhecido no mundo da atualidade. Estabeleceu-se no monte Suuzan, voltado para uma parede de pedra, durante 9 anos, meditou em total silêncio. Seu sexto sucessor Enou e Shinshuu estabeleceram duas Grandes linhas Zen. A Zen do Norte e Zen do Sul (Nortista e Sulista), a partir disso o Zen ainda sofreu outras ramificações como as três mais tradicionais linhas: Rinzai.
Soutou e Oubaku. O Zen, por si só, não simboliza nenhuma religião em específico.
Há de se perguntar: “Zen? Mas de qual linhagem?” Caso contrário não se saberá o quê e como fazer, nem como fundamentar. O estilo introspectivo, tranqüilo e calmo, que o faz buscar forças nas profundezas do interior de sua própria mente fez os ocidentais, sedentos por algo deste tipo, adotarem e hoje fazer da meditação uma prática conhecida mundialmente.
Doutrina: Abomina todo o tipo de Sutra e escritura religiosa dizendo que o próprio Buda não se encontra nas letras escritas, mas sim no seu espírito e mente (ao dizerem isso, estão se colocando acima até mesmo das próprias Palavras Douradas de Buda)”Furyuu Mondi, Kyougue bettden” .Entretanto, contraditoriamente, é uma das facções em que mais se lê e estuda a respeito das literaturas budistas. O Objetivo principal de qualquer tipo de meditação Zen é buscar, dentro de si, a sua natureza búdica. (Kenshou Dyoubutsu). Ao encontráIa, exatamente ela será a sua própria iluminação.
Objeto de Veneração: Não tem. Busca venerar seu Buda interior. Mas, não sendo um objeto (ponto externo de referência) não pode se considerar como “Objeto de adoração ou veneração” . Não havendo ponto de referência dificulta a prática. Se a própria mente, sozinha, fosse capaz de nos conduzir ao caminho supremo, não haveria o por quê da religião. Ao mesmo tempo em que ela se fundamenta, também se desfundamenta. Religião considerada pelo Buda como ideal a ser praticada até a chegada da era mappou e adequada a seres altamente intelectualizados (o que não nos diz respeito).

Soutou-Shu e Rinzai-Shu: Seguem os mesmos princípios do Zen com pequenas diferenças, doutrinárias e práticas, que as distinguem.

Jyoudo-Shu: A crença na Terra Pura surgiu no século III aC. No Japão o mestre Hounen (1133-1212) seguindo os ensinos de Zendou da China estabeleceu a Religião da Terra Pura. Hounen, apesar de estudar no monte Hiei (Grande faculdade de monges budistas da época) a doutrina do Sutra Lótus, limitou-se à parte do caminho provisório e por isso concluiu que a difícil prática do Sutra Lótus não era viável para nós. Acabou adotando a prática do Nenbutsu.
(Prática da oração do nome de um Buda transitório, Amida. Oram Namuamidabutsu). Pregou que todos os ensinamentos, de todas as outras religiões, deveriam ser abominados e que deviam se entregarem unicamente à prática do Nenbutsu.

Doutrina: Sutras: Muryoudyukyou.
KanMuryoudyukyou e Amidakyou.
Objeto de Veneração: Buda Amida. Buda tido como regente do mundo paraíso (Gokuraku) localizado na direção oeste. Desprezam a importância deste mundo onde vivemos quando almejam simplesmente renascer na Terra Pura. O princípio básico budista como o esforço não é reconhecido nesta forma de busca.

Jyoudo-Shinshu: Tem como fundador o mestre Shinran (1193-1263).
Era discípulo de Hounen, fundador da Jyoudo-Shu. O Nome Jyoudo Shinshu é uma afronta a Jyoudo-Shu, pois significa “Verdadeira Jyoudo-Shu” (Jyoudo=Terra Pura). Shinran disse sempre ter seguido os passos do mestre, mas, por fim, acabou criando uma outra facção, apenas diferenciando as doutrinas a serem adotadas.
Doutrina: Enquanto Hounen baseado no KanMuryoudyukyou adotou a prática restrita à oração do Nenbutsu, Shinran fundamentou-se no sutra Muryojyukyou e estabeleceu sua prática centrada nas 18 preces do Buda Amida.
Sua postura de que deveria depender unicamente da Força Alheia (do Buda Amida) era definitiva. Comparado a Jyoudo-Shu possui um caráter mais dependente, ou melhor, totalmente dependente da divindade. Entretanto, ambas não salientam a importância do esforço pessoal.
Objeto de Veneração: Buda Amida.

Higashi Honganji e Nishi Honganji: São ramificações desta JyoudoShinshu e, basicamente, seguem o mesmo estilo de doutrina. Nota-se, com freqüência, que os sacerdotes das facções da Terra Pura, muitos deles, têm uma profissão paralela ao sacerdócio, fazendo o sacerdócio parecer uma atividade secundária em suas vidas.
Nitiren-Shu: Ostenta como nome da religião o nome do próprio Grande Mestre (Religião de Nitiren) . Entretanto, se esquece de que o próprio Grande Mestre cita: “Eu, Nitiren não sou fundador de nenhuma religião”. Estabeleceuse logo após o falecimento do Grande Mestre. Sua matriz localizada em Kamakura, Minobu é onde Nitiren Daibossatsu passou os últimos anos de sua vida onde se encontra seu Jazigo. Dos seis mais destacados discípulos Nitikou acabou ficando em Minobu Kuonji dando seguimento a Nitiren-Shu enquanto que Nikkou desceu a montanha e aos pés do monte Fuji estabeleceu outra nova linhagem chamada Nitiren Shoushu.
O nome Nitiren Shoushu já caracteriza a desavença que ocorreu entre as duas. Ou seja, ao pé da letra significa:
Religião Ortodoxa de Nitiren.
Doutrina: Segue o Sutra Lótus pregado por Nitiren, mas, não diferencia Honmon (Caminho Primordial 15-28 cap.) de Shakumon (Caminho Provisóri01-14cap.) .
Objeto de Veneração: Ostentam a Imagem do Buda Histórico ou um Mandala representando os Dez Mundos ou Um Honzon do Odaimoku.

Nitiren-Shoushu: Fundada por Nikkou. Logo após o falecimento do Grande Mestre os seus mais destacados discípulos criaram um sistema de rodízio para zelar do Jazigo. Por desentendimento com Nitikou, Nikkou desceu a montanha e, aos pés do monte Fuji, estabeleceu outra nova linhagem chamada Nitiren Shoushu. A discórdia entre os dois teve cunho principalmente doutrinário, daí originando-se duas novas linhagens de Nitiren. A Souka Gakkai possui história idêntica, pois se originou de dentro da Nitiren Shoushu como um grupo de leigos. Entretanto, por problemas de ordem política, e administrativa, as duas acabaram, depois de muito tempo, separando-se. Enquanto que a Nitiren Shoushu é mais tradicionalista, a Souka Gakkai é mais agressiva e expansionista. Educa seus adeptos a dizerem “Seu Gohonzon é falso” quando vêem outros Gohonzons de outras religiões, pois acreditam que Nitiren deixou um Único Gohonzon universal somente para eles. Entretanto, isso não consta em nenhuma escritura e esta teoria já foi refutada há muito tempo, tanto cientificamente quanto religiosamente.

História: A Souka Gakkai se fortaleceu tanto que começou a dominar a Nitiren Shoushu que exercia o poder sobre a concessão de Gohonzons e sacerdotes.
(Na Souka Gakkai não há sacerdotes, apenas na Nitiren Shoushu). Mesmo assim, após conflito interno houve a separação. A Souka Gakkai, além de religião, paralelamente possui um partido político no Japão e, de um certo modo, com todas as forças se utiliza da religião para dar manutenção ao partido (Koumeitou). Por motivos políticos, o então presidente da Souka Gakkai, Daisaku Ikeda, desviou várias culturas tradicionais da Nitiren Shoushu gerando grande desavença interna entre as duas facções. Os conflitos religiosos fazem parte dos jornais japoneses.
Doutrina: Tanto a Nitiren como a Souka Gakkai seguem linhagem distinta da Nitiren -Shu. Ambas, entre si, tomam seguimentos distintos, mas em suas pregações não se diferem muito. Adotam as Escrituras de Nitiren e seguem o Sutra Lótus. Entretanto, não os Oito Capítulos do Capítulo Primordial como ensina o Grande Mestre.
Objeto de Veneração: Consideram o Nitiren Daibossatsu como o próprio Buda Primordial. Devido a isso, deturpam a devoção do próprio Grande Mestre ao Buda. A nobreza de Nitiren Daibossatsu se encontra justamente no fato de seguir piamente sua missão lhe foi concedida pelo Buda Primordial como Jyougyou Bossatsu.
Ao deturparem essa imagem de Nitiren Daibossatsu desvalorizam todo o esforço feito pelo mestre ao direcionar sua devoção ao Gohonzon do Buda Primordial.

Bibliografia: Bukkyou Jiten. Ed. Iwanami. 1989. Nakamura Hajime. Gendai Shuukyou Haya wakari. Shuumu Hontyou. 1987. ISTOÉ. Maio 2001.Ed.Abril. Shinshuukyou Jiten. Ed. Tokyodou Shuppan. 1984. Matsuno Koujyun. Coleção: Mistérios do Desconhecido “Viagens Psíquicas” Ed. Abril. 1992. p.120


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Gohoumons são os ensinamentos do Grande Mestre Nissen Shounin transmitidos pelos monges da HBS em cultos nos templos.
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